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Abstract
Objetivos: Avaliar e comparar a sensibilidade "in vitro" de bactérias isoladas do olho humano aos aminoglicosídeos gentamicina e tobramicina, e analisar a mudança de sensibilidade ocorrida após quatorze anos de uso. Métodos: Os resultados dos antibiogramas realizados no período de três anos com 887 bactérias (Estudo "A") foram comparados com os resultados obtidos há 14 anos com 124 microrganismos (Estudo "B"), quando tobramicina foi pela primeira vez testada no Brasil para cepas isoladas do olho. Resultados: A eficácia "in vitro" de ambos os antibióticos em relação ao total dos isolamentos positivos foi significantemente mais alta para a tobramicina em ambos os estudos. A comparação dos resultados atuais de sensibilidade com aqueles obtidos há 14 anos demonstra uma menor sensibilidade à tobramicina com relação ao total de bactérias analisadas. Observou-se também um aumento de cepas de Staphylococcus aureus resistentes à tobramicina e apenas uma tendência à diminuição do número de cepas deste microrganismo resistentes à gentamicina. Com relação à Pseudomonas sp, existe uma forte tendência ao aumento de sensibilidade à gentamicina e o aparecimento de cepas resistentes à tobramicina. Discussão: A introdução da tobramicina no tratamento de infecções oculares e uma provável diminuição do número de prescrições de gentamicina durante estes 14 anos podem ser a causa das modificações da sensibilidade observada do total de isolamentos positivos, principalmente de Staphylococcus aureus e Pseudomonas sp. Para os microrganismos isolados da conjuntiva, o espectro de ação dos dois antibióticos é equivalente.
Keywords: Infecções oculares; Sensibilidade "in vitro"; Gentamicina; Tobramicina
Abstract
Os autores descrevem um novo método para produzir um instrumento para colheita de material de córnea. Tal instrumento pode ser manufaturado com uma cânula ou agulha fina. O material é moldado de forma plana com o auxílio de um laminador, ou de um martelo e placa de metal. Lixa fina é utilizada para arredondar as bordas e a ponta é ligeiramente dobrada. Um cabo pode ser adicionado de modo a facilitar a manipulação do instrumento, que pode ser reutilizado após lavagem e esterilização local na ponta do metal, ou por óxido de etileno.
Keywords: Espátula; Microbiologia; Diagnóstico; Bioengenharia; Córnea
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Objetivo: Apresentar a freqüência e o tipo de fungos identi-ficados de infecções corneanas. Métodos: Levantamento retrospectivo dos casos de ceratites micóticas, no Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) no período entre 1995 a 1998. Descrição dos isolamentos de fungos, análise dos fatores desencadeantes e relação com o número de ceratites infecciosas no mesmo período. Resultados/Conclusão: Ceratites micóticas foram diagnos-ticadas em 61 (5,48%) dos 1113 pacientes que apresentaram úlcera de córnea de etiologia infecciosa, com variação de 3,46-9,25%, ao ano. Fungos filamentosos foram identificados em 47 casos (77,04%) e leveduras em 14 (22,95%). Fusarium foi o gênero mais freqüente (50,82%), seguido de Candida (22,95%) e Aspergillus (8,19%). Foram também isolados fungos raros como agentes etiológicos de ceratites como: Phaeosiaria sp; Phoma sp; Fonsecaea pedrosoi e Exserohilum rostratum.
Keywords: Infecções oculares micóticas; Úlceras de córnea; Ceratite; Córnea
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Objetivo: Relatar um caso clínico de endoftalmite bilateral por Propionibacterium acnes no pós-operatório tardio de facectomia extracapsular não-simultânea. Relato do Caso: Paciente de 56 anos, do sexo masculino, submetido a facectomia extracapsular bilateral não-simultânea em 1998 com intervalo de 7 meses entre uma cirurgia e outra. Quatro meses após a primeira cirurgia (olho esquerdo) desenvolveu processo inflamatório inespecífico da câmara anterior e quatro meses após a segunda cirurgia (olho direito) apresentou também reação inflamatória. Após tratamento intenso com corticosteróide tópico, peribulbar e sistêmico por quase um ano, o paciente foi submetido a paracentese de câmara anterior, punção vítrea e do espaço endocapsular; as amostras submetidas a cultura propiciaram o isolamento do P. acnes. Foi realizada vitrectomia e injeção de vancomicina na cavidade vítrea e na câmara anterior do olho esquerdo, que evoluiu para pthisis bulbi. O olho esquerdo submetido a vitrectomia anterior, injeção de vancomicina, explante da lente intra-ocular e remoção dos restos capsulares, evoluiu com acuidade visual corrigida de 20/70. Conclusão: A apresentação de um quadro de endoftalmite bilateral não-simultânea no pós-operatório tardio de facectomia com implante de lente intra-ocular nos alerta para a necessidade de uma completa investigação clínica e laboratorial diante de um processo inflamatório ativo após um procedimento cirúrgico, incluindo avaliação da microbiota do fundo-de-saco conjuntival para afastar a possibilidade de contaminação exógena antes da indicação do mesmo procedimento cirúrgico no olho contra lateral.
Keywords: Endoftalmite; Propionibacterium acnes; Extração de catarata
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Objetivo: Avaliar e comparar a atividade biocida in vitro de bactérias isoladas da conjuntiva humana à lomefloxacina, a outras fluorquinolonas (ciprofloxacina, norfloxacina e ofloxacina), aos aminoglicosídeos (gentamicina, tobramicina e amicacina) e à cefalosporina (cefalotina). Métodos: Foram analisados retrospectivamente os resultados dos antibio-gramas realizados no período de 27 meses com 613 bactérias isoladas da conjuntiva. Resultados: A eficácia in vitro das quinolonas de acordo com o total dos isolamentos positivos foi superior em relação aos outros antibióticos avaliados. A suscetibilidade do total de bactérias à ciprofloxacina foi significantemente mais alta quando comparada à lomefloxacina. Conclusão: Os resultados praticamente equivalentes da suscetibilidade de bactérias isoladas da conjuntiva a fluorquinolonas, associado à maior eficácia deste grupo de antimicrobianos em relação aos aminoglicosídeos e à cefalotina, representam uma possibilidade de prescrição de quinolonas, como lomefloxacina, no tratamento de infecções conjuntivais, além do possível uso profilático em cirurgias oculares.
Keywords: Quinolonas; Fluoroquinolona; Doenças da conjuntiva; Doenças da conjuntiva
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Objetivo: Apresentar os achados ultra-sonográficos em olhos com suspeita clínica de endoftalmite. Métodos: Estudo prospectivo (agosto/97 a abril/99) de olhos com suspeita clínica de endoftalmite infecciosa. Utilizou-se ultra-sonografia ocular (sonda de 10 MHz, modos A e B) com técnica de contato direto (UltraScan®, Alcon). Resultados microbiológicos da punção da câmara anterior e/ou vítreo, quando presentes, foram anexados à ficha ultra-sonográfica, por ocasião do estudo dos casos. Resultados: Foram estudados 25 olhos (pacientes entre 2 e 79 anos). A fonte de infecção foi exógena em 23 e endógena em 2. Das exógenas, 12 pacientes tinham história de cirurgia prévia (7 pós-cirurgia de catarata com implante de LIO, 4 pós-cirurgia de glaucoma, 1 pós-transplante de córnea), 6 referiam história de trauma perfurante, 4 apresentavam úlcera de córnea e 1 fora submetido a sutura de córnea e extração do cristalino após trauma penetrante. Dos casos de etiologia metastática, 1 paciente era diabético e 1 era imunodeprimido. A presença de ecos membranáceos e/ou puntiformes foi a alteração ultra-sonográfica comum a todos os pacientes. Em 2 casos, os ecos tênues e simétricos em relação ao olho normal contralateral possibilitaram afastar a hipótese de comprometimento vítreo. O grau de acometimento do vítreo pareceu ser proporcional à densidade dos ecos membranáceos. A condensação dos ecos, a mobilidade em bloco e a presença de cavitações ou vacúolos denotaram severidade do quadro. Outras alterações ultra-sonográficas comuns foram: espessamento global da coróide (12 casos), descolamento de coróide (8 casos) e retina (5 casos), impregnação da membrana hialóide (4 casos) e comprometimento orbitário (1 caso). Não foi possível correlacionar os achados ultra-sonográficos aos agentes etiológicos. Conclusão: A ultra-sonografia, um método não-invasivo e de fácil acesso, demonstrou ter valor nos casos com suspeita clínica de endoftalmite, principalmente quanto ao grau de comprometimento do segmento posterior.
Keywords: Endoftalmite; Infeções oculares; Ultra-som
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Objetivo: Avaliar as alterações da microbiota conjuntival e palpebral após o uso tópico de colírios de lomefloxacina ou tobramicina a 0,3% no preparo de pacientes a serem submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa e avaliar a sensibilidade das bactérias isoladas da conjuntiva e pálpebra a estes antibióticos. Métodos: Realizou-se um estudo prospectivo de análise da microbiota conjuntival e palpebral de pacientes submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa (PRK ou LASIK). O estudo da microbiota conjuntival e palpebral foi realizado antes das cirurgias, sem uso de agentes para profilaxia, no período pós-operatório durante o uso de profilaxia, e após a suspensão dos antibióticos. Resultados: O uso tópico de tobramicina e lomefloxacina reduziu o número de colheitas positivas na conjuntiva e pálpebra nos indivíduos submetidos à cirurgia de catarata e cirurgia refrativa. Em ambos os grupos de pacientes ocorreu maior resistência dos microrganismos à tobramicina. No grupo submetido à cirurgia de catarata, pacientes tratados profilaticamente com tobramicina tiveram uma recuperação da microbiota mais lenta após a suspensão do antibiótico do que com a lomefloxacina, ocorrendo o oposto no grupo submetido à cirurgia refrativa. Conclusão: Tanto a lomefloxacina quanto a tobramicina foram eficazes em diminuir o número de culturas positivas da conjuntiva e da pálpebra enquanto estavam sendo administrados, sendo esta diminuição mais acentuada na conjuntiva. Houve maior resistência à tobramicina na maioria das colheitas realizadas. A lomefloxacina apresentou número menor de bactérias resistentes do que a tobramicina durante o uso da antibioticoterapia tópica profilática. O uso de antibiótico reduziu o número de amostras positivas.
Keywords: Infecções oculares bacterianas; Infecções oculares bacterianas; Complicações pós-operatórias; Testes de sensibilidade microbiana; Resistência microbiana a drogas; Soluções oftálmicas; Quinolonas; Tobramicina; Quinolonas; Tobramicina; Estudo comparativo; E
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Objetivos: Estudar a microbiota aeróbica conjuntival em pacientes com quadro clínico de conjuntivite viral aguda. Método: Trinta pacientes entre 18 e 40 anos portadores de conjuntivite adenoviral e 30 pacientes sem a doença foram submetidos à colheita de material da conjuntiva para cultura. Os portadores de conjuntivite adenoviral foram submetidos ao exame até 3 dias após o início dos sintomas. As culturas foram realizadas utilizando-se os meios de ágar-sangue e ágar-chocolate. Pacientes em uso de medicação tópica ou sistêmica, usuários de lentes de contato e aqueles com doença ocular prévia ou doença sistêmica foram excluídos. Resultados: Houve positividade significantemente maior das culturas de conjuntiva nos pacientes com conjuntivite adenoviral (33,3%, sendo Haemophylus influenzae em 50% e Streptococcus pneumoniae em 50%) quando comparados ao grupo controle (6,6% - Staphylococcus coagulase negativo). O grupo de pacientes com conjuntivite e que apresentaram culturas positivas, não diferiu em nenhum dos critérios clínicos analisados do grupo com culturas negativas. Conclusão: Pacientes com conjuntivite adenoviral apresentaram maior freqüência de exames de cultura de amostra de conjuntiva positivas quando comparados aos controles normais. Os pacientes com conjuntivite adenoviral com cultura positiva apresentaram evolução clínica semelhante aos pacientes com cultura negativa. Os agentes isolados na microbiota conjuntival no grupo com conjuntivite foram diferentes do observado no grupo normal. Porém o resultado das culturas não apresentou correlação com a evolução clínica.
Keywords: Infecção por adenoviridae; Infecção por adenoviridae; Conjuntivite viral; Bactérias aeróbicas
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OBJETIVO: Avaliar a resposta terapêutica das alergias oculares por meio da citologia esfoliativa de material obtido de raspado conjuntival. MÉTODO: Foi realizada citologia esfoliativa conjuntival mediante estudo prospectivo em quarenta e seis olhos de vinte e três pacientes com conjuntivite alérgica. Foram realizadas três colheitas: (1) na fase aguda (pré-tratamento), (2) após uso de corticosteróides (tratamento A) e (3) após uso de estabilizador de membrana de mastócitos (tratamento B), e que foram submetidas à coloração pelo método de Giemsa. RESULTADOS: Dos vinte e três pacientes, cinco (21,7%) eram do sexo feminino e dezoito (78,3%) do sexo masculino, com média de 10,8 anos. Dezoito (78,3%) apresentaram conjuntivite primaveril e cinco (21,7%) ceratoconjuntivite atópica. Após análise estatística da citologia conjuntival, o número de células epiteliais degeneradas foi maior para os dois grupos de tratamento em relação à citologia pré-tratamento. A contagem de neutrófilos foi estatisticamente menor no grupo de tratamento A em relação ao tratamento B e pré-tratamento. Quanto aos eosinófilos, os dois tratamentos apresentaram distribuição percentual estatisticamente menor do que o pré-tratamento. O número de monócitos foi estatisticamente menor após o tratamento A do que o grupo B e o pré-tratamento. CONCLUSÃO: A citologia esfoliativa conjuntival mostrou-se um teste apropriado para avaliar a resposta terapêutica nas alergias oculares.
Keywords: Conjuntivite alérgica; Conjuntivite alérgica; Contagem de células; Eosinófilos
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OBJETIVO: Relatar resultados e avaliar a aplicabilidade do teste de suscetibilidade a antifúngicos de leveduras isoladas de infecções corneais oculares. MÉTODOS: Realizou-se teste de suscetibilidade pelo método de microdiluição em caldo, padronizado pelo NCCLS-EUA, em 15 amostras de leveduras de infecções corneanas a anfotericina B, fluconazol, itraconazol e ketoconazol. RESULTADOS: A maioria dos episódios de infecção corneal foi causada por Candida albicans. As drogas antifúngicas testadas exibiram valores de concentração inibitória mínima (CIM) para as leveduras isoladas: 0,125-0,5 µg/ml para anfotericina B; 0,125->64,0 µg/ml para fluconazol; 0,015-1,0 µg/ml para itraconazol e 0,015-0,125 µg/ml para ketoconazol. Apesar de todas as amostras terem sido suscetíveis aos azólicos, uma exibiu valor de concentração inibitória mínima significantemente maior do que a concentração inibitória mínima 90% de todas as amostras testadas. Rhodotorula rubra foi resistente a fluconazol e itraconazol. CONCLUSÃO: Apesar da maioria das leveduras isoladas de infecções corneais serem usualmente suscetíveis a anfotericina B e azólicos, observa-se ampla variação de valores de concentração inibitória mínima obtidas com as diferentes drogas antifúngicas testadas. A identificação das cepas e a determinação do padrão de suscetibilidade devem ser consideradas antes da determinação da concentração das drogas a ser empregada em formulações antifúngicas tópicas com o objetivo de otimizar a resposta terapêutica às infecções oculares.
Keywords: Infecções oculares; Ceratites; Antifúngicos; Infecções por leveduras; Testes de suscetibilidade a antifúngicos
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OBJETIVO: Avaliar a albumina como fixador de material obtido de raspado conjuntival para citologia esfoliativa. MÉTODOS: Foi realizada citologia esfoliativa conjuntival por meio de estudo prospectivo em quarenta e seis olhos de vinte e três pacientes com conjuntivite alérgica. Foram realizadas três colheitas: (1) na fase aguda, (2) após uso de corticosteróides (tratamento A) e (3) após uso de estabilizador de membrana de mastócitos (tratamento B); em dois tipos de lâminas, com e sem albumina, sendo submetidas à coloração pelo método de Giemsa. RESULTADOS: Dos vinte e três pacientes, cinco (21,7%) eram do sexo feminino e dezoito (78,3%) do sexo masculino, com média de 10,8 anos. Dezoito (78,3%) apresentaram conjuntivite primaveril e cinco (21,7%) ceratoconjuntivite atópica. Após análise estatística da citologia conjuntival, as lâminas tratadas com albumina apresentaram maior número de células epiteliais íntegras em relação às não tratadas, apenas nos grupos pré-tratamento e no grupo do tratamento B. A contagem de neutrófilos foi significativamente maior no grupo de tratamento B nas lâminas não tratadas com albumina em relação às tratadas. Na contagem de eosinófilos não houve diferença entre as lâminas tratadas com albumina em relação às não tratadas, já no grupo de tratamento B houve diferença estatística entre olho direito e esquerdo na lâmina sem albumina. CONCLUSÃO: Não houve diferenças estatísticas entre as lâminas tratadas com albumina e as não tratadas para a maioria das células pesquisadas, além disso, a albumina adere muco dificultando a observação das lâminas, não sendo indicada na citologia esfoliativa de conjuntiva.
Keywords: Conjuntiva; Conjuntivite alérgica; Albuminas; Técnicas citológicas
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OBJETIVO: Avaliar a esterilidade do cianoacrilato Super Bonder® e sua atividade biocida sobre microrganismos. MÉTODOS: Para verificação de contaminação, vinte amostras de cianoacrilato Super Bonder® foram aplicadas em meio "brain heart infusion" (BHI) e incubadas a 37º C. Após 7 dias de incubação, foram retiradas e semeadas em placas de ágar sangue, chocolate e Sabouraud. Para determinação do efeito biocida, as cepas Staphylococcus xylosis, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa da American Type Culture Collection (ATCC) foram utilizadas em três diferentes modelos, alterando a maneira de aplicação do adesivo cianoacrilato Super Bonder® (em microescavações, em tubos e sobre o ágar). RESULTADOS: Não foi observado crescimento positivo nas amostras de cianoacrilato semeadas em "brain heart infusion". Nas placas com microescavações observou-se crescimento de P. aeruginosa e inibição de S. aureus e S. xylosis. Após a retirada do adesivo, houve crescimento bacteriano em todas as microescavações. Nas placas semeadas com S. aureus e S. xylosis houve formação aparente de halos de inibição, o que não ocorreu com P. aeruginosa. Como resultado não é verdade que não foi demonstrado atividade biocida do cianoacrilato em relação às bactérias S. aureus, S. xylosis e P. aeroginosa. CONCLUSÃO: Os testes de esterilidade realizados demonstraram que o cianoacrilato Super Bonder® é alternativa segura quanto à esterilidade. Não foi demonstrado nenhum efeito bacteriostático ou bactericida em relação a S. aureus, S. xylosis e P. aeruginosa, o que indica a necessidade da manutenção da antibioticoterapia.
Keywords: Cianoacrilatos; Adesivos teciduais; Córnea; Antiinfecciosos; Pseudomonas aeruginosa; Staphylococcus
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OBJETIVO: Avaliar os resultados visuais, incidência de complicações e qualidade de vida, utilizando-se o teste VF-14, dos pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante por ceratocone na Fundação Altino Ventura, Recife (PE). MÉTODOS: Quarenta e três pacientes submetidos à ceratoplastia penetrante por ceratocone foram avaliados por meio do teste VF-14. O tempo mínimo de seguimento foi de 18 meses. A média de idade dos pacientes foi de 29,5 ± 9,8 anos. Foram coletadas dos prontuários informações sobre os pacientes e seus respectivos exames oftalmológicos. Foi utilizado o coeficiente de correlação de Pearson para análise de correlação entre variáveis quantitativas. Aceitou-se r > 0,8 como indicativo de forte correlação. RESULTADOS: No último seguimento, 71,7% dos pacientes tinham acuidade visual com correção (AVCC) maior ou igual a 0,5. Entre as complicações mais encontradas no pós-operatório estavam glaucoma (26,1%) e rejeição do enxerto (17,4%). A pontuação final média do VF-14 foi 78,7. As melhores pontuações obtidas foram para atividades como dirigir durante o dia (100) e ler letras grandes (94), ao passo que as piores pontuações foram para ler letras pequenas (79,8) e dirigir à noite (78,1). A correlação entre as pontuações obtidas e a AV pós-transplante foi fraca (r = 0,46). CONCLUSÕES: Os resultados visuais foram bons, uma vez que 71,7% dos pacientes apresentaram AVCC ³0,5 no pós-operatório. Houve fraca correlação entre a AV pós-transplante e a pontuação média do VF-14. A incidência de complicações foi baixa, sendo a mais freqüente o glaucoma.
Keywords: Ceratocone; Ceratoplastia penetrante; Resultado de tratamento; Complicações pós-operatórias; Qualidade de vida
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OBJETIVOS: Analisar os resultados laboratoriais de conjuntivites e ceratites com cultura positiva para Streptococcus sp, avaliando a incidência das diferentes espécies e os dados dos antibiogramas. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de revisão de prontuários de pacientes encaminhados ao laboratório de Doenças Externas do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP com resultado de cultivo bacteriano positivo de córnea ou conjuntiva e com identificação de alguma cepa do gênero Streptococcus sp, no período de janeiro de 1995 a dezembro de 2001. Analisou-se idade do paciente, espécie de Streptococcus e os testes de sensibilidade aos seguintes antibióticos: cefalotina, amicacina, gentamicina, tobramicina, ciprofloxacina, lomefloxacina, ofloxacina, norfloxacina e vancomicina. RESULTADOS: As espécies mais encontradas foram Streptococcus pneumoniae e Streptococcus viridans. Com relação aos antibióticos, a sensibilidade foi maior à cefalotina, às quinolonas e à vancomicina. CONCLUSÕES: Considerando-se os antibióticos tópicos comercialmente disponíveis, as quinolonas apresentam melhor espectro de ação quando comparadas aos aminoglicosídios.
Keywords: Conjuntivite bacteriana; Conjuntivite bacteriana; Ceratite; Ceratite; Infecções oculares bacterianas; Streptococcus pneumoniae; Streptococci viridans; Fluoroquinolonas; Quinolonas; Agentes antibacterianos
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OBJETIVOS: Determinar a micobiota de conjuntiva sadia em indivíduos diabéticos, segundo tipo de diabetes, idade, sexo, tempo de doença, tipo de tratamento e estádio da retinopatia. Estabelecer a micobiota anemófila nas salas de colheita. MÉTODOS: Estudo transversal de 803 diabéticos residentes na zona urbana de São Paulo - SP/Brasil. Foi usado para primo-isolamento o meio de cultivo ágar Sabouraud dextrose com cloranfenicol e para identificação dos fungos filamentosos a chave de De Hoog. RESULTADOS: Dos diabéticos avaliados, 6,6% (53/803) apresentavam diabetes tipo 1 e 93,4% (750/803) tipo 2. Os cultivos positivos para fungos em conjuntiva de diabéticos foi 4,2% (34/803), sendo 1,9% (1/53) nos diabéticos tipo 1 e 4,4% (33/740) nos diabetes tipo 2 (p=0,720). Não foi verificada associação estatisticamente significante quanto à presença ou não de isolamentos de fungos em relação idade (p=0,575), sexo (p=0,517), tempo de doença (p=0,633), tipo de tratamento (p=0,422) e estádio de retinopatia diabética (p=0,655) desses indivíduos. Todos os fungos identificados foram filamentosos: Aspergillus spp. representou 59,5% (25/42) dos isolamentos sendo 47,6% (20/42) Aspergillus niger. Ocorreu crescimento de fungos anemófilos do ar ambiente da sala, observando-se coincidências entre as espécies isoladas no ar e na conjuntiva. CCONCLUSÕES: Foi identificada presença de micobiota em conjuntiva sadia de diabéticos, não havendo associação entre a maior positividade de isolamentos fúngicos e o tipo de diabetes, idade, sexo, tempo de doença, tipo de tratamento e estádio da retinopatia diabética. Nas salas de colheita foi identificada micobiota anemófila.
Keywords: Conjuntiva; Fungos; Diabetes mellitus; Retinopatia diabética; Contagem de colônia microbiana; Aspergillus niger; Aspergillus; População urbana
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OBJETIVO: Relatar os achados oftalmológicos em portadores de múltiplas deficiências. MÉTODOS: Foram estudados 274 usuários do Sistema Único de Saúde atendidos no Departamento de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo da Fundação Altino Ventura (FAV), no período de junho a setembro de 2004. RESULTADOS: A freqüência dos pacientes quanto ao gênero foi de 58,5% para o masculino e 41,5% para o feminino. A variação das idades foi de 0,1 a 20 anos com mediana de 5. A maioria (61,3%) dos pacientes apresentava boa acuidade visual, contudo 38,7% apresentava baixa de visão (< 20/80). As heterotropias foram vistas em 66 pacientes (24,0%). Os transtornos refracionais mais freqüentes foram astigmatismo (53,2%) e hipermetropia (29,0%). CONCLUSÃO: Crianças com múltiplas deficiências necessitam de diagnóstico e tratamento oftalmológico precoce, possibilitando um melhor desenvolvimento global. A integração de uma equipe multidisciplinar constituída de pediatras, oftalmologistas pediátricos e profissionais de visão subnormal pode assegurar melhor qualidade na reabilitação visual.
Keywords: Oftalmopatias; Anormalidades múltiplas; Deficiências do desenvolvimento; Desenvolvimento psicomotor
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OBJETIVOS: Avaliar as condições de uso de água boricada e verificar a contaminação dos frascos e seu conteúdo. MÉTODOS: Foram selecionados, por critério de conveniência, quarenta e dois pacientes, usuários de água boricada, que compareceram ao Pronto-Socorro de Oftalmologia do Hospital São Paulo, em fevereiro e março de 2003. Foi colhido material para cultura do saco conjuntival, da superfície interna da borda do frasco, da superfície interna da tampa, além de 1 ml de solução do frasco. RESULTADOS: Dos 42 recipientes de água boricada, 17 (40,5%) apresentavam contaminação, sendo 1 (2,4%) no conteúdo liquido, 17 (40,5%) na parte interna da tampa e 6 (14,3%) na parte interna da borda do frasco. Dos 17 frascos contaminados, 10 (58,8%) tiveram suas tampas manuseadas de maneira inadequada e 13 (76,5%) frascos já haviam sido usados em outras ocasiões. Os microrganismos mais encontrados nas tampas e bordas foram Staphylococcus sp (69,6%) e bacilos Gram-positivos (26,1%). Dezesseis (38,1%) frascos foram abertos há mais de um mês e, destes, 5 (31,3%) apresentaram contaminação. A instrução de uso nos rótulos dos frascos era inconsistente. A utilização de água boricada foi por conta própria, por indicação de amigos ou parentes em 26 (61,9%) casos; indicação de farmacêuticos em 8 (19,0%); de oftalmologistas em 5 (11,9%) e de clínicos gerais em 3 (7,1%). CONCLUSÃO: A indicação de uso tópico oftálmico de água boricada foi feita, na maioria, por leigos. Os frascos, em geral, eram manipulados de maneira inadequada, apresentando contaminação em uma proporção de casos muito maior do que a contaminação do líquido. Essa porcentagem menor de contaminação do conteúdo provavelmente está associada às características anti-sépticas do produto.
Keywords: Contaminação de medicamentos; Soluções oftálmicas; Ácidos bóricos; Infecções oculares bacterianas; Conjuntiva; Infecções por Pseudomonas
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OBJETIVO: Comparar o nível sérico de testosterona total entre mulheres pós-menopausa divididas em 3 grupos: controle, olho seco leve a moderado e olho seco intenso. MÉTODOS: No ambulatório de climatério foram selecionadas 29 mulheres pós-menopausa que não faziam reposição hormonal há pelo menos 8 semanas. Critérios de exclusão: alterações palpebrais mecânicas, pterígio, obstrução de vias lacrimais, inflamação intra-ocular e uso de lente de contato. As mulheres selecionadas foram submetidas à dosagem de testosterona total, aplicação do questionário OSDI (Ocular Surface Disease Index) e exame oftalmológico para detecção de olho seco. As mulheres foram divididas em 3 grupos conforme o resultado do escore OSDI e do exame oftalmológico. RESULTADOS: Cinco pacientes foram classificadas como ausência de olho seco, 15 com olho seco leve a moderado e 4 com olho seco intenso. Não houve diferença estatisticamente significativa entre a média dos valores das idades (p=0,3915); nível de instrução (p=0,9333); doenças associadas (p=0,2551); tipo de medicação utilizada (p=0,2844) e nível sérico de testosterona total entre os grupos (p=0,1275). CONCLUSÃO: Não encontramos diferença estatisticamente significativa entre o nível de testosterona total entre mulheres pós-menopausa com olho seco. Novos estudos clínicos com maior amostra são necessários para melhor esclarecer a relação dos níveis séricos dos androgênios nos portadores de olho seco.
Keywords: Síndromes do olho seco; Testosterona; Hormônios; Pós-menopausa; Questionários
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OBJETIVO: Avaliar os achados oculares, pelo exame oftalmológico, em indivíduos que receberam transplante cardíaco, buscando especialmente investigar possíveis alterações na camada de fibras nervosas da retina com polarímetro de varredura a laser. MÉTODOS: Foram estudados 15 indivíduos que receberam transplante cardíaco no período de setembro de 2003 a julho de 2004. Todos foram submetidos a exame que constava de acuidade visual para longe (AVL), biomicroscopia, tonometria e fundoscopia. Onze pacientes foram submetidos ao analisador de fibras nervosas GDx. Doze eram do sexo masculino e a média da idade foi de 55,0 ± 13,5 anos. O tempo decorrido desde o transplante variou de 3 a 74 meses, com média de 29,7 ± 20,8 meses. RESULTADOS: A AVL com melhor correção foi igual ou melhor do que 20/40 em todos os pacientes. Em um deles observou-se a presença de catarata subcapsular posterior; em outro, nubéculas na córnea secundárias a quadro de herpes zoster. À fundoscopia pôde-se observar lesão cicatrizada sugestiva de retinocoroidite em um paciente. As alterações observadas à biomicroscopia e à fundoscopia eram esperadas devido à imunossupressão subseqüente ao transplante. Ao GDx observou-se perda de fibras da camada de fibras nervosas da retina superior em 12 dos 22 olhos avaliados. CONCLUSÃO: Os resultados apóiam a suposição de que antes ou durante o transplante cardíaco tenha havido diminuição no aporte de oxigênio à circulação retiniana, levando a perda parcial de fibras da retina.
Keywords: Transplante de coração; Manifestações oculares; Fibras nervosas; Técnicas de diagnóstico oftalmológico
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a suscetibilidade, in vitro, de Staphylococcus coagulase negativa (SCoN), isolados da conjuntiva e córnea, à meticilina, às fluoroquinolonas e aos aminoglicosídeos. MÉTODOS: Foram analisadas retrospectivamente 707 amostras oculares de SCoN quanto à suscetibilidade aos antimicrobianos pelo teste de disco difusão, durante o período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003. RESULTADOS: Houve um aumento do número de SCoN em isolados da conjuntiva (n=57, ano de 2000 e n=153, ano de 2003) e da córnea (n=28, ano de 2000 e n=78, ano de 2003). A freqüência de SCoN resistentes à meticilina isolados da conjuntiva e da córnea, aumentou (1,8 a 19,6% e 14,3 a 29,3% respectivamente) durante o período avaliado. Não houve diferença estatisticamente significante nos anos estudados, nos percentuais de SCoN resistentes às fluoroquinolonas, nas conjuntivas (ofloxacina: 1,8 a 7,8% e ciprofloxacina: 3,5 a 9,2%) e nas córneas (ofloxacina: 14,3 a 9,0% e ciprofloxacina:14,3 a 10,3%). Avaliando-se os resultados das amostras isoladas da conjuntiva, observou-se um aumento na resistência à tobramicina: 15,8 a 34,6%; e à gentamicina: 10,5 a 25,5%; mas não houve mudança no perfil de resistência das amostras da córnea à tobramicina: 28,6 a 26,9% e à gentamicina: 21,4 a 23,1%). CONCLUSÃO: Houve diminuição na suscetibilidade in vitro dos SCoN para meticilina, tobramicina e gentamicina. As fluoroquinolonas, representadas pela ofloxacina e ciprofloxacina, demonstraram ter um padrão estável de suscetibilidade in vitro.
Keywords: Resistência microbiana a drogas; Infecções oculares bacterianas; Staphylococcus; Coagulase; Fluoroquinolonas; Aminoglicosídeos; Resistência a meticilina; Conjuntivites; Ceratites
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