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Abstract
Células-tronco têm sido estudadas em várias áreas da Medicina e suas aplicações brevemente deverão estar incorporadas à prática clínica. O dano retiniano pela morte neuronal é considerado incurável devido a pobre capacidade regenerativa do sistema nervoso central. A capacidade das células-tronco em regenerar tecidos, assim como sua plasticidade, faz que estas sejam uma fonte potencial de células para a regeneração retiniana. Células-tronco são muito promissoras para o tratamento das distrofias retinianas, como a retinose pigmentar e outras doenças neurodegenerativas, que podem evoluir para cegueira. As células-tronco mesenquimais são o tipo mais provável de células-tronco a serem utilizadas na prática clínica devido a sua fácil acessibilidade e multipotencialidade de diferenciação em vários tecidos. As células-tronco mesenquimais são células clonogênicas, não-hematopoiéticas, localizadas na medula óssea. Desde que seja proporcionado um microambiente apropriado, estas células podem se diferenciar em cardiomiócitos e até mesmo em células de origem não-mesodérmica, como hepatócitos e neurônios. Até o presente momento, os resultados dos estudos iniciais são animadores em relação ao uso de células-tronco mesenquimais e uso eficaz destas no reparo de tecidos retinianos lesados.
Keywords: Células-tronco; Regeneração; Retina; Células-tronco mesenquimais
Abstract
OBJETIVO: Avaliar o padrão de integração e diferenciação retiniana de células tronco mesenquimais (CTM) injetadas na cavidade vítrea de ratos portadores de lesões retinianas. MÉTODOS: Ratos Wistar adultos foram submetidos a múltiplas lesões retinianas utilizando-se YAG laser e injeção intravítrea de células tronco mesenquimais. A fim de se avaliar a integração e diferenciação retiniana, o tecido retiniano lesado pelo YAG laser / tratado pelas células tronco, foi avaliado 2, 4 e 8 semanas após a lesão. RESULTADOS: As células injetadas na cavidade vítrea sobreviveram na retina por pelo menos 8 semanas e quase todas células tronco mesenquimais migraram e incorporaram-se na retina neural, especificamente nas camadas nucleares externa e interna e camada de células ganglionares. Uma pequena quantidade de células foi encontrada no espaço sub-retiniano. A análise imuno-histoquímica de 8 semanas mostrou que a maioria das células injetadas expressou rodopsina (marcador para fotorreceptores), parvalbumina (marcador para células bipolares e amácrinas), GFAP (marcador de células gliais). As células injetadas não expressaram a pancitoqueratina, que é a marcadora de células do epitélio pigmentar da retina. CONCLUSÕES: Ocorre aparente diferenciação e incorporação de células tronco mesenquimais na retina de ratos após injeção intravitrea destas células.
Keywords: Células-tronco mesenquimais; Sobrevivência celular; Degeneração retiniana; Retina; Injeções; Corpo vítreo; Ratos
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