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Abstract
OBJETIVO: Verificar a reprodutibilidade da classificação dos padrões do teste de cristalização do filme lacrimal utilizando cinco examinadores diferentes e comparar os padrões de cristalização de pacientes portadores da síndrome de Sjögren com os de indivíduos não portadores de doenças da superfície ocular. MÉTODOS: Análise da cristalização da lágrima de 29 pacientes com Sjögren e 45 pacientes sem doenças da superfície ocular, através de microscópio com luz polarizada, utilizando a classificação de Rolando. Para fins estatísticos foi estudada a curva ROC (Receiver Operating Characteristic) para determinar a melhor nota de corte do exame que separa indivíduos normais dos portadores da síndrome, índice de concordância Kappa (p<0,0001) para averiguar a reprodutibilidade da classificação dos padrões de cristalização e tabelas de contingência para comparação dos resultados entre os grupos. RESULTADOS: Com os padrões agregados (I com II e III com IV) a concordância dos examinadores foi alta (Kappa=0,82 a 0,97 e p<0,0001). Por meio da curva ROC obtivemos nota de corte de 2,50 para o diagnóstico de Sjögren. Na comparação entre os grupos, o grupo normal recebeu predominantemente classificações de padrões I e II, ao passo que o grupo com Sjögren, padrões III e IV. CONCLUSÕES: Houve concordância com a literatura quanto aos padrões encontrados nos pacientes com Sjögren e nos pacientes sem doença da superfície ocular. A classificação do teste de cristalização é reprodutível quando utilizada a classificação de Rolando.
Keywords: Síndrome de Sjogren; Cristalização; Cristalização; Lágrimas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Reprodutibilidade dos testes
Abstract
Objetivos: Avaliar os resultados dos testes utilizados para o diagnóstico de olho seco em portadores do vírus da hepatite C, e verificar se há relação entre a duração conhecida da doença e a intensidade das alterações da superfície ocular. MÉTODOS: Foram avaliados 25 pacientes portadores do vírus da hepatite C não tratados e 29 indivíduos com testes sorológicos negativos para hepatite C. Nos dois grupos, foi realizada a mesma sequência de exames: biomicroscopia, teste de cristalização da lágrima, tempo de ruptura do filme lacrimal, avaliação da córnea com fluoresceína, teste de Schirmer I, avaliação da córnea e conjuntiva com corante rosa bengala e estesiometria da córnea. Os pacientes também foram questionados com relação ao tempo conhecido de infecção pelo vírus da hepatite C. RESULTADOS: O grupo com hepatite C apresentou valor menor que o encontrado nos indivíduos sem hepatite C, no teste de Schirmer I tanto para o olho direito (p=0,0162) como esquerdo (p=0,0265). Para o tempo de ruptura do filme lacrimal verificou-se média inferior no grupo com hepatite C nos dois olhos; porém, a diferença apresen tou significância estatística apenas no olho esquerdo (p=0,0007), não sendo detectada diferença no olho direito (p=0,0793). Com relação ao dano presente na superfície ocular, verificado pela pontuação no teste de coloração com rosa bengala, observou-se média superior no grupo com hepatite, tanto no olho direito (p=0,0008) como esquerdo (p=0,0034). Os valores obtidos na medida da sensibilidade corneal dos pacientes infectados evidenciaram que a sensibilidade da córnea encontra-se alterada em comparação com a do grupo controle. O teste de cristalização do filme lacrimal não demonstrou diferenças entre ambos os grupos. Não houve correlação entre tempo de infecção pelo vírus e intensidade das alterações. CONCLUSÕES: Os resultados indicam que a hepatite C é causa de olho seco. Os mecanismos fisiopatológicos não são conhecidos, mas isso deve servir de alerta para cuidados terapêuticos oculares e futuras pesquisas para elucidar a síndrome sicca na hepatite C e suas relações com síndrome de Sjögren.
Keywords: Hepatite C; Síndromes de olho seco; Córnea; Ceratite
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