Arq. Bras. Oftalmol. 2008;71 (3 )
:352-356
| DOI: 10.1590/S0004-27492008000300009
Abstract
OBJETIVO: Comparar os resultados de cirurgias de estrabismo sob anestesia peribulbar e geral em casos de estrabismos horizontais de pequeno e médio ângulo. MÉTODOS: Foram avaliados os prontuários médicos de 84 pacientes com estrabismo horizontal de pequeno e médio ângulo submetidos à cirurgia de estrabismo. Quarenta e dois pacientes foram submetidos à cirurgia sob anestesia peribulbar e quarenta e dois sob anestesia geral. A cirurgia foi considerada satisfatória quando o desvio pós-operatório era de até 10 dioptrias prismáticas (DP). RESULTADOS: A cirurgia foi considerada satisfatória em todos os pacientes. O teste de Mann-Whitney não mostrou diferença no ângulo pré-operatório (p=0,366) nem nos resultados pós-operatórios (p=0,800) entre os dois grupos. Ajustando as variá veis idade e tipo de estrabismo (esotropia e exotropia), o teste ANCOVA (análise de covariância) não mostrou diferença significativa entre os grupos (p=0,368). Não houve complicações decorrentes da cirurgia ou técnica anestésica em nenhum dos grupos. CONCLUSÕES: Este estudo sugere que não há diferença nos resultados pós-operatórios da cirurgia de estrabismo entre anestesia peribulbar e geral em estrabismos horizontais de pequeno e médio ângulo.
Keywords: Anestesia local; Estrabismo; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Transtornos da motilidade ocular
Arq. Bras. Oftalmol. 2012;75 (3 )
:188-191
| DOI: 10.1590/S0004-27492012000300008
Abstract
OBJETIVO: Verificar percepções do residente de Oftalmologia e do supervisor em relação ao método de ensino e ao aprendizado cirúrgico de estrabismo. DESENHO: Estudo descritivo. MÉTODOS: Participantes: residentes do 1º (R1) e 2º (R2) ano. Cada residente estudou a técnica cirúrgica padrão em CD-ROM, então, realizou um retrocesso de músculo reto de coelho albino, e em sequência, cirurgia de correção de estrabismo em pacientes. Foi aplicado questionário estruturado aos residentes, e registradas observações do aprendizado pelo supervisor, incluindo-se variáveis referentes à aplicação da técnica cirúrgica de estrabismo, autoavaliação do domínio da técnica e do treinamento recebido. RESULTADOS: Foram estudados 38 questionários. Todos R1 relataram ter pouca ou média dificuldade em relação à lembrança da sequência de passos do procedimento e 69,6% dos R2. No manuseio do instrumental 93,3% dos R1 relataram algum grau de dificuldade e 52,2% dos R2. Os residentes relatam que no momento cirúrgico lembram do que foi ensinado na fase experimental (50%), e que este treinamento atende totalmente suas necessidades para 47% dos residentes e em parte para outros 47%. CONCLUSÃO: Cirurgia experimental, mais oportunidades práticas e supervisão dos residentes pode aprimorar o ensinamento cirúrgico de estrabismo.
Keywords: Estrabismo; Aprendizagem; Competência clínica; Internato e residência; Oftalmologia; educação; Ensino; métodos
Arq. Bras. Oftalmol. 2013;76 (2 )
:124-125
| DOI: 10.1590/S0004-27492013000200014
Abstract
Foram descritos os quadros clínicos, detalhes cirúrgicos e resultados (motores e sensoriais) da reinserção de músculos traumaticamente avulsionados, em três pacientes sem estória prévia de estrabismo ou diplopia, atendidos no Departamento de Oftalmologia da Universidade Estadual de Campinas. A porção muscular deslizada foi reinserida na linha da inserção original e sob o coto remanescente, o qual foi acomodado e suturado sobre o músculo reinserido. Para os três casos houve recuperação da visão binocular única e da estereopsia.
Keywords: Traumatismos oculares; Músculos oculomotores; Estrabismo; Diplopia; Percepção de profundidade; Relatos de casos