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Abstract
Objetivo: Comparar a flutuação da pressão intraocular (PIO) nas posições sentada e supina, através da curva tensional diária simplificada (CTDS), durante o horário de consultório em pacientes saudáveis e com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA). O objetivo secundário foi comparar estas medidas com a flutuação da PIO verificada através do teste de sobrecarga hídrica (TSH) desses dois grupos. Métodos: A amostra foi constituída por 60 indivíduos, divididos em dois grupos, 30 saudáveis e 30 glaucomatosos. Nenhum dos pacientes saudáveis usava medicação anti-glaucomatosa. Entre os portadores de glaucoma, todos estavam medicados. Foi realizada a CTDS (medidas realizadas entre 8:00 h e às 16:00 h) na posição sentada e supina utilizando o mesmo tonômetro de Perkins. Imediatamente após a última medida (às 16:15 h), foi realizado o TSH. Flutuação foi definida como a diferença entre a maior e a menor medida de PIO. O teste t-Student foi usado para analisar as diferenças e o valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significante. Resultados: Os picos de PIO foram sempre maiores na CTDS quando medidos na posição supina (em média 4 mmHg maior) em pacientes saudáveis e pacientes glaucomatosos em tratamento, comparado a posição sentada (p<0.0001). Pacientes glaucomatosos em tratamento apresentaram PIO mais alta em todas as medidas, porém a flutuação em todos os testes realizados foi semelhante comparada aos pacientes saudáveis. A flutuação da PIO não apresentou diferença estatística entre os 3 métodos. Conclusão: Dados sugerem que o TSH pode ser usado para estimar o pico e a flutuação diurna da PIO na posição supina na CTDS em pacientes glaucomatosos em tratamento. Estudos futuros poderão avaliar uma possível correlação entre os resultados do TSH e as medidas noturnas em posição supina.
Keywords: Glaucoma de ângulo aberto/fisiopatologia; Pressão intraocular/fisiologia; Ritmo circadiano
Abstract
Objetivos: Determinar a visão, achados oftalmológicos e qualidade de vida em longevos. Métodos: Estudo observacional transversal em indivíduos com idade entre 80 anos ou mais. Realizado exame oftalmológico com medida da acuidade visual apresentada e da acuidade visual melhor corrigida. Foram administrados os questionários: Qualidade de Vida Forma Curta - 36 (SF-36) e Qualidade de Função Visual (VFQ-25). Resultados: Total de 150 indivíduos não-institucionalizados foram estudados, divididos em três faixas etárias: 80 a 89 anos (n=70); 90 a 99 anos (n=50) e 100 anos ou mais (n=30). Acuidade visual apresentada normal (≥20/30) foi encontrada em 20 (13,3%) participantes; deficiência visual leve (<20/30 a ≥20/60), em 53 (35,4%); deficiência visual moderada (< 20/60 a ≥20/200) em 50 (33,3%); deficiência visual grave (<20/200 para ≥20/400) em 8 (5,3%) e cegueira (<20/400) em 19 (12,7%). A acuidade visual com a melhor correção aumentou para 37 (24,7%) indivíduos normais; deficiência leve aumentou para 55 (36,7%); deficiência visual moderada diminuiu para 38 (25,3%); deficiência visual grave foi reduzida para 5 (3,3%) e cegueira foi reduzida para 15 (10%). As principais causas de deficiência visual/cegueira foram: catarata (43,8%) erro refrativo (21,5%), degeneração macular relacionada à idade (17,7%), e degeneração miópica (3,8%). A pontuação no Questionário de Qualidade de Vida foi pior naqueles com baixa visão para perto. No questionário VFQ -25 os domínios com menor pontuação ocorreram nos indivíduos com baixa visão/cegueira. Conclusão: Deficiência visual/cegueira mostrou-se presente em três quartos desta amostra de longevos. A prescrição de óculos adequados proporcionou melhora da acuidade visual, reforçando a necessidade de atendimento oftalmológico regular desses pacientes para assegurar a qualidade de vida e de visão.
Keywords: Envelhecimento; Transtornos da visão/diagnóstico; Avaliação geriátrica; Cegueira; Baixa visão; Qualidade de vida; Inquéritos e questionários. Idoso; Idoso de 80 anos ou mais
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