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Abstract
Objetivos: Avaliar as indicações mais freqüentes, bem como o resultado da acuidade visual final após a ceratoplastia penetrante, realizadas por residentes em treinamento. Métodos: Avaliaram-se retrospectivamente 159 casos de ceratoplastia penetrante realizadas no período de janeiro de 1991 a outubro de 1998, na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base, correlacionando-os em termos de indicação para ceratoplastia penetrante e acuidade visual final. O tempo mínimo de acompanhamento para obtenção da acuidade visual final foi de seis meses. Para comparação e análise estatística da acuidade visual final, os casos de ceratoplastia penetrante foram divididos em seis grupos de diagnóstico pré-operatório: ceratocone, ceratopatia bolhosa pseudofácica, ceratopatia bolhosa afácica, distrofia endotelial de Fuchs, ceratopatia em faixa e leucomas. Todas as cirurgias foram realizadas por residentes em treinamento, sob supervisão docente. Resultados: O ceratocone foi o grupo que atingiu um maior aumento médio de acuidade visual pós-operatória em linhas (7,55 ± 2,83) e a ceratopatia em faixa o menor (0,33 ± 3,20). Constatou-se significativa diferença entre as indicações encontradas nos países desenvolvidos, onde se observa predominância de ceratocone. De acordo com nosso estudo, as principais indicações para ceratoplastia penetrante foram, em ordem decrescente, leucoma, ceratopatia bolhosa pseudofácica, ceratocone, distrofia endotelial de Fuchs, ceratopatia bolhosa afácica e ceratopatia em faixa. Conclusão: O ceratocone apresentou diferença significativa (p < 0,05) em termos de melhora de acuidade visual final quando comparado com os outros 5 grupos de indicação para ceratoplastia penetrante.
Keywords: Opacidade da córnea; Ceratoplastia penetrante; Acuidade visual; Países em desenvolvimento; Corpo clínico hospitalar
Abstract
OBJETIVOS: Estudar a prevalência e as circunstâncias do trauma ocular grave em um Hospital Universitário de São José do Rio Preto - SP. MÉTODOS: Realizou-se estudo retrospectivo de 216 pacientes no período de setembro de 1986 a setembro de 2000 com traumatismo ocular grave que evoluiu para cirurgia. Foram avaliados o sexo, idade, lateralidade, causa do trauma, tipo de trauma, atividade no momento do acidente e acuidade visual pós-trauma. RESULTADOS: Foram estudados 216 pacientes sendo 173 (80%) do sexo masculino. A faixa etária mais acometida foi a menor de 20 anos em 94 (43,5%) pacientes. As lesões unilaterais predominaram em 209 (96,8%). A atividade predominante no momento do trauma foi o lazer em 88 (40,7%) pacientes e os principais agentes causais foram os materiais de construção em 82 (38%) dos casos. A perfuração ocular foi o tipo de trauma mais comum em 84 (85,2%) pacientes. CONCLUSÕES: As perfurações oculares unilaterais por materiais de construção predominaram em crianças, adolescentes e idosos do sexo masculino em atividades de lazer.
Keywords: Traumatismos oculares; Acidentes ocupacionais; Materiais de construção; Cegueira; Saúde ocular
Abstract
OBJETIVO: Avaliar como a implantação do sistema de lista única para transplantes de córnea influenciou um Banco de Olhos vinculado a um hospital escola. Analisar sua interferência nas córneas (captação e destino), no número de transplantes realizados e também na média de tempo de espera pela cirurgia. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo, avaliando os prontuários dos pacientes submetidos a ceratoplastia penetrante e também os dados do Banco de Olhos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP. O estudo comparou dados relativos ao funcionamento do serviço por um ano antes e após a criação da lista única. RESULTADOS: O número de cirurgias aumentou de 60 para 92 cirurgias. A média mensal de córneas retiradas aumentou de 13,83 ± 6,57 para 18,16 ± 4,80 (p=0,07). O número de córneas enviadas por esta instituição foi maior que o número de córneas recebidas de outros serviços (p=0,003). Não houve diferença significativa entre o tempo de espera pela cirurgia antes e após a criação da fila única (desconsiderando o período de cadastramento). CONCLUSÕES: Este Banco de Olhos funcionou como fornecedor de córneas para outras instituições. Após seu primeiro ano de funcionamento, a implantação da lista única não alterou o tempo de espera dos pacientes pela cirurgia. Apesar disso, evidenciou-se uma tendência à homogeneização do tempo de espera pela ceratoplastia penetrante entre os pacientes.
Keywords: Ceratoplastia penetrante; Banco de olhos; Tempos de espera; Listas de espera; Obtenção de órgãos; Doadores de tecidos; Transplante de córnea
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