Arq. Bras. Oftalmol. 2005;68 (1 )
:109-115
| DOI: 10.1590/S0004-27492005000100020
Abstract
OBJETIVOS: Uma vez que um dos fatores mais implicados na perda celular endotelial corneana após facoemulsificação é o tempo utilizado de ultra-som e que a técnica de "quick chop" utiliza menor tempo de ultra-som, o objetivo do estudo foi comparar e analisar a redução da densidade celular endotelial corneana entre os pacientes submetidos à facoemulsificação pelas técnicas de "dividir e conquistar" e "quick chop". MÉTODOS: A amostra do trabalho foi constituída por 56 pacientes, apresentando catarata senil grau 3, selecionados prospectivamente e submetidos à facoemulsificação endocapsular, através das técnicas de "dividir e conquistar" (28 pacientes, grupo 1) e "quick chop" (28 pacientes, grupo 2). Foram verificados os tempos de ultra-som utilizados em cada cirurgia e foram realizados exames de microscopia especular central de não-contato da córnea pré-operatórios e pós-operatórios de 1 mês, 3 meses e 6 meses. RESULTADOS: Verificamos que a técnica de "dividir e conquistar" utilizou em média 2,0 minutos de tempo de ultra-som e a de "quick chop" 1,1 minuto; que a redução da densidade celular endotelial central da córnea foi significativa, em ambas as técnicas, no primeiro mês pós-operatório (16,5% no grupo 1 e 19,4% no grupo 2); e que as variações de densidade celular endotelial corneana subseqüentes, aos 3 e 6 meses, não foram significativas. Não houve diferença estatística na variação da densidade celular endotelial corneana ocorrida entre os grupos (teste "t" de Student p=0,334; no 1º mês pós-operatório). CONCLUSÕES: Concluímos que a redução da densidade endotelial corneana central não foi estatisticamente diferente entre as técnicas.
Keywords: Extração de Catarata; Facoemulsificação; Contagem de células; Endotélio da córnea; Estudo comparativo
Arq. Bras. Oftalmol. 2007;70 (3 )
:471-479
| DOI: 10.1590/S0004-27492007000300015
Abstract
OBJETIVO: Avaliar e correlacionar os picos e a flutuação da pressão intra-ocular verificados na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica com os picos e a flutuação verificados na curva diária de pressão intra-ocular. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 77 olhos de 77 pacientes divididos em três grupos compostos por 31 olhos de 31 pacientes portadores de glaucoma primário de ângulo aberto, 26 olhos de 26 pacientes com glaucoma de pressão normal e 20 olhos normais de 20 indivíduos. RESULTADOS: Houve correlação significativa entre os picos de pressão obtidos na curva diária de pressão intra-ocular e os picos de pressão verificados na curva ambulatorial, no teste de sobrecarga hídrica e na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica. O procedimento em que os picos de pressão apresentaram maior correlação com os picos da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial (r²= 0,81), embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa com os coeficientes de correlação verificados nos outros métodos. A correlação entre a flutuação da pressão intra-ocular obtida na associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica e a flutuação da pressão verificada na curva diária de pressão intra-ocular apresentou uma fraca associação (r²= 0,21). CONCLUSÃO: A associação da curva ambulatorial com o teste de sobrecarga hídrica não se mostrou eficaz para predizer os picos e a flutuação da curva diária de pressão intra-ocular. A curva ambulatorial e o teste de sobrecarga hídrica, devem ser analisados separadamente. O procedimento mais eficaz em prever o pico e a flutuação da pressão da curva diária de pressão intra-ocular foi a curva ambulatorial.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Tonometria ocular; Estudo comparativo