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Abstract
Objetivo: Investigar a relação entre as propriedades biomecânicas da córnea e as mudanças refrativas pós-operatórias em pacientes com baixa astigmatismo após a cirurgia de catarata. Método: Neste estudo prospectivo, recrutamos os pacientes submetidos a cirurgia de catarata com incisões superiores de 2,8 mm. As propriedades biomecânicas da córnea foram avaliadas no pré-operatório pelo Ocular Response Analyzer (ORA, Reichert, EUA) e o perfil corneano foi avaliado por um sistema Scheimpflug (Pentacam HR, Oculus Optikgeräte, GmbH). As avaliações do astigmatismo topográfico e das aberrações corneanas de alta ordem (HOCA) foram feitas no pré-operatório e no 1º e 3º mês pós-operatório. O astigmatismo induzido cirurgicamente (SIA) e aberrações corneanas de alta ordem foram calculados pela análise vetorial. Associações das propriedades biomecânicas da córnea no pré-operatório com astigmatismo induzido cirurgicamente e aberrações corneanas de alta ordem foram avaliadas. Resultados: O estudo foi realizado em 28 olhos de 28 pacientes. A histerese corneana (CH) pré-operatória foi 8,68 ± 1,86 mmHg, e o fator de resistência da córnea (CRF) foi de 8,66 ± 1,61 mmHg. No pós-operatório de 1 mês houve mudanças significativas aberrações corneanas de alta ordem (p=0,023), aberração total (p=0,05), astigmatismo (p=0,02) e trifóglio (p=0,033), mas as diferenças em coma (p=0,386) e aberração esférica (SA) foram insignificantes (p=0,947). No terceiro mês, a única mudança significativa foi em RMS total (p=0,02) e aberração total (p=0,012). Não houve relação entre histerese corneana e o fator de resistência da córnea pré-operatórios e astigmatismo induzido cirurgicamente e aberrações corneanas de alta ordem pós-operatórios, além de uma correlação positiva entre o histerese corneana e o aberração esférica do 3º mês pós-operatório. Conclusões: Apesar de não haver relação entre as propriedades biomecânicas pré-operatórias da córnea e astigmatismo induzido cirurgicamente e aberrações (exceto SA) após a cirurgia em nosso estudo, são necessários mais estudos com grupos de pacientes maiores de explicar os erros refrativos inesperados após a cirurgia de catarata.
Keywords: Córnea/cirurgia; Córnea/fisiopatologia; Extração de catarata; Implante de lente intraocular; Fenômenos biomecânicos; Aberrações de frente de onda da córnea/fisiopatologia; Astigmatismo/etiologia
Abstract
Objetivo: Avaliar o efeito do cross-linking corneano acelerado na biomecânica corneana com analisador de resposta ocular em pacientes com ceratocone progressivo.
Métodos: Neste estudo retrospectivo, 50 olhos de 45 pacientes com ceratocone progressivo submetidos à cross-linking corneano acelerado foram avaliados com os parâmetros da forma de onda do analisador de resposta ocular antes e um ano após o tratamento com cross-linking corneano. O teste t de Student pareado bicaudal foi realizado para comparar os parâmetros antes e depois do cross-linking corneano.
Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 17,6 ± 3,6 (variação de 9 a 25) anos. Um aumento significativo foi observado nos valores de p1area, p2area, h2 e dive2. Nenhuma diferença significativa foi encontrada na histerese da córnea, fator de resistência da córnea ou outros parâmetros derivados da forma de onda foi observada em um ano de pós-operatório.
Conclusão: Para estimar o efeito do cross-linking corneano acelerado na biomecânica corneana, parâmentros como p1area, p2area, h2 e dive2 são mais sensíveis que histerese da córnea e fator de resistência corneana. Esses resultados podem nos ajudar a descobrir qual método cross-linking corneano é mais eficaz no enrijecimento da córnea.
Keywords: Ceratocone; Córnea/fisiopatologia; Cross-linking corneano; Histerese da córnea; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
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