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Abstract
OBJETIVO: Avaliar o efeito da aplicação intravítrea de triancinolona na espessura macular medida pela tomografia de coerência óptica (Stratus-OCT), pressão intra-ocular e acuidade visual no tratamento do edema macular diabético não responsivo ao tratamento prévio com fotocogulação a laser, no período de 6 meses. MÉTODOS: Foram estudados 21 indivíduos (22 olhos) submetidos a exame oftalmológico completo, medida da acuidade visual, pressão intra-ocular e análise pela tomografia de coerência óptica, tratados previamente com no mínimo 2 sessões de laser. Os indivíduos participantes do estudo foram tratados com aplicação intravítrea de acetato triancinolona na dose de 4 mg / 0,1 ml. As visitas de acompanhamento foram agendadas no 1º dia pós-aplicação, 1º, 3º e 6º meses. Foram estudados o resultado visual e anatômico assim como as possíveis complicações relacionadas com o procedimento da aplicação intravítrea. RESULTADOS: O estudo demonstrou redução significativa da espessura macular média analisada pelo OCT nos 1º, 3º e 6º meses pós-aplicação (p=0,001), acompanhado de melhora da acuidade visual média (p<0,001). A espessura macular central média ± DP na primeira visita foi de 399 ± 121 µm e diminuiu em 39,9% (239 ± 53 µm) no primeiro mês (p<0,001), 35,5% (255 ± 93 µm) no terceiro mês (p<0,001) e 18,1% (326 ± 135 µm) no sexto mês (p=0,001). A melhora da acuidade visual média foi de 18 e 16 letras na tabela ETDRS nos 3º e 6º meses respectivamente. As complicações relatadas foram o aumento da pressão intra-ocular em 7 olhos (33,3% casos). CONCLUSÕES: Foi observada redução da média das espessuras da retina ao longo de todo o tempo de acompanhamento, com aumento significante da espessura macular entre o 3º e 6º mês. Foi observado melhora estatisticamente significante da média da acuidade visual ao final do acompanhamento, porém não houve melhora entre o 3º e 6º mês.
Keywords: Retinopatia diabética; Edema macular cistóide; Triancinolona; Injeções; Corpo vítreo; Tomografia de coerência óptica; Macula lútea; Acuidade visual
Abstract
Objetivo: Descrever os achados do exame de autofluorescência do fundo de olho (AFF) em pacientes vítimas de trauma ocular contuso. Métodos: Estudo retrospectivo, não intervencionista, realizado através da revisão de prontuários e exames de imagem. Os dados analisados foram: sexo, idade, lateralidade, etiologia do trauma, tempo decorrente entre o trauma e a realização do exame, acuidade visual, alterações na periferia da retina, diagnóstico fundoscópico e achados ao exame de AFF (realizada no aparelho Topcon TRC-50DX Retinal Camera). Resultados: Oito olhos de 8 pacientes foram estudados. A idade média foi de 27,6 anos (de 19 a 43 anos), o sexo masculino (n=7) foi mais acometido do que o feminino (n=1), agressão física foi a etiologia mais comum do trauma (n=3), seguido de acidente com fogos de artifício (n=2). Outras causas foram acidente automobilístico (n=1), trauma ocupacional com lixadeira (n=1) e pedrada (n=1). A acuidade visual variou de 20/80 a percepção luminosa. Epiteliopatia pigmentar traumática (EPT ) foi identificada em 5 casos, rotura de coroide em 3, hemorragia subretiniana em 3 e retinopatia de Purtscher em 1 caso. Hipoautofluorescência foi observada nos casos de rotura de coroide, hemorragia subretiniana recente, hemorragia intrarretiniana e em 2 casos de EPT. Hiperautofluorescência foi visualizada nos casos de hemorragia subretiniana em degradação, na borda de 2 casos de roturas de coroide e discretamente no polo posterior na retinopatia de Purtcher. Três casos de EPT apresentaram hipoautofluorescência com pontos hiperautofluorescentes difusos. Conclusão: O exame de AFF permite avaliar as alterações do segmento posterior do olho decorrentes do trauma ocular contuso de forma não invasiva, somando informações valiosas. Foram descritos achados do exame em casos de epiteliopatia pigmentar traumática, rotura de coroide, hemorragia sub-retiniana e retinopatia de Purtscher.
Keywords: Trauma; Epitélio pigmentado da retina; Doenças retinianas; Traumatismos oculares
Abstract
Os autores descrevem os achados do exame de autofluorescência do fundo de olho (AF) e da tomografia de coerência óptica (TCO) de domínio-espectral em dois pacientes consecutivos apresentando melanocitoma disco óptico (MDO) em um estudo retrospectivo, por revisão dos prontuários e exames oftalmológicos de imagem. Os achados no exame de tomografia de coerência óptica foram hiperrefletividade e elevação da superfície anterior da lesão, desorganização da retina adjacente, e, sombreamento óptico posterior. Sementes vítreas foram encontrados em um paciente. O exame de autofluorêscencia do fundo de olho revelou hipoautofluorescência marcante na área do tumor e isoautofluorescência nas demais áreas da retina. As características encontradas na tomografia de coerência óptica dos pacientes apresentados são consistentes com os achados relatados na literatura atual. A autofluorêscencia do fundo de olho tem sido utilizada na avaliação de tumores melanocíticos da coroide, mas ainda não em melanocitomas. Acreditamos que este seja a primeira descrição dos achados de autofluorêscencia do fundo de olho em pacientes com melanocitoma de disco óptico e que, quando seu padrão de tornar-se claramente definido, a autofluorêscencia do fundo de olho será uma ferramenta útil para evitar erros de diagnóstico em casos suspeitos.
Keywords: Melanoma/diagnóstico; Neoplasias do nervo óptico/diagnóstico; Tomografia de coerência óptica; Angiofluoresceinografia; Humanos; Masculino; Feminino; Adulto; Relato de casos
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