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Abstract
Objetivo: Este estudo tem como objetivo explorar os efeitos da manobra de Valsalva (VM) na córnea ectásica durante a varredura tomográfica do segmento anterior usando a câmera de Scheimpflug. Métodos: Foi conduzido estudo observacional, prospectivo envolvendo 100 olhos de 50 pacientes que apresentavam ceratocone (KC) bilateral. Tomografia do segmento anterior foi realizada inicialmente quando os pacientes estavam em posição de repouso e imediatamente depois, no curso de VM. Imagens de Scheimpflug foram feitas usando Pentacam®. Resultados: A média de idade dos participantes foi 24,14 ± 6,59 anos de idade. Dos olhos incluídos no estudo, 7% apresentava KC estágio 1,47% apresentava estágio 2,32% apresentava estágio 3, e 14% apresentava estágio 4. Índices de KC não foram significativamente afetadas pela VM. Não houve diferenças estatisticamente significativas com o estágio do KC, e o índice médio de progressão paquimétrica durante a VM. O diâmetro da pupila (PD) mostrou aumento estatisticamente significativo durante a VM (p=0,017). Houve diminuição estatisticamente significativa na medida do ângulo da câmara anterior durante a VM (p=0,001). O poder máximo de curvatura anterior da córnea no KC estágio 4 diminuiu mais do que os outros estágios durante o VM (p=0,014). Conclusões: Não foram encontradas alterações nos índices KC e no estágio da doença por causa da VM. Verificou-se que houve aumento na PD e uma diminuição no valor do ângulo da câmara anterior. Estas alterações foram comparáveis aos valores obtidos a partir de estudos realizados em córneas normais.
Keywords: Câmara anterior/fisiologia; Ceratocone; Manobra de Valsava/fisiologia; Topografia da córnea
Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados a longo prazo em ceratoconjuntivite atópica (AKC) pacientes que foram tratados clinicamente ou cirurgicamente. Métodos: Os prontuários de 16 pacientes (32 olhos) com AKC, que foram acompanhados entre 1996 e 2013 foram avaliados retrospectivamente. As medidas adotadas foram as características demográficas, tempos de seguimento, e resultados biomicroscópicos da visita inicial e da visita mais recente. A acuidade visual corrigida para distância (CDVA), apresentada em unidades decimais, foi avaliada na visita inicial e nas visitas do 1º mês, 6º mês e 1º ano de seguimento. Resultados: No grupo tratado clinicamente (25 olhos de 15 pacientes), a mediana do tempo de seguimento foi de 3 anos (variação, 1-9) e a CDVA média foi de 0,01 (0,001-1,0) na visita inicial e 0,01 (0,001-0,8) na visita mais recente (p=0,916). No grupo de ceratoplastia penetrante (PK) (7 olhos de 6 pacientes), a mediana de tempo de seguimento foi de 7 anos (variação, 1-11) e a CDVA média aumentou de 0,01 (0,001-0,01) para 0,2 (0,001-0,7) (p=0,043) no pós-operatório. Conclusões: Embora a maioria dos pacientes AKC mantém a CDVA útil com o tratamento clínico, alguns necessitam de PK a fim de obter CDVA útil. Embora as complicações pós-PK ocorrem com freqüência, a CDVA pode melhorar significativamente.
Keywords: Conjuntivite alérgica/terapia; Conjuntivite alérgica/cirurgia; Ceratoplastia penetrante; Resultado do tratamento
Abstract
Objetivo: Avaliar o processo de vascularização da retina após injeção intravítrea de ranibizumab aplicada em crianças com retinopatia da prematuridade posterior agressiva (AP-ROP). Métodos: Vinte e seis olhos de 13 crianças com AP-ROP que receberam 0,25 mg de ranibizumab intravítreo foram investigados retrospectivamente. Os resultados foram avaliados após a completa vascularização da retina, observada em acompanhamentos semanais. Resultados: Verificou-se que houve regressão na AP-ROP de todos os pacientes durante as primeiras 48 a 72 horas. Na média, a vascularização do quadrante nasal (zona II) foi concluída na semana 45 pós-menstrual (variação 41-56), enquanto a vascularização do quadrante temporal (zona III) foi concluída na semana 56 pós-menstrual (variação 50-65). Sete pacientes (7/13) apresentaram reativação, que aconteceram em média a 42,14 semanas pós-menstruais, dois pacientes receberam tratamento adicional. Dois pacientes apresentaram áreas avasculares na retina periférica apesar de terem um ano de idade. Conclusões: O presente estudo mostrou que a vascularização da retina após a injeção intravítrea de ranibizumab foi concluída com atraso na AP-ROP. Ensaios clínicos randomizados são necessários para avaliar quando e como a vascularização acontece após tratamentos com injeções intravítreas de anti-VEGF.
Keywords: Retinopatia da prematuridade/quimioterapia; Neovascularização retiniana/quimioterapia; Injeções intravítreas; Ranibizumab/uso terapêutico; Criança
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