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Abstract
Relatar um caso de regeneração aberrante secundária à paralisia aguda do nervo oculomotor causada por aneurisma intracraniano. Paciente atendida em fevereiro de 2006 queixando-se de dor de cabeça acompanhada de visão dupla e queda da pálpebra no olho direito. Na avaliação da motilidade ocular extrínseca, verificou-se incapacidade da adução, da supradução e da infradução associada à blefaroptose no olho direito. Com relação à motilidade intrínseca, midríase paralítica no olho direito. Formulou-se diagnóstico de paralisia aguda de nervo oculomotor no olho direito e solicitou-se avaliação neurológica. No Departamento de Neurocirurgia, após ser diagnosticada presença de aneurisma de artéria comunicante posterior, a paciente foi submetida a tratamento cirúrgico. Em dezembro de 2006, observou-se melhora relativa da adução, mantendo a incapacidade da supradução e da infradução com blefaroptose melhorada à adução do olho direito. Com relação à motilidade intrínseca, miose no olho afetado. O diagnóstico de regeneração aberrante do nervo oculomotor pós-paralisia aguda foi formulado baseando-se na anamnese e nos exames oftalmológicos seqüenciais.
Keywords: Nervo oculomotor; Regeneração nervosa; Aneurisma intracraniano; Blefaroptose; Exotropia; Humanos; Feminino; Meia-idade; Relatos de casos
Abstract
Os autores relatam um raro caso de plasmocitoma da órbita envolvendo glândula lacrimal com transformação secundária para mieloma múltiplo em uma paciente de 42 anos. A lesão foi removida cirurgicamente e o exame anatomopatológico, aliado à imuno-histoquímica, revelou positividade para imunoglobulina G e cadeias leve tipo Kappa. Após extensa avaliação sistêmica, nenhuma anormalidade foi observada, sendo feito o diagnóstico de plasmocitoma solitário ósseo. A paciente foi submetida à radioterapia, permanecendo livre da doença por 5 anos e 6 meses até 2007, quando apresentou uma fratura patológica devido à infiltração plasmocitária na coluna lombar, sendo feito diagnóstico de mieloma múltiplo. Uma vez que o plasmocitoma solitário ósseo pode ser a primeira manifestação do mieloma múltiplo, esses pacientes necessitam de adequado diagnóstico e seguimento a longo prazo, pois o tratamento e prognóstico dessas duas condições é diferente.
Keywords: Plasmocitoma; Neoplasias orbitárias; Aparelho lacrimal; Cadeias kappa de imunoglobulina; Invasividade neoplásica; Mieloma múltiplo; Tomografia computadorizada por raios x; Humano; Feminino; Adulto; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Definir a taxa de detecção de tracoma em escolares do Estado de Alagoas - Brasil. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 6.424 crianças e adolescentes. A avaliação clínica dos escolares foi realizada por graduandos da Faculdade de Medicina sob supervisão de professores do Departamento de Oftalmologia, seguindo os critérios da Organização Mundial de Saúde. A avaliação clínica foi caracterizada por exame dos cílios, das pálpebras, da conjuntiva e da córnea de ambos os olhos. Os estudantes foram catalogados, anotando-se nome, sexo, idade, diagnóstico da forma clínica e município. Quanto à idade, os escolares foram divididos em três grupos: grupo A (<10 anos), grupo B (10-14 anos) e grupo C (>14 anos). RESULTADOS: A taxa de detecção de tracoma foi de 4,5%. Dos 3.280 estudantes do sexo masculino, 161 (4,9%) casos foram considerados confirmados, e dos 3.144 estudantes do sexo feminino, 131 (4,2%) casos foram considerados confirmados. Do total de escolares do grupo A, B e C, respectivamente 175 (5,3%), 113 (8,0%) e 4 (1,6%), foram considerados casos confirmados. CONCLUSÃO: Nesta região, o tracoma parece não ter sido erradicado e, portanto, deve permanecer como diagnóstico diferencial de conjuntivite folicular crônica em crianças e adolescentes advindos dela.
Keywords: Tracoma; Tracoma; Conjuntivite; Córnea; Entrópio; Saúde escolar; Estudantes
Abstract
OBJETIVO: Descrever e analisar as características de uma série de casos de portadores de neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal, o tratamento cirúrgico, assim como os achados histopatológicos. MÉTODOS: Avaliação retrospectiva dos arquivos de pacientes com neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal, no período de 1997 até 2007. Todos os pacientes com tumores epiteliais primários da glândula lacrimal foram incluídos neste estudo. Foram analisados os dados sobre sexo, idade, características clínicas, tratamento cirúrgico, achados histopatológicos e seguimento dos pacientes. As lâminas com secções histológicas dos tumores foram revisadas pelo mesmo patologista. RESULTADOS: No período do estudo, foram encontrados 12 pacientes, sendo 5 (41,7%) portadores de tumores benignos, todos adenomas pleomórficos (tumor benigno misto), e 7 (58,3%) com neoplasias malignas, assim distribuídos: quatro casos de carcinoma adenóide cístico, dois de carcinoma mucoepidermóide e um de carcinoma ex-adenoma pleomórfico. Analisando-se de modo global, a idade média dos portadores foi de 54,1 anos (variando de 14 a 70 anos); com média de idade de 52,4 anos (variando de 14 a 65 anos) para neoplasias benignas, e 55,3 para neoplasias malignas (variando de 26 a 70 anos). Informações do seguimento, variando de 2 a 10 anos, estavam disponíveis para todos os pacientes. Três pacientes desenvolveram metástases distantes e morreram devido à doença. CONCLUSÕES: A maioria das neoplasias epiteliais primárias da glândula lacrimal foi o adenoma pleomórfico e o carcinoma adenóide cístico no período de estudo. Os tumores malignos foram mais frequentes que os benignos. O diagnóstico histopatológico e o estadiamento inicial da doença podem desempenhar uma papel significante na sobrevida do paciente.
Keywords: Aparelho lacrimal; Neoplasias orbitárias; Adenoma; Neoplasias oculares; Doenças do aparelho lacrimal; Carcinoma adenóide cístico; Carcinoma mucoepidermóide; Seguimentos
Abstract
Paciente do sexo masculino e com 78 anos de idade apresentou diplopia, massa palpável abaixo da margem orbitária direita, deslocamento inferior do bulbo ocular direito e limitação da adução do olho direito. A acuidade visual foi 20/50 OD e 20/20 OE. A exoftalmometria de Hertel foi 21 mm OD e 17 mm OE. Tomografia computadorizada mostrou uma massa orbitária, infiltrativa e com margens irregulares, envolvendo a glândula lacrimal e o músculo reto lateral. O paciente foi submetido a uma orbitotomia anterior com biópsia incisional. O exame histopatológico revelou adenocarcinoma ductal primário da glândula lacrimal. Em seguida, o paciente foi submetido a uma exenteração orbitária com preservação das pálpebras. Microscopicamente, os elementos tumorais foram caracterizados por células poligonais grandes com citoplasma anfofílico, núcleo vesicular e nucléolo proeminente. Os componentes tumorais incluíram estruturas ductais com padrões cribriforme e papilífero e cercadas por membrana basal proeminente. As células tumorais foram positivas para citoqueratina 7, metaloproteinase 2 da matriz, metaloproteinase 9 da matriz, metaloproteinase 13 da matriz e Her-2/neu, mas negativas para citoqueratina 5, citoqueratina 20, p63, antígeno prostático específico, proteína S-100 e fator de transcrição da tiroide. Estes achados histopatológicos foram compatíveis com o diagnóstico de adenocarcinoma ductal pouco diferenciado da glândula lacrimal, T3N0M0. Vinte e quatro meses após a exenteração orbitária, o paciente foi diagnosticado com metástases nos linfonodos cervicais ipsilaterais e na glândula parótida ipsilateral e faleceu.
Keywords: Glândula lacrimal; Adenocarcinoma; Metaloproteinase 2 da matriz; Metaloproteinase 9 da matriz; Metaloproteinase 13 da matriz; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVOS: Identificar vasos linfáticos em espécimes orbitários de cadáveres humanos através de microscopia óptica e análise imunohistoquímica.
MÉTODOS: Um estudo postmortem incluiu dez espécimes orbitários provenientes de dez cadáveres humanos. Todos os espécimes orbitários foram obtidos até 12 horas após a morte com uma técnica cirúrgica de exenteração orbitária e dissecados em glândula lacrimal, nervo óptico, gordura órbitária e músculos extraoculares. Para classificar como um vaso linfático, os critérios histológicos incluíram vasos endoteliais de parede única sem membrana basal bem desenvolvida, irregulares e lúmen sem hemácias, e os critérios imunohistoquímicos incluíram vasos endoteliais de parede única, com formato irregular e lúmen sem hemácias e reagentes a podoplanina D2-40.
RESULTADOS: As lâminas histológicas de glândula lacrimal, nervo óptico, tecido adiposo e músculos extraoculares reagiram positivamente a podoplanina D2-40.
CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou vasos linfáticos na órbita humana, mais exatamente, na glândula lacrimal, no nervo óptico, na gordura orbitária e nos músculos extrínsecos extraoculares via microscopia óptica e imunohistoquímica.
Keywords: Vasos linfáticos; Órbita; Nervo óptico; Aparelho lacrimal; Músculos oculomotores; Tecido adiposo; Microscopia
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