Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (4 )
:207-211
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150054
Abstract
RESUMOObjetivo:Análise epidemiológica dos transplantes de limbo realizados no Hospital Oftalmológico de Sorocaba.Método:Foi realizada uma análise retrospectiva através de revisão de prontuário de trinta casos de transplante de limbo realizados no período de janeiro de 2003 a março de 2008. Casos de transplante de limbo autólogo foram classificados como grupo I e alogênicos como grupo II.Resultados:Dois pacientes foram excluídos da análise por insuficiência de dados nos registros. Da amostra completa de 28 pacientes, 53,6% constituíram o grupo I enquanto 46,4% o grupo II. O olho direito (68%) e o sexo masculino (68%) foram mais acometidos, com uma média de idade de 40,3 anos. Casos unilaterais contabilizaram 60,7%. A patologia de base causadora da deficiência límbica mais prevalente foi a queimadura química (53%). A média do tempo de doença até a cirurgia foi de 11,18 anos. Na maioria dos casos o transplante foi associado a membrana amniótica (75%) e tarsorrafia (57%). O tempo médio de seguimento foi de 24,84 meses. Foi observado melhora da acuidade visual não corrigida em 38% dos casos enquanto 28,5% permaneceram inalteradas e 33,3% pioraram. Evolução sem defeito epitelial persistente ocorreu em 75% dos pacientes. A taxa de conjuntivalização foi semelhante nos 2 grupos (53,3% e 58,3%). Em apenas 38% dos casos houve melhora da transparência. A taxa de sucesso foi de cerca de 28%. A complicação mais prevalente foi defeito epitelial persistente (25%) seguida de melting (14,2%). Outras complicações observadas foram úlceras infecciosas, necrose ou isquemia do enxerto, perfuração e descemetocele.Conclusões:A queimadura química permanece como principal patologia causadora de deficiência límbica. Nestes casos o transplante de limbo é atualmente a técnica de eleição para restauração da superfície ocular, porém com baixa taxa de sucesso.
Keywords: Limbo da córnea; Transplante autólogo; Transplante homólogo; Células-tronco; Doenças da túnica conjuntiva; Queimaduras químicas
Arq. Bras. Oftalmol. 2021;84 (4 )
:324-329
| DOI: 10.5935/0004-2749.20210046
Abstract
OBJETIVO: O ceratocone na população pediátrica apresenta algumas particularidades em relação à população adulta. O maior desafio é devido à doença ser geralmente mais severa e rapidamente progressiva em crianças.
MÉTODOS: Este artigo utiliza uma análise retrospectiva para relatar o uso do crosslinking em jovens menores de 18 anos e sua evolução pelo menos 24 meses após o procedimento. Foram estudados 12 olhos de 10 pacientes, e dados como acuidade visual com e sem correção, ceratometria máxima, espessura corneana, espessura foveal e microscopia endotelial avaliados no pré e pós-operatórios. O crosslinking corneano foi realizado em todos os pacientes pelo mesmo cirurgião.
RESULTADOS: Observou-se uma tendência de redução do valor do Kmax e melhora da acuidade visual corrigida em todos os momentos de pós operatório. Com relação à paquimetria, observou-se afinamento corneano do ponto mais fino, nos primeiros quatro meses de pós-operatório.
CONCLUSÃO: Resultados encorajadores foram obtidos com relação à estabilização da doença, progressão e segurança do procedimento, corroborando com as conclusões de outros autores. A importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento a curto prazo do paciente deve ser destacada.
Keywords: Ceratocone/diagnóstico; Ceratocone/tratamento farmacológico; Córnea; Doenças da córnea; Topografia da córnea; Colágeno/metabolismo; Raios ultravioleta; Reagentes para ligações cruzadas/uso terapêutico; Riboflavina/uso terapêutico; Acuidade visual; Adolesc