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Abstract
OBJETIVOS: Determinar o potencial risco de contaminação do frasco de azul de tripano (AT) depois de utilizado pela primeira vez e estocado em diferentes condições de temperatura e umidade, assim como identificar os possíveis fatores de contaminação, microrganismos mais freqüentemente envolvidos e simultaneamente avaliar as propriedades bacteriostáticas e bactericidas do corante. MÉTODOS: Realizado estudo experimental, prospectivo, em que 30 frascos de AT foram divididos em três grupos (A: controle, B: armazenamento em geladeira e C: armazenamento em armário). O corante era aspirado e semeado em placas de ágar sangue e tubo de ágar Sabouraud. No grupo A o AT foi semeado apenas logo após a abertura dos frascos (tempo zero - T0), nos grupos B e C ocorreu semeadura nos T0, T1 (1 dia), T2 (2 dias), T7 (7 dias) e T10 (10 dias) após abertura dos frascos. No 10º dia os frascos dos grupos B e C também foram submetidos a um raspado do lado interno do frasco após abertura. Concomitantemente foi realizado teste de ação inibitória do corante AT para estudo da atividade bacteriostática e bactericida. RESULTADOS: As semeaduras realizadas no T0 não apresentaram contaminação. Entre os T1 e T10 mais o raspado houve apenas 1 frasco contaminado armazenado em geladeira. O microrganismo encontrado foi o Aspergillus niger. Foi comprovado que o corante não apresenta ação bactericida e bacteriostática para as bactérias testadas. CONCLUSÕES: Nas condições do estudo não houve contaminação dos frascos armazenados em armário e 1 frasco (10%) armazenado em geladeira apresentou contaminação após abertura e uso inicial. A fonte de contaminação talvez seja o lado externo do produto. O AT não apresenta propriedades bactericidas e bacteriostáticas para as bactérias testadas e na concentração utilizada.
Keywords: Azul tripano; Azul tripano; Aspergillus niger; Coloração e rotulagem; Tinturas; Catarata; Contaminação de medicamentos
Abstract
OBJETIVO: Comparar o perfil microbiológico da microbiota de pessoas sadias, obtidas do esfregaço conjuntival, utilizando zaragatoa seca transportada no meio de Stuart e zaragatoa úmida transportada no tubo de ensaio vedado com algodão. MÉTODOS: Trata-se de estudo prospectivo, com amostras selecionadas aleatoriamente, realizado no Departamento de Oftalmologia e Patologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no mês de agosto de 2006. Foram estudados 80 olhos normais de 40 indivíduos. No olho direito de cada paciente, foi realizada a coleta de material com a zaragatoa seca, armazenando-a no meio de transporte de Stuart, no qual todo o material microbiológico obtido fica imerso no meio e o tubo hermeticamente fechado. No olho esquerdo, o material conjuntival foi colhido com a extremidade de algodão da zaragatoa umedecida em solução salina a 0,9%, e armazenando-a no tubo de ensaio seco e estéril vedado com algodão. As amostras foram analisadas no prazo máximo de 2 horas após a coleta do material. RESULTADOS: Das 40 amostras coletadas com a zaragatoa úmida transportadas em tubo seco, foram identificadas bactérias em 10 (25%). Das 40 amostras coletadas com zaragatoa seca transportada em meio de Stuart, foram identificadas bactérias em 12 (30%). CONCLUSÃO: Os resultados do perfil microbiológico da microbiota normal conjuntival utilizando o meio de transporte da zaragatoa seca em meio de Stuart mostraram-se estatisticamente semelhantes (p= 0,85) ao comparar com o meio utilizando a zaragatoa úmida em tubo seco para semeaduras realizadas em até 2 horas após a coleta de material conjuntival.
Keywords: Bactérias; Conjuntiva; Meios de cultura; Infecções oculares bacterianas
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