Arq. Bras. Oftalmol. 2003;66 (6 )
:771-774
| DOI: 10.1590/S0004-27492003000700007
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a concordância entre tomografia de coerência óptica (OCT) e angiofluoresceinografia (AF) no diagnóstico do edema macular cistóide (EMC) secundário a cirurgia de catarata. MÉTODOS: Estudo retrospectivo observacional comparativo de 25 olhos com provável EMC. Pacientes com baixa de acuidade visual e alterações na biomicroscopia de fundo após cirurgia de catarata foram submetidos aos exames de OCT e AF na mesma visita. O diagnóstico do EMC foi realizado considerando a presença de vazamento de fluoresceína na angiografia e o espessamento retiniano e/ou espaços cistóides e/ou líquido subretiniano pela OCT. RESULTADOS: Vinte e cinco olhos de 25 pacientes foram avaliados. Vinte e dois olhos mostraram resultados semelhantes no OCT e AF, sendo que 15 olhos apresentaram EMC e 7 olhos não apresentaram EMC. Dois olhos com EMC foram diagnosticados apenas pela AF e um olho apenas pelo OCT. A concordância entre os exames foi boa (Kappa = 0,7331; p=0,0001) sem tendência para achados positivos ou negativos (p=1,0). CONCLUSÃO: Conforme este estudo preliminar, OCT parece ser tão efetiva quanto a AF na detecção do EMC com boa concordância entre os dois métodos.
Keywords: Edema macular cistóide; Extração de catarata; Angiofluoresceinografia; Tomografia; Estudo comparativo
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (2 )
:271-275
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000200015
Abstract
OBJETIVO: Descrever os achados epidemiológicos do trauma ocular na infância em uma unidade de emergência. MÉTODOS: Em estudo retrospectivo, foram analisados prontuários de pacientes menores que 16 anos que foram atendidos por trauma ocular no Pronto-Socorro de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo de setembro de 2001 a setembro de 2004. Foram coletadas informações a respeito da idade, sexo, olho envolvido, local, circunstância e mecanismo do trauma, acuidade visual inicial e conduta imediata. RESULTADOS: Um total de 273 pacientes foi incluído no estudo. A faixa etária com maior número de casos foi a de 7 a 10 anos (39,9%). A causa mais freqüente de lesão ocular foi traumatismo com objetos externos como pedra, ferro ou madeira (28,9%) e o local mais comum foi a própria casa (53,1%). A acuidade visual inicial foi melhor que 20/40 em 63,4% dos casos. Houve trauma ocular fechado em 201 (73,6%) acidentes. Setenta e seis pacientes (27,8%) foram tratadas com medicamentos e em quarenta e oito (17,6%) casos foi necessário procedimento cirúrgico. CONCLUSÃO: O trauma ocular na infância foi mais freqüente no sexo masculino, em escolares e foi associado a objetos tais como pedra, madeira, ferro, utensílios domésticos e brinquedos. Os acidentes aconteceram mais freqüentemente em casa e trauma fechado foi a lesão predominante. São necessários programas de educação e prevenção do trauma na infância.
Keywords: Traumatismos oculares; Infância; Ferimentos oculares penetrantes; Serviço hospitalar de emergência