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Abstract
Neovascularização de coróide é uma complicação muito rara na uveíte intermediária(1). Paciente feminino, 27 anos, com diagnóstico de uveíte intermediária dois anos atrás. Apresentava acuidade visual de 20/200, "snowballs", "snowbanks" e edema macular cistóide no olho direito observado na angiofluoresceinografia (AGF) e tomografia de coerência óptica (OCT). Fotocoagulação foi realizada na retina periférica inferior em ambos os olhos. A paciente recusou a submeter-se ao tratamento clínico prescrito. Ela retornou doze meses mais tarde apresentando acuidade visual de conta dedos, retina sem edema e granuloma sub-retiniano macular observado no OCT(2). Paciente feminino, 15 anos, com diminuição da acuidade visual no olho direito (20/400) há oito dias. Apresentava vasculite e papilite em ambos os olhos, no olho direito, hemorragia e membrana neovascular sub-retiniana observada na AGF e OCT. Foi tratada com 40 mg de prednisona e injeção intra-vítreo de bevacizumab (1,25 mg). Cinco meses depois, apresentou acuidade visual de 20/50 e granuloma extramacular observada no OCT. A formação de granuloma sub-retiniano na uveíte intermediária é uma possibilidade quando complicada por membrana neovascular sub-retiniana.
Keywords: Neovascularização coroidal; Uveíte intermediária; Acuidade visual; Inibidores de angiogênese; Granuloma; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso do OCT3 (Carl-Zeiss) para medir a espessura da camada de fibras nervosas em pacientes com neuroretinite unilateral subaguda difusa (DUSN) e correlacionar com a acuidade visual. MÉTODOS: Foi medido a espessura da camada de fibras nervosas, utilizando programa "RNFL thickness 3.4" e a melhor acuidade visual de pacientes com DUSN entre janeiro de 2005 e dezembro 2006. RESULTADOS: Trinta e oito pacientes, com idade entre 9-42 anos foram selecionados para este estudo, sendo que 20 casos apresentavam larva viva localizada. A média da RNFL foi 71,55 ± 27,26 nos olhos com DUSN e 103,07 ± 20,66 nos olhos contralaterais (p<0,001). Correlação de Pearson entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas foi r= -0,522 (p<0,001) nos olhos com DUSN e r= -0,097 (p=0,509) nos olhos contralaterais. CONCLUSÃO: A espessura da camada de fibras nervosas de pacientes com DUSN apresenta uma correlação diretamente proporcional com a acuidade visual. Novos estudos são necessários para reforçar a correlação entre a acuidade visual e a espessura da camada de fibras nervosas nos pacientes com DUSN com a finalidade de acompanhar os pacientes após o tratamento.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Doenças do nervo óptico; Fibras nervosas; Neurite óptica; Retinite; Infecções oculares parasitárias; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
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