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Search for: Renan Albert Mendonça Rodrigues
Abstract
Objetivos: Validar um sistema de teleoftalmologia móvel que tem como objetivo fornecer triagem de urgências oftalmológicas em áreas remotas e desfavorecidas do Brasil. O sistema permite que um ou mais oftalmologistas possam examinar remotamente a condição do paciente e apresentar uma decisão que descreve a gravidade do caso. Se necessário, o paciente será encaminhado ao hospital para consulta. Métodos: Através de um celular e sua câmera (modelo Nexus One com câmera de 5 megapixel), foram coletados dados de 100 pacientes aleatoriamente selecionados no pronto socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e enviados remotamente para um sistema online, por meio do qual um oftalmologista analisou-os e enviou um diagnóstico sobre a gravidade dos casos. Os resultados enviados foram comparados com o padrão ouro que foi fornecido pelo médico no hospital. Resultados: O diagnóstico foi fornecido por dois oftalmologistas: um no hospital (padrão outro) e outro remotamente. Comparando os resultados dos diagnósticos, foi obtido 81,94% de especificidade, 92,85% de sensibilidade, acurácia de 85% e um valor preditivo negativo de 96,72%. Também foi testado o desempenho do sistema, resultando num tempo de processamento do atendimento remoto em média de 8,6 minutos por paciente. Conclusões: Esta solução de baixo custo é a primeira da literatura que utiliza apenas o telefone celular para detectar urgências oftalmológicas. Com base nos resultados, o sistema consegue oferecer um atendimento confiável, diferenciando os casos de urgências e não urgências através da plataforma de telemedicina. Como ferramenta de triagem, o mais importante é identificar os casos de urgência (ter alta sensibilidade). Assim, os resultados obtidos demonstram que a ferramenta é robusta e traz uma possibilidade real de conduzir um estudo maior para verificar sua eficiência em áreas mais distantes e desfavorecidas.
Keywords: Telemedicina; Consulta remota; Oftalmologia; Difusão de inovações; Triagem; Oftalmopatias/diagnóstico
Abstract
Relatar a ocorrência de pontos amarelo-esbranquiçados perivasculares pré-retinianos em 12 pacientes com sífilis ocular. Série de casos de 12 pacientes examinados entre março e outubro de 2012 no setor de uveítes da UNIFESP. Após confirmação diagnóstica de sífilis ocular, retinografias e OCT (optical coherence tomography) foram realizados para verificar a localização dos pontos e os pacientes foram tratados com penicilina cristalina IV por 14 dias. Dados demográficos incluíram 11 homens (91,6%), 19 olhos, mediana de idade de 38,1 anos, e a manifestação clínica principal foi panuveíte (7 pacientes, 58,3%), sendo bilateral em 4. Dez fizeram uso de prednisona oral (83,3%). VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) sanguíneo foi positivo em 8 pacientes (66.7%), VDRL no líquor foi negativo em 7 de 9 coletados (77,8%), FTA-Abs sanguíneo foi positivo em 100% e 8 pacientes (66,7%) eram HIV positivos, AV após tratamento melhorou em 10 olhos (55,6%), não se alterou em 7 (38,9%) e piorou em 1 olho (5,6%). Embora ainda não reconhecida na literatura como uma manifestação típica da sífilis ocular, este achado é muito comum na prática clínica. Acreditamos que esses pontos são devidos a perivasculite secundária à infecção pelo treponema. É importante os reconhecer e lembrar que a sífilis pode se apresentar de várias formas, incluindo essa apresentada aqui.
Keywords: Sífilis; Uveíte; Panuveíte; Uveíte posterior/diagnóstico; Retina; Tomografia de coerência óptica; Infecções oculares bacterianas; Relatos de casos
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