Arq. Bras. Oftalmol. 2001;64 (2 )
:109-115
| DOI: 10.1590/S0004-27492001000200004
Abstract
Objetivo: Verificar a correlação e a correspondência topográfica entre a espessura da camada de fibras nervosas da retina, medidas pelo polarímetro de varredura a laser GDxTM Scanning Laser System® e o campo visual, medido pelo perímetro automatizado Humphrey® ("white-white") em portadores de glaucoma primário de ângulo aberto. Métodos: Foram investigadas as seguintes correlações: 1- Correlação entre a média da sensibilidade dos quadrantes e do ponto de fixação do campo visual, em decibéis, e a média da espessura da camada de fibras nervosas da retina correspondente, em micra, sem classificação dos olhos dos pacientes quanto ao estadio do comprometimento perimétrico. 2- A mesma correlação anterior, porém, com os olhos dos pacientes distribuídos em classes quanto à alteração perimétrica. 3- Correlação entre os índices globais do campo visual e os índices numéricos do analisador de espessura da camada de fibras nervosas da retina. 4- Correlação entre a média dos valores do gráfico "total deviation" do campo visual e o desvio da normalidade da camada de fibras nervosas da região correspondente. 5- Investigou-se a freqüência de correspondência topográfica entre os defeitos perimétricos e as alterações da camada de fibras nervosas da retina. Utilizou-se o coeficiente de correlação de Spearman, sendo o nível de rejeição para a hipótese de nulidade fixado num valor menor ou igual a 0,05 (5%). Resultados: Observou-se as seguintes correlações estatisticamentes significantes, mas de forma muito pouco intensa: 1- GDX total e Campo visual total; GDX superior e Campo visual nasal inferior; GDX inferior e Campo visual nasal superior; GDX nasal e Campo visual temporal; GDX superior e Campo visual inferior; GDX inferior e Campo visual superior. 2- GDX inferior e Campo visual nasal (medial) superior dos pacientes classificados como graves. 3- Nos olhos classificados como normais: PSD e EM; CPSD e SI.Nos olhos classificados como discretos: SF e SN. Nos olhos classificados como moderados: SF e SI. Nos olhos classificados como graves: MD e SN; MD e EM; MD e S; CPSD e EM. 4- DN t e TD t; DN s e TD ni; DN i e TD ns. 5- Encontramos correspondência positiva (+) em 36 olhos (51,43% dos casos) e correspondência negativa (-) em 34 olhos (48,57% dos casos). Conclusões: Concluiu-se que houve poucas correlações significantes entre esses dois exames, e que as existentes foram muito fracas. Conclui-se, também, que houve correspondência topográfica, na análise dos setores mais comprometidos, em 51,43% dos casos.
Keywords: Glaucoma; Fibras nervosas; Topografia; Retina; Campos visuais
Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (6 )
:827-830
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000600012
Abstract
OBJETIVO: Avaliação dos pacientes com o quadro clínico de ceratite herpética (CH) típicas e atípicas, pela reação em cadeia da polimerase (PCR) correlacionando com o diagnóstico clínico. MÉTODOS: Foi realizada a PCR em 28 pacientes com ceratite herpética típica e atípica. RESULTADOS: A PCR foi positiva em 57,14% (n=16) do total (n=28). Nos casos de CH típica a positividade foi de 60,00% (n=12) em 20 casos. Para CH epitelial a positividade foi de 69,23% (n=9), sendo 77,78% (n=7) apenas para as lesões epiteliais dendríticas. Os casos de CH atípica apresentaram positividade de 50% (n=4) em oito casos. CONCLUSÃO: Quadro clínico típico de CH teve boa correlação com o resultado positivo observado na PCR. Entretanto, metade dos pacientes com o quadro de CH atípica apresentou PCR positivo, portanto, o exame do PCR é teste importante para o auxílio e diagnóstico da CH. No caso de CH estromal, foi demonstrado que a técnica da PCR conseguiu identificar o vírus HSV.
Keywords: Ceratite; Ceratite herpética; Herpes simples; Reação em cadeia da polimerase; Córnea
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (5 )
:438-442
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000500010
Abstract
A apresentação clínica do corpo estranho orbitário é variável. Traumatismos orbitários com um corpo estranho podem provocar danos estruturais e funcionais graves para os olhos ou o conteúdo orbital. O tratamento e o prognóstico dependem da composição, localização e presença ou não infecção secundária. Objetos metálicos e de vidro são os mais frequentes e bem tolerados, enquanto corpos estranhos orgânicos podem provocar reação inflamatória que leva a sérias complicações. É frequentemente difícil identificar e localizar corpos estranhos orgânicos intraorbitais, apesar de modernos métodos de exames de imagens. Com vista a ilustrar e discutir o diagnóstico e tratamento deste tipo de lesão, este estudo apresenta uma revisão de nove casos de corpos estranhos impactados na região orbital. Os seguintes dados foram coletados: idade, sexo, etiologia, ocorrência de fratura, localização anatômica da fratura, tipo de objeto, sinais e sintomas, tipo de exame de imagem utilizado, abordagem, complicação trans-operatória e a ocorrência de morte. Ferimentos provocados por corpos estranhos na região orbital podem ser tratados pela combinação da suspeita clínica, testes de conhecimentos básicos de diagnóstico, habilidade e experiência do cirurgião. A soma de tais fatores leva à redução do risco de iatrogenia em relação ao risco inerente de retenção intraorbitária de corpo estranho orgânico.
Keywords: Fraturas orbitárias; Corpos estranhos no olho; Traumatismos maxilofaciais; Relatos de casos; Humanos; Masculino; Adulto