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Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados a longo prazo da técnica cirúrgica modificada de enxerto interlamelar de mucosa oral usando cola de fibrina para o tratamento de triquíase.
Métodos: Um estudo prospectivo foi realizado no Departamento de Óculo-plástica do Complexo Hospital Ouro Verde. Pacientes com triquíase recorrente sem entrópio, que não responderam à terapia convencional, foram submetidos à cirurgia com separação intermarginal das lamelas das pálpebras e inserção de enxerto de mucosa oral usando cola de fibrina, substituindo a sutura. Pacientes foram avaliados 1 dia, 7 dias, 1 mês, 6 meses e 4 anos após a cirurgia. A aderência do enxerto, resolução dos sintomas, satisfação estética, satisfação geral do paciente e recorrência de triquíase foram avaliados aos 6 meses e aos 4 anos.
Resultados: Quinze pacientes (total de 19 olhos) foram incluídos, dos quais 10 (66.7%) eram do sexo feminino e 5 (33.3%) do sexo masculino. A média de idade foi 75.4 ± 10.5 anos (intervalo 54-98 anos). Triquíase adquirida foi a principal causa, da qual 12 pacientes apresentaram blefarite crônica (86.7%), 2 pacientes com causa indeterminada (13.3%) e 1 paciente com triquíase tracomatosa (6.7%). A maioria dos casos envolveu apenas um segmento da pálpebra (89.4%) e com ≤5 cílios (84.2%; triquíase menor). Nenhuma reação adversa foi reportada com o uso da cola de fibrina e nenhum caso necessitou de sutura após inserção do enxerto. Aos 6 meses, não houve nenhuma falha de enxerto, 17 olhos de 13 pacientes (89.4%) apresentaram boa aderência de enxerto, 2 olhos de 2 pacientes (10.5%) mostraram aderência parcial do enxerto e 2 olhos de 1 paciente (10.5%) apresentaram recorrência da triquíase. Aos 4 anos, não houve nenhuma falha de enxerto, 3 olhos de 3 pacientes tiveram perda de seguimento e 2 olhos de 2 pacientes (14.2%) apresentaram recorrência da triquíase. A taxa de sucesso acumulativa após 4 anos foi de 78.9%.
Conclusão: A cirurgia modificada de enxerto interlamelar de mucosa oral usando cola de fibrina mostrou uma boa taxa de sucesso a longo prazo. Esta técnica reduz o tempo cirúrgico, facilita a inserção de enxertos menores e, portanto, deve ser considerada em triquíase menor sem entrópio resistente ao tratamento convencional.
Keywords: Triquíase; Cirurgia interlamelar; Cirurgia de Van Millingen; Cola de fibrina; Cola biológica; Enxerto de mucosa oral
Abstract
This systematic review and meta-analysis aimed to compare the effectiveness and safety profiles of anti-vascular endothelial growth factor therapy with dexamethasone vs anti-vascular endothelial growth factor alone in patients with persistent diabetic macular edema. It was performed in accordance with the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses guideline. Our data were prospectively registered on the International Prospective Register of Systematic Reviews (CRD42023482385). We searched the PubMed, Embase, Cochrane, and Web of Science databases for studies that compared treatment with anti-vascular endothelial growth factor and dexamethasone to anti-vascular endothelial growth factor alone in patients with persistent diabetic macular edema. The primary outcomes were changes in best corrected visual acuity, changes in central macular thickness, and the incidence of serious adverse events. Four studies were included, totaling 315 eyes. Of these 154 (48.88%) received anti-vascular endothelial growth factor alone, while 161 (51.12%) underwent combined therapy. Overall, combined therapy was associated with better central macular thickness (mean difference −68.21; p<0.001), although this did not translate into a significant difference in best-corrected visual acuity at 1 month follow-up (mean difference 1.29; p=0.55). There were significantly more intraocular pressure-related events (odds ratio 10.84; p=0.02) and cataract-related events (odds ratio 41.24; p<0.001) in the combined group than the anti-vascular endothelial growth factor alone group. Our results suggest that combined therapy improves macular morphology in persistent diabetic macular edema without increasing the risk of serious adverse events. However, its effects on final visual acuity outcomes were no better than those resulting from anti-vascular endothelial growth factor therapy alone.
Keywords: Diabetic macular edema; Macular edema; Central macular thickness Dexamethasone; Ozurdex; Anti-VEGF; Bevacizumab; Ranibizumab
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