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Abstract
Objetivo: Avaliar o resultado pós-operatório de uma nova lente intraocular (LIO) multifocal tórica implantada em pacientes com catarata e astigmatismo corneano. Métodos: Estudo prospectivo não randomizado envolvendo pacientes com catarata, astigmatismo corneano, e motivação para eliminar a dependência dos óculos. Em todos os casos, a lente intraocular tórica Rayner M-flex® T foi implantada dentro do saco capsular. Três meses pós-operatório foram avaliados: acuidade visual para longe, intermediário e perto; equivalente esférico; astigmatismo refracional residual; curva de defocus e sensibilidade ao contraste. Ao final do estudo um questionário referente à satisfação visual foi aplicado. Resultados: Trinta e quatro olhos de 18 pacientes foram incluídos no estudo. Após 3 meses de pós-operatório, a acuidade visual corrigida para longe (logMAR) era de 0,00 ± 0,08 a 6 m, 0,20 ± 0,09 a 70 cm e 0,08 ± 0,11 a 40 cm. A acuidade visual sem correcão foi de 20/40, ou melhor, em 100% dos olhos. A média do cilindro refracional pré-operatório era de -2,19 (DP: ± 0,53). Após o seguimento de 3 meses a média do cilindro refracional era de -0,44 D (DP: ± 0,27) (p<0,001). Os níveis de sensibilidade ao contraste foram elevados. Ao final do seguimento, 87,5% dos pacientes estavam independentes dos óculos para perto, intermediário e para longe, e aproximadamente 44% dos pacientes relatavam halos e glare. Conclusão: O implante de uma lente intraocular multifocal em pacientes com catarata e astigmatismo corneano utilizando a lente intraocular tórica Rayner M-flex® T foi uma opção simples, segura e acurada. Essa nova tecnologia oferece ao cirurgião uma maneira passível de se atingir as expectativas dos pacientes em relação a qualidade de vida em razão de uma menor dependência dos óculos.
Keywords: Astigmatismo/cirurgia; Implante de lente intraocular; Lentes intraoculares; Facoemulsificação; Polimetil metacrilato; Refração ocular; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia cirúrgica da facoemulsificação com tecnologia torcional utilizando 3 modelos diferentes de ponteiras. Métodos: Neste estudo prospectivo, randomizado, mascarado, os pacientes foram aleatoriamente distribuídos para serem submetidos a cirurgia de facoemulsificação coaxial torcional utilizando a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus, ou Kelman reversed mini-flared de 30 graus ou Kelman Sidewinder de 30 graus. Os parâmetros avaliados incluíram: acuidade visual com correção (AVCC) para longe; contagem de células endoteliais (CCE) pré-operatória e pós-operatória, ao final de 3 meses; espessura corneana central (ECC) pré-operatória e no primeiro dia pós-operatório. Medidas intraoperatórias incluíram tempo de facoemulsificação, tempo de energia torcional, tempo da aspiração, tempo cirúrgico, energia dissipada acumulada (CDE) e volume de solução salina balanceada (BSS). Resultados: Este estudo avaliou 150 olhos de 150 pacientes. No intraoperatório, não foram observadas diferenças significativas na energia dissipada acumulada, tempo de facoemulsificação, tempo de energia torcional, e tempo de aspiração entre os 3 modelos de ponteira. No entanto, foi utilizando menos tempo de faco com a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus (p=0,02) quando comparado às ponteiras Kelman Sidewinder de 30 graus e reversa mini-flared de 30 graus. A ponteira Kelman mini-flared de 45 graus e a reversa mini-flared de 30 graus utilizaram menos solução salina balanceada quando comparado à ponteira Sidewinder de 30 graus (p=0,009). Não foram observadas diferenças significativas na acuidade visual com correção, contagem de células endoteliais e espessura corneana central entre as diferentes ponteiras ao final do estudo (p=0,05). Conclusão: As 3 ponteiras foram eficazes e não apresentaram complicacões intraoperatórias. Quando foi utilizando o faco torcional através de microincisão com a técnica da pré-fratura, a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus obteve um desempenho melhor que as ponteiras de 30 graus e Sidewinder de 30 graus, com menor tempo de faco.
Keywords: Facoemulsificação/métodos; Extração de catarata; Drenagem/instrumentação; Desenho de equipamento; Contagem de células; Epitélio posterior; Acuidade visual
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar as características, os fatores de risco, resultados, e tratamento de pacientes que apresentaram deiscência traumática de sutura após transplante de córnea.Métodos:Estudo retrospectivo em que foram avaliados 11 olhos de 11 pacientes submetidos a transplante de córnea e que desenvolveram deiscência de sutura entre janeiro de 2004 e dezembro de 2012 no Hospital Oftalmológico de Brasília.Resultados:Oito (72,7%) pacientes eram homens e três mulheres. Seis (54,5%) pacientes foram submetidos a ceratoplastia lamelar anterior profunda (DALK) e 5 pacientes a ceratoplastia penetrante (PK). A média de idade dos pacientes no momento do trauma era de 31,1 anos. O tempo médio entre o transplante de córnea e a deiscência de sutura foi de 12,82 meses (variando de 3 a 33 meses). A melhor acuidade visual corrigida (AVCC) doa pacientes antes do trauma era de 20/60 (0,48 logMAR), e após o trauma era de 20/160 (0,90 logMAR) (P=0,15). Em um caso, a acuidade visual reduziu para sem percepção luminosa devido a descolamento de retina e posterior atrofia bulbar. O trauma ocular acidental e a queda da própria altura foram as principais causas de deiscência de sutura nos olhos transplantados.Conclusão:Pacientes previamente submetidos a transplante de córnea apresentam um risco prolongado de deiscência de sutura. A ruptura completa na junção doador-receptor no nosso estudo sugere que mesmo após um DALK a junção permanece vulnerável e pode romper com o trauma. Na nossa série, dependendo da severidade do trauma, a deiscência pós-ceratoplastia pode estar associada a um bom prognóstico visual.
Keywords: Deiscência da ferida operatória; Transplante de córnea; Fatores de risco
Abstract
Objetivo: Comparar o desempenho óptico e resultado visual entre duas lentes multifocais difrativas: AMO Tecnis® ZMB00 e AcrySof® ReSTOR® SN6AD1. Métodos: O estudo prospectivo, comparativo não randomizado incluiu avaliação de 74 olhos em 37 pacientes com indicação de facectomia e candidatos a implante de lente multifocal. Critérios de exclusão foram: presença de outras doenças oculares; cirurgia ocular prévia; alta miopia axial; astigmatismo cornenano maior que 1,00 D cilíndrica; complicações intraoperatórias ou pós-operatórias. A avaliação oftalmológica contou com medida da acuidade visual para longe corrigida (CDVA) e não corrigida (UDVA), intermediária (DCIVA) e curta distância (DCNVA) com melhor correção óptica para longe; teste de sensibilidade ao contraste; análise de frente de onda e curva visual de Defocus. Resultados: A UDVA foi de 0,09 logMAR para o grupo SN6AD1 e 0,08 logMAR para o grupo ZMB00; com correção foi de 0,04 logMAR para SN6AD1 e 0,02 para o grupo ZMB00 (p>0,05). O grupo SN6AD1 obteve valor de 0,04 logMAR e o grupo ZMB00 de 0,09 logMAR para DCNVA (p<0,05) e DCIVA de 0,17 logMAR para SN6AD1 e 0,54 logMAR para ZMB00 (p=0,000). Houve melhora do equivalente esférico e da UDVA em ambos os grupos (p<0,05). Em condições fotópicas, o grupo SN6AD1 teve melhor sensibilidade ao contraste em baixas frequências sem ofuscamento (p<0,05), contudo grupo ZMB00 obteve melhor sensibilidade em altas frequências (p<0,05) com ofuscamento. As lentes SN6AD1 e ZMB00 obtiveram comportamento semelhantes para visão intermediária na curva de Defocus, porém, o grupo ZMB00 mostrou menor distância de leitura que o grupo SN6AD1. Não houve diferença com significância estatística relacionada à aberrometria na comparação dos dois grupos. Conclusão: As duas lentes promoveram melhor qualidade de visão para longe e perto e comportamento semelhante para visão intermediária. O grupo ZMB00 exibiu melhores resultados para sensibilidade ao contraste em condições fotópicas em alta frequência espacial e SN6AD1 em baixa frequência espacial.
Keywords: Lentes intraoculares; Sensibilidades de contraste; Aberrometria; Acuidade visual
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