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Abstract
Objetivo: Visto que partículas são liberadas nas seringas durante as injeções intravítreas (IVIs), estas foram avaliadas quantitativamente após a agitação das seringas mais comumente usadas para injeções intravítreas.
Métodos: A seringa SR de 1 ml de insulina, a agulha curta Becton-Dickinson Ultra-Fine 0,3 ml com escala de meia unidade, HSW Norm-Ject Tuberculin e a Becton-Dickinson Luer Lok Tip de 1 ml foram estudadas com placedo e com bevacizumabe, aflibercept e ziv-aflibercept, com e sem agitação. MicroFlow Imaging Microscopy foi realizada para avaliar o número de partículas, concentração, morfologia e distribuição das mesmas por tamanho.
Resultados: A contagem média de partículas após agitação foi maior do que no grupo sem agitação usando a seringa Becton-Dickinson Ultra-Fine. Diferenças foram observadas usando a seringa SR entre as duas condições estudadas para partículas maiores que 10 e 25 µm. Para as demais seringas, não foram observadas diferenças significativas nas médias. A seringa SR apresentou o maior número de partículas sem agitação (2.417.361,7 ± 3.421.575,5) seguida da Becton-Dickinson Ultra-Fine com 812.530,9 ± 996.187,2. A BD Luer Lok Tip e a HSW Norm-Ject se comportaram de forma semelhante com 398.396,8 ± 484.239,2 e 416.016,4 ± 242.650,1 partículas, respectivamente.
Conclusões: Agitar seringas para remover bolhas de ar resulta em um maior número de partículas liberadas durante Becton-Dickinson no vítreo humano.
Keywords: Seringas; Injeção intravítrea; Oleo de silicone; Bevacizumab.
Abstract
Objetivos: Relatar as manifestações oculares observadas em pacientes com psoríase atendidos no Ambulatório de Dermatologia da X e encaminhados ao Y, no período de outubro de 2013 a agosto de 2014.
Métodos: A amostra foi constituída por um grupo composto por 43 pacientes com psoríase e um grupo controle com 86 pacientes sem psoríase. Foi realizada uma entrevista clínica com dados epidemiológicos, aspectos clínicos da doença e terapia empregada, sendo todas as informações registradas em protocolo próprio. Posteriormente, realizou-se o exame dermatológico, no qual foi avaliado o índice de gravidade da Psoríase por área (PASI) e índice dermatológico de qualidade de vida (DLQI), e o exame oftalmológico completo, incluindo: Acuidade Visual, Biomicroscopia, Tonometria, Fundoscopia, Teste de Schirmer I, Tempo de Ruptura do Filme Lacrimal (TBUT), rosa bengala, índice de doença da superfície ocular (OSDI) e exames para glaucoma.
Resultados: Observou-se que nos pacientes com psoríase houve frequência estatisticamente maior de envolvimento ocular, como olho seco (16,28%), provável olho seco (32,56%) e blefarite (16,28%). Além disso, os valores do rosa bengala e do OSDI apresentaram-se mais alterados nos pacientes com psoríase (p<0,05).
Conclusão: Dessa forma, sugere-se que esses pacientes realizem exames oftalmológicos periódicos, já que as manifestações oculares podem progredir sem sintomatologia e ocorrer independentemente de fatores de risco.
Keywords: Psoríase; Manifestações oculares
Abstract
O sarcoma pleomórfico indiferenciado (SPI) é um tumor extremamente raro na região da cabeça e pescoço. Relatamos um caso de um sarcoma pleomórfico indiferenciado primário na região orbital. Uma mulher de 35 anos apresentou proptose progressiva e edema periocular há um ano. Ela não tinha histórico prévio de cirurgia, malignidade da pele ou radiação. Exames de imagem mostraram uma massa extraconal, poupando os músculos. O tumor foi removido cirurgicamente e foi necessária radioterapia adjuvante após o resultado histopatológico. O exame histológico demonstrou um sarcoma pleomórfico indiferenciado da órbita. Não houve recidiva após 1 ano de seguimento. Apesar de raro, o sarcoma pleomórfico indiferenciado deve ser incluído no diagnostico diferencial de qualquer tumor originado na órbita.
Keywords: Histiocitoma fibroso maligno; Sarcoma; Exoftalmia; Neoplasias orbitárias; Humanos; Relatos de casos
Abstract
Relatamos um caso de um paciente que realizou tatuagem conjuntival para fins cosméticos com complicações associadas. Um homem de 28 anos de idade apresentou dor ocular importante após tatuagem conjuntival. O exame da lâmpada de fenda revelou depósitos azuis sobre a conjuntiva, associados a um intenso edema conjuntival e uma reação de câmara anterior de 4+ de células. O paciente foi submetido a tratamentos clínicos para controlar a inflamação ocular. Dois meses após o ocorrido, o paciente ainda estava em acompanhamento para garantir que quaisquer outras complicações fossem gerenciadas e documentadas. Um caso incomum de tatuagem conjuntival resultou em edema conjuntival e uveíte anterior. Devido à crescente popularidade da tatuagem no globo ocular, complicações potencialmente graves deste procedimento podem se tornar mais comuns.
Keywords: Tatuagem/efeitos adversos; Uveitis anterior/etiologia; Doenças da túnica conjuntiva; Tinta; Colorantes/efeitos adversos
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