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Abstract
OBJETIVO: Comparar o efeito analgésico entre dipirona sódica e etoricoxib 90 mg após exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico prospectivo, randomizado, duplo-mascarado. Três grupos de 26 pacientes (1 olho por paciente) foram operados e receberam as medicações em estudo durante os cinco dias seguintes à cirurgia. Foi utilizada uma escala de dor, numerada de zero a dez, para avaliação pelo paciente no 1É, 3É e 5É dias pós-operatórios. A dor foi classificada em ausente (zero), leve (1 a 3), moderada (4 a 7) e intensa (8 a 10). A análise estatística foi realizada com o software SPSS, versão 11.5. RESULTADOS: Foi observada diferença estatisticamente significativa entre etoricoxib e dipirona no 1É e 3É dia pós-operatório (PO) (p=0,001 e p=0,01; respectivamente). O etoricoxib foi superior ao placebo apenas no 1É PO (p=0,04). Não houve diferença de resultados entre dipirona e placebo. CONCLUSÕES: A analgesia do etoricoxib foi superior à do placebo no PO1 e à da dipirona no PO1 e PO3, na exérese de pterígio primário com transplante autólogo de conjuntiva. Não houve diferença significativa da analgesia pós-operatória entre dipirona e placebo no mesmo procedimento.
Keywords: Dor pós-operatória; Pterígio; Placebo; Piridinas; Dipirona; Analgesia; Conjuntiva
Abstract
OBJETIVOS: Identificar os principais achados fundoscópicos em pacientes portadores de anemia falciforme encaminhados a um Serviço Oftalmológico de Referência em Goiânia (GO). MÉTODOS: Foram realizados exames oftalmológicos em 50 pacientes (100 olhos) portadores de hemoglobinopatia falciforme para observar quais as alterações retinianas mais comuns nesse grupo. RESULTADOS: O tipo de hemoglobinopatia mais encontrado foi o SS, seguido pelas hemoglobinopatias SC, AS e Sthal. Dentro da amostra estudada, 22% apresentaram alterações retinianas. Destes 73% eram do sexo masculino. A alteração retinianas encontradas foram: "sea fan", "black sunburst", hemorragia vítrea e descolamento de retina. Em relação à classificação da retinopatia, 73% apresentaram a forma proliferativa, sendo vista nos tipos AS e SC e 27% apresentaram a forma não-proliferativa da retinopatia, sendo vista nos portadores do tipo SS. CONCLUSÃO: Foi observado elevado número de pacientes com alterações retinianas na amostra estudada, sendo o maior número em portadores da hemoglobinopatia SC, seguido dos grupos AS e SS. As alterações proliferativas foram as mais observadas. Hemorragia vítrea e descolamento de retina foram as manifestações proliferativas de maior prevalência e mostraram ser mais frequente em portadores da hemoglobinopatia SC na população estudada.
Keywords: Anemia falciforme; Hemoglobina falciforme; Retina; Descolamento retiniano; Hemorragia vítrea
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OBJETIVO: Determinar os níveis de toxicidade de duas e três aplicações intravítreas de infliximabe na retina de coelhos albinos, por meio de exames clínicos oftalmológicos, eletrorretinográficos e histológicos. MÉTODOS: Foram utilizados doze coelhos albinos divididos em dois grupos. No primeiro grupo de 10 coelhos, cada olho recebeu duas (n=10 olhos) ou três injeções (n=10 olhos) intravítreas de 2 mg de infliximabe dissolvidos em 0,06 ml de solução salina, em intervalos mensais. Um segundo grupo de dois coelhos, que serviu como grupo controle (n=4 olhos), foram submetidos a duas e três aplicações intravítreas de BSS. Noventa dias após, os coelhos foram novamente submetidos a exame oftalmológico (biomicroscopia, oftalmoscopia e tonometria), eletrorretinográfico e, após enucleados, a exame histológico. RESULTADOS: O exame biomicroscópico e oftalmoscópico não revelou anormalidades retinianas nos olhos injetados com infliximabe e no grupo controle. Alteração histológica notada foi a presença de raros linfócitos e eosinófilos no vítreo posterior em quatro e em seis olhos submetidos a duas e três aplicações de infliximabe sem significado clínico. A única alteração clinicamente significante foi uma reação inflamatória severa com presença de exsudatos vítreos na interface vítreo retiniana e discreto edema de células ganglionares nos dois olhos de um único coelho, sem alterações no vítreo posterior. Os exames eletrorretinográficos mostraram amplitudes em média 12-13% menores daquelas obtidas antes do tratamento, contudo não houve nenhuma diferença estatisticamente significante quando comparamos as amplitudes e a latencia entre os achados electrorretinográficos pré e pós-tratamento. CONCLUSÃO: Duas e três aplicações intravítreas de infliximabe em olhos de coelhos em intervalos mensais, na dosagem de 2 mg, não provocam alterações significantes após um seguimento de noventa dias, quer no exame histológico, na eletrorretinografia e na avaliação clínica oftalmológica. Conclui-se que doses seriadas de infliximabe por via intravítrea é um procedimento seguro. Estudos clínicos em humanos devem ser realizados para melhor avaliação da segurança do seu uso no tratamento de determinadas doenças que acometem a retina e a coroide.
Keywords: Fator de necrose tumoral alfa; Injeções intravenosas; Retina; Doenças retinianas; Doenças da coróide; Degeneração macular; Anticorpos monoclonais; Eletrorretinografia; Animais; Coelhos
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