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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da técnica de termoablação dos folículos pilosos dos cílios em triquíase com laser de argônio e observar a preferência dos pacientes submetidos a este tratamento, pela anestesia tópica com colírio anestésico ou pela anestesia local injetável. MÉTODOS: Estudo prospectivo de 55 pálpebras de 39 pacientes com triquíase, tratados com fotocoagulação dos folículos pilosos com "Argon green laser" (Alcon® - EUA). Neste estudo avaliou-se a idade e o sexo dos pacientes, o número de sessões realizadas, a evolução após as aplicações e a preferência pelo tipo de anestesia. Os parâmetros utilizados foram: (1) Mira - 150 µm; (2) Potência- 750 mW; (3) Tempo de exposição- 0,2 s. Cada cílio recebeu, no máximo, 9 disparos por sessão. RESULTADOS: Dentre os 39 participantes do estudo, 58,9% eram do sexo feminino e 41% do sexo masculino. A idade média foi de 71 anos. Houve cura em 69% (38 pálpebras), sendo 29% (16 pálpebras) com apenas uma sessão de laser. Houve preferência estatisticamente significativa pelo procedimento realizado sob anestesia local injetável. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a anestesia local no tratamento da triquíase com laser de argônio é a preferência da maioria dos pacientes e que a termoablação dos folículos pilosos com laser de argônio é tratamento efetivo para a triquíase.
Keywords: Cílios; Lasers; Argônio; Fotocoagulação; Anestesia local; Tracoma
Abstract
OBJETIVOS: Estudos em centros oftalmológicos têm sido realizados com a finalidade de decifrar as principais causas e características epidemiológicas do trauma ocular. Nestes estudos observa-se uma variação na distribuição epidemiológica do trauma ocular e uma carência na educação e conscientização da sociedade sobre as medidas preventivas no Brasil. O objetivo deste estudo é identificar a incidência do trauma ocular aberto no serviço de emergência do Complexo Hospitalar Padre Bento de Guarulhos. MÉTODOS: Este é um estudo transversal descritivo realizado no período de setembro de 2003 a abril de 2004. Foram incluídos no trabalho, todos os pacientes atendidos no PS de Oftalmologia com diagnóstico de trauma ocular aberto. Foram obtidos alguns dados sobre o paciente: idade, sexo, profissão, uso de equipamento de trabalho, uso de óculos, uso de cinto de segurança, tipo de acidente, olho acometido, tempo decorrido até o primeiro atendimento oftalmológico e qual o primeiro local de atendimento. RESULTADOS: A média de idade foi de 34,35 anos, sendo o sexo masculino o mais acometido (87%). O acidente automobilístico foi o mais freqüente. A baixa acuidade visual foi importante fator de procura precoce pelo serviço de emergência, sendo que 92,3% dos pacientes o fizeram em menos de 12 horas de decorrido o trauma. CONCLUSÃO: O trauma penetrante corneano foi o tipo de lesão ocular mais observado. Os pacientes mais acometidos são adultos jovens, do sexo masculino, vítimas de acidente automobilístico, sendo o olho direito o mais acometido. A complicação imediata mais observada foi a baixa acuidade visual.
Keywords: Ferimentos oculares penetrantes; Serviço hospitalar de emergência; Córnea; Acidentes de trânsito
Abstract
O sarcoma granulocítico é tumor que freqüentemente aparece em pacientes portadores de leucemia mielóide aguda, podendo aparecer em diferentes regiões do corpo, incluindo a órbita. Nesta última localização, é mais freqüente em crianças e adultos jovens, com discreta predominância em pacientes do sexo masculino. Este é um caso de sarcoma granulocítico orbitário de evolução rápida, sem manifestação sistêmica associada em uma paciente de 33 anos de idade, o que o torna incomum. O surgimento do sarcoma granulocítico orbitário sem acometimento leucêmico pode ocorrer em cerca de 88% dos pacientes com acometimento orbitário. A maioria dos pacientes apresenta evidências hematológicas de comprometimento sistêmico em 2 meses após a manifestação orbitária. Neste relato de caso, a paciente não apresenta acometimento sistêmico, apesar da manifestação orbitária estar presente há 30 meses. Os principais diagnósticos diferenciais do sarcoma granulocítico orbitário são o linfoma, o rabdomiossarcoma e o neuroblastoma. O diagnóstico pode ser dificultado, principalmente nos casos sem acometimento sistêmico, nos quais os exames de imagem e as manifestações clínicas pouco diferem de outras doenças. Para o diagnóstico deve-se realizar uma biópsia da lesão orbitária para análise anatomopatológica e imuno-histoquímica. O tratamento nos casos de sarcoma granulocítico orbitário sem acometimento sistêmico não é padronizado. A hipótese diagnóstica de sarcoma granulocítico orbitário deve ser aventada em casos de pacientes com tumoração orbitária mesmo que não apresentem sinais ou sintomas sistêmicos e independentes da faixa etária.
Keywords: Leucemia mielóide; Neoplasias Orbitárias; Sarcoma, granulocítico; Diagnóstico diferencial; Tomografia computadorizada por raios X
Abstract
OBJETIVO: Observar a importância da enoftalmia senil no desenvolvimento do entrópio involucional. MÉTODOS: Estudo prospectivo de 30 pacientes da raça branca com idade superior a 65 anos com diagnóstico de entrópio involucional uni ou bilateral. Estes pacientes (Grupo I) e um grupo controle (Grupo II) foram submetidos a exoftalmometria com o exoftalmômetro de Hertel. Os pacientes do grupo controle não apresentavam entrópio involucional, porém os demais critérios de inclusão e exclusão foram observados. As variáveis idade e exoftalmometria foram submetidas a análise estatística. RESULTADOS: A idade média do Grupo I foi de 77,7 anos e do Grupo II, 75,7 anos. Ao analisar os 18 casos unilaterais do Grupo I foi observado que não há diferença estatisticamente significante entre os valores da exoftalmometria obtidos nos olhos com doença (15,22 mm) com os dos olhos sem a doença (15,11 mm). O mesmo ocorreu analisando a média da exoftalmometria do Grupo II (15,3 mm) em relação à dos olhos com doença. CONCLUSÃO: Não foi observada relação entre a presença de entrópio involucional e enoftalmia senil.
Keywords: Entrópio; Enoftalmia; Pálpebras; Exoftalmia; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
O hemangioma é o tumor benigno mais freqüente da infância. O hemangioma capilar geralmente apresenta-se como uma mancha ou tumoração violácea bem delimitada. O diagnóstico destas lesões é clínico. O hemangioma gigante é rara e extensa variação do hemangioma capilar, que geralmente ocorre em recém-nascidos e lactentes. Várias são as modalidades terapêuticas, como a injeção intralesional de corticóide, laserterapia, injeção intralesional de soluções esclerosantes, corticoterapia sistêmica, cirurgia, radioterapia e embolização. Novas modalidades terapêuticas têm sido desenvolvidas, com o objetivo de se obter melhores resultados e possibilitar o tratamento de lesões de difícil acesso cirúrgico e refratárias às modalidades terapêuticas utilizadas rotineiramente. Os melhores resultados tem sido obtidos com o interferon alfa. Este é um caso de uma paciente com três meses de idade, que apresentava desde o nascimento, tumoração arroxeada e amolecida em pálpebra superior do olho direito, lesões cutâneas planas e arroxeadas em região temporal e parietal direita. Realizada tomografia computadorizada de crânio evidenciando processo expansivo orbitário vascularizado com extensão para fossa média, seio cavernoso e fossa posterior. O tratamento inicial foi a corticoterapia oral durante quarenta dias, com redução progressiva por quatro semanas. Com o quadro praticamente inalterado, foi iniciado o tratamento com interferon alfa, na dose de 3.000.000 U/m², subcutâneo, três vezes por semana. Após 9 meses de tratamento, observa-se apenas uma pequena lesão orbitária residual. Neste caso, o interferon alfa apresentou-se como boa opção no tratamento do hemangioma gigante craniofacial.
Keywords: Hemangioma capilar; Hemangioma capilar; interferon alfa; Relatos de casos
Abstract
Metástases orbitárias de hepatocarcinoma (HCC) são raras. Os autores têm o objetivo de relatar o caso de um paciente que apresentou metástase orbitária como único achado de um HCC. Paciente masculino, 57 anos, apresentando massa em região temporal direita, associada à proptose, dor e hiperemia. Os exames de imagem revelaram volumosa massa em região temporal, estendendo-se para fossa temporal com destruição da parede orbitária e extensão intracraniana. A tomografia computadorizada de abdome demonstrou tumor primário no fígado. Foi realizada biópsia incisional através de uma orbitotomia anterior cujo estudo anátomo-patológico diagnosticou lesão metastática de hepatocarcinoma. O estudo imuno-histoquímico com marcador para CAM 5.2 e CEA foi positivo. A avaliação sistêmica não revelou outras lesões. O tumor evoluiu com rápido crescimento com óbito 15 meses após o diagnóstico. Metástases orbitárias do carcinoma hepatocelular são raras. Nosso caso foi relevante não só pela raridade desta lesão orbitária, como também pela ausência de outras lesões metastáticas e de sintomas sistêmicos.
Keywords: Metástase neoplásica; Neoplasias orbitárias; Carcinoma hepatocelular; Neoplasias hepáticas
Abstract
OBJETIVO: Relatar o uso da ressecção do tarso da pálpebra superior e enxerto na pálpebra inferior para a elevação da rima palpebral e liberação do eixo visual, sem causar complicações corneanas em pacientes portadores de ptose miogênica mitocondrial. MÉTODOS: Estudo prospectivo. A técnica cirúrgica consiste na tarsectomia da pálpebra superior e autoenxerto do tarso na lamela posterior da pálpebra inferior. As cirurgias foram realizadas sob anestesia local. No caso de diplopia, a cirurgia foi realizada em apenas um olho. RESULTADOS: O procedimento foi realizado em 9 olhos de 6 pacientes com miopatia mitocondrial. Cinco pacientes eram do sexo feminino, a média de idade foi de 59,8 anos e o seguimento variou de 30 a 60 meses. A rima palpebral elevou em todos os pacientes, descobrindo o eixo visual na posição primária do olhar e melhorando a posição viciosa de cabeça. Não houve complicações decorrentes da exposição do globo ocular. CONCLUSÃO: A técnica de transposição da rima palpebral é útil na correção do mau posicionamento das pálpebras em pacientes sem mecanismos de proteção porque eleva a pálpebra superior e a inferior, diminuindo ou eliminando o risco de causar lagoftalmo com complicações corneanas.
Keywords: Blefaroptose; Blefaroptose; Oftalmoplegia externa progressiva crônica; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Miopatias mitocondriais
Abstract
OBJETIVO: Comparar a dor causada pela injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 com a injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 tamponada com bicarbonato sódico 8,4% na proporção de 9:1 durante a realização de anestesia local em pacientes a serem submetidos a blefaroplastia superior bilateral. MÉTODOS: Estudo prospectivo duplo-cego, onde 25 pacientes foram submetidos a blefaroplastia superior, sob anestesia local. Cada pálpebra recebia uma das duas soluções anestésicas modificadas definidas por sorteio realizado por um dos pesquisadores que não participava do procedimento cirúrgico. Foram observadas as alterações na frequência cardíaca, pressão arterial sistêmica e saturação de oxigênio, comparadas aos índices de base do próprio paciente, obtidas previamente no início do procedimento. Ao término das aplicações, solicitava-se ao paciente uma nota (de 0 a 4) referente a dor. RESULTADOS: Apenas dois parâmetros (frequência cardíaca e saturação de O2) apresentaram diferença estatisticamente significativa durante a aplicação das duas soluções. CONCLUSÃO: Não houve diferença estatisticamente significativa entre a sensação de dor causada pela injeção de solução de lidocaína 2% e epinefrina 1:100.000 com a aplicação da mesma solução tamponada com bicarbonato sódico 8,4% na proporção de 9:1, em pacientes submetidos a blefaroplastia superior bilateral.
Keywords: Anestesia geral; Anestesia local; Blefaroplastia; Lidocaína; Epinefrina; Pálpebras; Dor; Bicarbonato de sódio; Estudo comparativo
Abstract
Metástase confinada às pálpebras é rara, representando menos de 1% das lesões malignas palpebrais. Mais de 50% das metástases palpebrais são relatadas como tendo a mama como sítio primário. Relatamos dois casos de doença metastática palpebral associada a carcinoma primário de mama. Estas lesões foram o primeiro sinal de doença metastática sistêmica. Caso 1: Paciente do sexo feminino, 80 anos de idade sem antecedentes oftalmológicos apresentando discreta lesão nodular indolor na pálpebra superior do olho esquerdo. O carcinoma ductal de mama foi diagnosticado há 10 anos sem doença metastática. Caso 2: Paciente do sexo feminino, 77 anos de idade, com queixa de edema indolor e hiperemia na pálpebra inferior do olho direito há quatro meses. Apresentava antecedente pessoal de carcinoma ductal infiltrativo de mama diagnosticado há dois anos, sem doença metastática. O carcinoma de mama é notório por sua diversidade na apresentação clínica. A doença metastática deve ser considerada no diagnóstico diferencial das lesões palpebrais. Embora raras estas lesões podem ser o primeiro sinal da doença sistêmica.
Keywords: Metástase neoplásica; Neoplasias palpebrais; Carcinoma; Neoplasias da mama
Abstract
OBJETIVO: Demonstrar a sensibilidade e especificidade do teste do gelo no diagnóstico diferencial de ptose palpebral por miastenia gravis. MÉTODOS: Estudo prospectivo tipo ensaio clínico com grupo controle. Foi realizado o teste do gelo em pacientes portadores de ptose palpebral. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, sendo o grupo I constituído por pacientes com miastenia gravis e o grupo II (controle) formado por pacientes portadores de ptose congênita, miogênica não-miastênica ou aponeurótica. RESULTADOS: Todos os pacientes do grupo I tiveram aumento da fenda palpebral de, no mínimo, 3 mm após a aplicação do gelo. Nenhum paciente do grupo II apresentou incremento da fenda palpebral após o teste. CONCLUSÃO: O teste do gelo mostrou-se específico para detecção de ptose palpebral de causa miastênica.
Keywords: Miastenia gravis; Temperatura baixa; Blefaroptose; Sensibilidade e especificidade
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