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Abstract
OBJETIVOS: Verificar a presença de olho seco e de alterações no epitélio conjuntival em pacientes com sorologia positiva para o HIV-1 e com AIDS; relacionar as eventuais alterações com as características e com outras condições oculares e sistêmicas dos pacientes; estudar a influência da terapia anti-retroviral combinada na ceratoconjuntivite seca (KCS), nos pacientes com AIDS. MÉTODOS: Foram estudados pacientes com confirmação laboratorial da infecção pelo HIV, divididos em 2 grupos: I. HIV+ (sem diagnóstico clínico e com contagem de CD4+ acima de 200 células/mm³) e II. pacientes com AIDS (contagem de CD4+ abaixo de 200 células e/ou manifestação clínica). Foram estudadas alterações oculares, dados laboratoriais, análise do filme lacrimal e estudo da citologia de impressão conjuntival. Método estatístico: qui-quadrado. RESULTADOS: Incluídos 43 pacientes do grupo I e 77 do grupo II. Após a introdução do HAART houve queda significativa das manifestações oculares internas; entretanto, o mesmo não ocorreu com as externas. Dos pacientes que apresentaram quadro clínico de olho seco, 65,1% eram do sexo masculino. As alterações do teste de Schirmer e tempo de ruptura do filme lacrimal não estiveram relacionados com a gravidade da doença pelo HIV e nem com a contagem de CD4+.Todos os pacientes com alterações na citologia de impressão apresentavam KCS e 88,8% pertenciam ao grupo II. Observou-se aumento da freqüência dessas alterações nos pacientes com tempo de doença superior a 4 anos. CONCLUSÃO: O decréscimo da produção lacrimal não esteve relacionado com a gravidade da infecção pelo HIV e a introdução do HAART não interferiu na freqüência da síndrome de olho seco nos pacientes HIV positivos.
Keywords: Ceratoconjuntivite seca; Soropositividade para HIV; Síndrome da imunodeficiência adquirida; Antivirais; Terapia combinada; HIV-1
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a posição da margem palpebral superior e a superfície ocular no tracoma cicatricial sem triquíase (TS). MÉTODOS: A localização da transição mucocutânea da pálpebra superior foi avaliada com lâmpada de fenda em 156 olhos de 78 pacientes com triquíase e de 130 olhos de 65 controles. A posição da transição mucocutânea foi classificada em relação à linha das glândulas de Meibômio em três categorias: a) anterior, b) sobre a linha e c) posterior a linha. A superfície ocular de todos os olhos foi avaliada com verde de lissamina. Todos os participantes responderam ao questionário sobre a presença e intensidade dos sintomas relacionados ao olho seco. RESULTADOS: Nos olhos com triquíase a localização da transição mucocutânea foi posterior à linha das glândulas de Meibômio em 55 (35,3%), sobre a linha em 77 (49,4%) e anterior à linha em somente 24 (15,4%). No grupo controle essa distribuição foi 5 (3,8%); 42 (42%) e 83 (63,8%). A positividade ao corante de lissamina e sintomas de olho seco também foram associados à triquíase. CONCLUSÃO: Diferentes graus de entrópio de pálpebra superior estão presentes no tracoma cicatricial mesmo na ausência de triquíase. Triquíase está associada à positividade ao corante verde lissamine e sintomas de olho seco. A conjuntivalização da margem palpebral pode ser um fator no desenvolvimento do olho seco tracomatoso.
Keywords: Tracoma; Cicatriz; Síndromes do olho seco; Entrópio; Pálpebras; Corantes verdes de lissamina; Questionários
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