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Abstract
Objetivo: Investigar a espessura da coroide em gestantes saudáveis durante os diferentes trimestres utilizando tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada (EDI-OCT). Métodos: Este estudo prospectivo incluiu 90 gestantes saudáveis nos primeiro, segundo e terceiro trimestres da gravidez (grupos 1, 2 e 3, respectivamente) e 30 mulheres saudáveis não-gestantes (grupo 4) com faixa etária de 18-40 anos de idade. Foi realizada tomografia de coerência óptica espectral para estimar a espessura média da coroide. A espessura da coroide foi medida manualmente da borda externa do epitélio pigmentar da retina até o limite interno da esclera nas regiões subfoveal, 3 mm temporal e 3 mm nasal à fóvea utilizando EDI-OCT. As diferenças entre os grupos foram analisadas com o teste ANOVA unicaudal. Resultados: Houve diferença estatística significativa na espessura média da coroide entre os grupos 2 e 4 nas regiões subfoveal, temporal e nasal à fóvea (p=0,007; p<0,001; p=0,026, respectivamente). A espessura média da coroide no grupo 2 foi: 395 ± 80 µm, 338 ± 77 µm e 233 ± 61 µm nas regiões subfoveal, temporal e nasal à fóvea, respectivamente. Em comparação, a espessura média da coroide no grupo 4 foi de: 335 ± 86 µm, 275 ± 54 µm e 200 ± 53 µm, nas regiões subfoveal, temporal e nasal à fóvea, respectivamente. Não foi encontrada diferença estatística significativa entre os grupos 1-4 (p=0,214, p=0,177, p=0,094, respectivamente) e os grupos 3-4 (p=0,105, p=0,261, p=0,695 respectivamente), para todas as medidas. Conclusão: Nossos resultados sugerem que há espessamento da coroide nas regiões subfoveal, temporal e nasal à fóvea no segundo trimestre gestacional.
Keywords: Coroide/anatomia & histologia; Coroide/patologia; Tomografia de coerência óptica; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Gravidez
Abstract
Objetivo: Comparar a espessura da coróide subfoveal (subfoveal choroidal thickness - SFCT) de pacientes com diferentes gravidades de síndrome de apnéia/hipopnéia obstrutiva do sono (obstructive sleep apnea/hypopnea syndrome - OSAHS) e controles normais por meio da tomografia de coerência óptica com profundidade de imagem aprimorada (enhanced depth imaging optical coherence tomography - EDI-OCT). Métodos: Neste estudo retrospectivo caso-controle, foram incluídos 49 olhos de 49 pacientes submetidos a polissonografia. A espessura da coroide subfoveal nas linhas horizontais e verticais de rastreamento foi medida manualmente em todos os olhos, com base nas imagens de EDI-OCT. De acordo com o índice de apnéia/hipopnéia (AHI), duas análises separadas foram realizadas: com dados de pacientes sem OSAHS, com OSAHS leve (5≤AHI<15), com OSAHS moderado (15≤AHI<30) e com OSAHS grave (AHI≥30) e com dados de pacientes sem OSAHS, com OSAHS leve (5≤AHI<15) e com OSAHS moderada e grave (AHI≥15). Resultados: A média de SFCT foi de 314,5 μm nos pacientes sem OSAHS (n=14), 324,5 μm em pacientes com OSAHS leve (n=15), 269,3 μm em pacientes com OSAHS moderada (n=11) e 264,3 μm em pacientes com OSAHS grave (n=9). Não houve diferença significativa entre a SFCT dos quatro grupos, apesar do discreto afinamento no grupo severo (p=0,08). Quando os grupos moderados e graves foram fundidos e comparados com os grupos sem OSAHS e com OSAHS leves, SFCT do grupo moderado/ grave foi significativamente mais fino do que o do grupo leve (p=0,016). Foi encontrada uma correlação negativa significativa entre SFCT e AHI em pacientes com OSAHS (r=0,368, p=0,033). Conclusões: Em pacientes com OSAHS moderada/grave, a EDI-OCT revelou um SFCT afinado. Outras doenças sistêmicas ou oculares associadas podem induzir a deficiência de fluxo sanguíneo e oxigenação nos olhos de pacientes com OSAHS. Mais estudos são necessários para encontrar a relação exata entre doenças oculares e graus clínicos de OSAHS.
Keywords: Síndromes da apnéia do sono; Tomografia de coerência óptica; Coroide/patologia; Tonometria ocular; Polissonografia
Abstract
Objetivo: Avaliar camada de fibras nervosas da retina (RNFL) e a espessura da coroide peripapilar em olhos com disco óptico inclinado a fim de identificar as características da RNFL e os padrões de coroide peripapilar verificados pela tomografia de coerência óptica (OCT). Métodos: Vinte e nove olhos de 29 pacientes com discos ópticos inclinadas foram estudados prospectivamente com OCT de domínio espectral (SD) e comparados com controles pareados por sexo e idade. As imagens da RNFL foi obtidas por meio de varreduras circulares com um diâmetro de 3,4 mm em torno do disco óptico usando OCT. Para as medições de espessura da coroide peripapilar, o protocolo padrão para avaliação da RNFL foi realizado. Resultados: O OCT SD indicou diminuição das espessuras significativas da RNFL superotemporal (p<0,001), superonasal (p=0,001), e global (p=0,005) no grupo disco inclinado em relação aos do grupo controle. A coroide peripapilar foi significativamente mais espessa no local da borda elevada dos olhos com disco inclinado (p<0,001). Conclusões: Este estudo demonstrou que a caracterização clínica das principais morfologias disco inclinado pode ser útil na diferenciação entre um disco inclinado de outras alterações morfológicas de disco. Seria importante a comparação entre grupos com glaucoma e com discos inclinados, estudos futuros.
Keywords: Coroide/patologia; Fibras nervosas; Tomografia de coerência óptica; Disco óptico/anormalidades
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