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Search for: Patrick Frensel Tzelikis
Abstract
Objetivo: Comparar a eficácia cirúrgica da facoemulsificação com tecnologia torcional utilizando 3 modelos diferentes de ponteiras. Métodos: Neste estudo prospectivo, randomizado, mascarado, os pacientes foram aleatoriamente distribuídos para serem submetidos a cirurgia de facoemulsificação coaxial torcional utilizando a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus, ou Kelman reversed mini-flared de 30 graus ou Kelman Sidewinder de 30 graus. Os parâmetros avaliados incluíram: acuidade visual com correção (AVCC) para longe; contagem de células endoteliais (CCE) pré-operatória e pós-operatória, ao final de 3 meses; espessura corneana central (ECC) pré-operatória e no primeiro dia pós-operatório. Medidas intraoperatórias incluíram tempo de facoemulsificação, tempo de energia torcional, tempo da aspiração, tempo cirúrgico, energia dissipada acumulada (CDE) e volume de solução salina balanceada (BSS). Resultados: Este estudo avaliou 150 olhos de 150 pacientes. No intraoperatório, não foram observadas diferenças significativas na energia dissipada acumulada, tempo de facoemulsificação, tempo de energia torcional, e tempo de aspiração entre os 3 modelos de ponteira. No entanto, foi utilizando menos tempo de faco com a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus (p=0,02) quando comparado às ponteiras Kelman Sidewinder de 30 graus e reversa mini-flared de 30 graus. A ponteira Kelman mini-flared de 45 graus e a reversa mini-flared de 30 graus utilizaram menos solução salina balanceada quando comparado à ponteira Sidewinder de 30 graus (p=0,009). Não foram observadas diferenças significativas na acuidade visual com correção, contagem de células endoteliais e espessura corneana central entre as diferentes ponteiras ao final do estudo (p=0,05). Conclusão: As 3 ponteiras foram eficazes e não apresentaram complicacões intraoperatórias. Quando foi utilizando o faco torcional através de microincisão com a técnica da pré-fratura, a ponteira Kelman mini-flared de 45 graus obteve um desempenho melhor que as ponteiras de 30 graus e Sidewinder de 30 graus, com menor tempo de faco.
Keywords: Facoemulsificação/métodos; Extração de catarata; Drenagem/instrumentação; Desenho de equipamento; Contagem de células; Epitélio posterior; Acuidade visual
Abstract
RESUMOObjetivo:Avaliar as características, os fatores de risco, resultados, e tratamento de pacientes que apresentaram deiscência traumática de sutura após transplante de córnea.Métodos:Estudo retrospectivo em que foram avaliados 11 olhos de 11 pacientes submetidos a transplante de córnea e que desenvolveram deiscência de sutura entre janeiro de 2004 e dezembro de 2012 no Hospital Oftalmológico de Brasília.Resultados:Oito (72,7%) pacientes eram homens e três mulheres. Seis (54,5%) pacientes foram submetidos a ceratoplastia lamelar anterior profunda (DALK) e 5 pacientes a ceratoplastia penetrante (PK). A média de idade dos pacientes no momento do trauma era de 31,1 anos. O tempo médio entre o transplante de córnea e a deiscência de sutura foi de 12,82 meses (variando de 3 a 33 meses). A melhor acuidade visual corrigida (AVCC) doa pacientes antes do trauma era de 20/60 (0,48 logMAR), e após o trauma era de 20/160 (0,90 logMAR) (P=0,15). Em um caso, a acuidade visual reduziu para sem percepção luminosa devido a descolamento de retina e posterior atrofia bulbar. O trauma ocular acidental e a queda da própria altura foram as principais causas de deiscência de sutura nos olhos transplantados.Conclusão:Pacientes previamente submetidos a transplante de córnea apresentam um risco prolongado de deiscência de sutura. A ruptura completa na junção doador-receptor no nosso estudo sugere que mesmo após um DALK a junção permanece vulnerável e pode romper com o trauma. Na nossa série, dependendo da severidade do trauma, a deiscência pós-ceratoplastia pode estar associada a um bom prognóstico visual.
Keywords: Deiscência da ferida operatória; Transplante de córnea; Fatores de risco
Abstract
Objetivo: Investigar os efeitos do pterígio na densidade de células endoteliais corneanas em pacientes com pterígio unilateral. Métodos: Foi realizado um estudo do tipo transversal envolvendo pacientes com pterígio unilateral selecionados entre 1 de setembro de 2015 a 31 de julho de 2016 no Hospital de Base do Distrito Federal para avaliar a densidade de células endoteliais corneanas, coeficiente de variação da área celular, hexagonalidade, e paquimetria corneana. Em todos os pacientes foram realizadas microscopias especulares de não-contato em ambos os olhos, sendo necessário obter uma contagem endotelial mínima de 75 células/mm2 para que o paciente fosse incluído no estudo. O olho contralateral funcionou como grupo controle. Resultados: Um total de 61 pacientes foram incluídos no estudo. Vinte e nove (47,5%) eram homens e 32 (52,5%) mulheres. A média de idade era de 50,84 ±13,8. O percentual de invasão do pterígio na córnea variou entre 4,87% a 24,59%, com uma mediana de 9,70% ± 4,99%. A media de densidade de células endoteliais corneanas foi menor nos olhos com pterígio quando comparados ao grupo controle (2451,83 ± 284,96 vs 2549,95 ± 268,94; p=0,04). Não foram encontradas diferenças entre os casos e controles em relação à média do coeficiente de variação da área celular, hexagonalidade, e paquimetria. Teste de correlação de Pearson mostrou uma relação linear negativa entre a invasão do pterígio e a densidade de células endoteliais corneanas [p<0,001, n=61, r=-0,553 (95% CI -0,34 a -0,73)]. Conclusão: Em pacientes com pterígio unilateral, o olho com pterígio está associado a uma menor densidade de células endoteliais corneanas quando comparado ao olho contralateral.
Keywords: Pterígio; Células endoteliais da córnea; Endotélio corneano; Microscopia/métodos
Abstract
Descrevemos um raro caso de estafiloma anterior adquirido em um paciente viciado em crack. No início do uso do crack, paciente observou hiperemia e irritação nos seus olhos. Durante os próximos 4 meses, evoluiu com piora progressiva da visão em seu olho direito (OD). Inicialmente, sua visão no OD era de percepção luminosa e ao exame de biomicroscopia observava-se um importante infiltrado corneano com uma perfuração periférica e hérnia de íris. O paciente foi hospitalizado para garantir seu correto tratamento e indicado ceratoplastia terapêutica; no entanto, o paciente abandou o hospital e ficou 6 meses sem acompanhamento. Após esse período, paciente retornou queixando-se de importante fotofobia e inabilidade em ocluir o OD. Neste momento, sua córnea havia desenvolvido um importante estafiloma anterior e necessitou de uma escleroceratoplastia no OD. Após a cirurgia, mais uma vez o paciente abandonou o tratamento e perdeu o seguimento pós-operatório.
Keywords: Infecção ocular/etiologia; Úlcera de córnea/complicações; Cocaina crack/efeitos adversos
Abstract
Resumo Nós descrevemos um raro caso de tumor benigno na glândula lacrimal em uma criança sadia de 4 anos de idade. Clinicamente, a paciente apresentava apenas uma discreta proptose. A ressonância nuclear magnética (RNM) de órbita direita revelou a presença de uma massa oval, sólida, bem-circunscrita, homogênea, se extendendo a partir da glândula lacrimal, medindo 2,5 cm x 2,3 cm x 1,7 cm, sem nenhum sinal evidente de invasão a estrutura óssea adjacente. A lesão foi cirurgicamente removida e analizada histopatologicamente, sendo estabelecido o diagnóstico de oncocitoma de glândula lacrimal. Apesar de raro, o oncocitoma deve ser incluído no diagnóstico diferencial de qualquer tumor originado da glândula lacrimal.
Keywords: Adenoma oxífilo; Aparelho lacrimal; Exoftalmia; Neoplasias orbitárias; Imagem por ressonância magnética; Pré-escolar; Relatos de casos
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