Showing of 1 until 4 from 4 result(s)
Search for: Marcia Cristina Bayer
Abstract
A presença de fungos na conjuntiva representa constante ameaça para os olhos, pois estes microrganismos, definidos como oportunistas, podem provocar infecções oculares graves, em situações como baixa resistência orgânica, uso de medicações imunossupressoras, antibióticos e alteração epitelial. O objetivo desta, é relatar um caso de aspergilose ocular em paciente imunodeprimida com diagnóstico de hemoglobinúria paroxística noturna. Paciente feminina de 51 anos, internou imunossuprimida e plaquetopênica com diagnóstico de hemoglobinúria paroxística noturna. Ao exame, apresentava acuidade visual de 20/40 OD (olho direito) e percepção luminosa OE (olho esquerdo). Apresentava à biomicroscopia hiposfagma, edema conjuntival bilateral e abscessos conjuntivais múltiplos em ambos os olhos; córnea transparente AO (ambos os olhos). Boa motilidade ocular. A fundoscopia em OD não demonstrava particularidades, em OE havia hemorragia macular. A tomografia computadorizada de órbita revelou infiltração de gordura periocular. A ressonância nuclear magnética mostrou os mesmos achados da tomografia computadorizada, compatível com celulite orbitaria. Foi realizada hemocultura que demonstrou crescimento de Aspergillus sp e a cultura do raspado conjuntival foi negativa. O tratamento sistêmico com anfotericina B demonstrou melhora do quadro ocular, que regrediu completamente após a introdução de colírio de natamicina a 5%. As infecções orbitárias causadas por Aspergillus são incomuns, aparecendo usualmente em pacientes imunodeprimidos. Com freqüência têm curso insidioso, podendo ser confundidas com outros processos orbitarios. O comprometimento imunológico pode inibir a expressão dos sintomas locais e sistêmicos, resultando em confusão diagnóstica. O diagnóstico é feito com exames laboratoriais, mas a cultura pode ser negativa apesar do quadro clínico clássico, dificultando assim, o início do tratamento. Nesses casos inicia-se o manejo, segundo o quadro de sintomas.
Keywords: Aspergilose; Infecções oculares fúngicas; Infecções oculares; Infecções oportunistas; Relato de caso; Adulto; Feminino
Abstract
Os corticoesteróides podem aumentar a pressão intra-ocular quando administrados de maneira tópica, sistêmica e até mesmo inalatória. É rotina sua utilização após cirurgias refrativas para diminuir ou prevenir reação inflamatória. No presente relato, apresentamos o caso de uma paciente de 36 anos que, após duas semanas de cirurgia de LASIK para correção de miopia leve, teve regressão total da miopia causada pela hipertensão ocular cortisônica. O objetivo desse relato é descrever como foi conduzido o caso, as hipóteses de diagnósticos que foram levantadas, e salientar a importância da mensuração da pressão intra-ocular no pós-operatório.
Keywords: Miopia; corticosteróides; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Pressão intra-ocular; Glaucoma; Período pós-operatório; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da técnica laser in situ keratomileusis (LASIK) na redução de anisometropia em adultos, para os quais os tratamentos convencionais não tiveram sucesso. MÉTODOS: Série de casos de três olhos de três pacientes adultos, dois do sexo feminino e um do sexo masculino, com idade entre 28 e 49 anos (média de 38,3 anos), os quais foram submetidos à técnica de LASIK. Dois pacientes foram acompanhados por dezoito meses e um por seis meses após a cirurgia. RESULTADOS: Comparando a acuidade visual corrigida do pré-operatório com a acuidade visual não corrigida do pós-operatório, um olho ganhou duas linhas de visão, um olho manteve-se igual e um olho perdeu uma linha de visão. Todos os olhos se mantiveram sem ametropia esférica, e o astigmatismo não excedeu -0,75 D no pós-operatório. CONCLUSÃO: A técnica LASIK mostrou-se eficaz na correção de alta anisometropia em adultos, melhorando a acuidade visual e as queixas astenopéicas, e diminuindo a anisometropia.
Keywords: Ambliopia, Anisometropia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Erros de refração; Acuidade visual; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Quantificar e comparar a aderência in vitro das bactérias Staphylococcus epidermidis e Pseudomonas alcaligenes em diferentes tipos de lentes intra-oculares (LIOs). MÉTODOS: Quatorze lentes intra-oculares foram usadas no experimento. Quatro de polimetilmetacrilato (PMMA), quatro de silicone, quatro de hidrogel e duas de acrílico. Oito lentes intra-oculares foram colocadas em oito tubos de ensaio contendo 4 ml de suspensão de Pseudomonas alcaligenes, e seis lentes intra-oculares foram colocadas em seis tubos de ensaio contendo 4 ml de suspensão de Staphylococcus epidermidis. A concentração do caldo utilizada para o teste de aderência foi de 10(8) unidades formadoras de colônias por mililitro (CFU/mL) que corresponde a 0,5 na escala de McFarland. As lentes foram incubadas a 37° por duas horas. Após, foram removidas dos caldos e enxaguadas em água destilada estéril por duas vezes. As lentes foram cultivadas em placas de ágar-sangue a 35-37° e evaliadas a cada 24h por um período de 72h. Nas amostras que tiveram crescimento bacteriano, foram contadas as colônias utilizando os métodos convencionais de laboratório. Todos os ensaios foram executados em duplicata. RESULTADOS: A aderência do Staphylococcus epidermidis nas lentes de PMMA foi menor se comparada com as de silicone e de hidrogel. A aderência daPseudomonas alcaligenes nas lentes de hidrogel foi menor se comparada com as de silicone, PMMA e acrílico. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a aderência do Staphylococcus epidermidis e da Pseudomonas alcaligenes nas lentes intra-oculares é influenciada pelo tipo de material da lente e pela espécie do microorganismo. A aderência bacteriana pode ter papel importante na patogenicidade da endoftalmite pós-cirurgia de catarata.
Keywords: Extração de catarata; Aderência bacteriana; Contagem de colônia microbiana; Endoftalmite; Staphylococcus epidermidis; Pseudomonas alcaligenes; Lentes intra-oculares; Polimetil metacrilato; Elastômeros de silicone
ABO is licensed under a Creative Commons Attribution-NonComercial 4.0 Internacional.
About
Issues
Editorial Board
Submission
Official publication of Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Rua Casa do Ator, 1.117 - 2º andar - CEP: 04546-004
São Paulo - SP, Brazil
Phone: +55 11 3266-4000