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Abstract
A resposta cicatricial corneana secundária a procedimentos refrativos, representa assunto de alta relevância, pois influencia diretamente nos resultados pós-operatórios. Modificações técnicas nos atuais procedimentos, como a criação automatizada do retalho corneano ("flap") através de pulsos ultra-rápidos de laser ("Femtosecond laser"), novas modalidades de ceratectomia superficial como a criação de um retalho epitelial com ou sem tratamento prévio com álcool (LASEK ou Epi-LASIK) e a utilização de quimioterápicos como a mitomicina C, vêm sendo propostas como técnicas alternativas aos tradicionais LASIK e PRK. Inúmeras vantagens teóricas vêm impulsionando a difusão dessas novas técnicas, entretanto, melhor entendimento da resposta cicatricial subseqüente a esses procedimentos se faz necessário. O presente texto propõe revisão das principais características da cicatrização corneana que ocorrem após diferentes técnicas de cirurgia refrativa.
Keywords: Córnea; Cicatrização de feridas; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Epitélio da córnea; Erros de refração
Abstract
OBJETIVO: Determinar preferências e práticas dos cirurgiões refrativos do Brasil. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal baseado na coleta de dados de um questionário aplicado durante o VI Congresso Brasileiro de Catarata e Cirurgia Refrativa em 2011. As questões também foram enviadas por e-mail aos membros dessa sociedade. Perguntas sobre preferências de técnicas, uso de novas tecnologias, volume cirúrgico, tipo de excimer laser, microcerátomo e topógrafos mais utilizados, uso de mitomicina C, colírios pós-operatórios, dentre outras, foram analisados. RESULTADOS: No total, 292 cirurgiões responderam a pesquisa. A maioria possui um volume mensal entre 2 a 4 olhos por semana (57,60%). Grande parte (64,50%) realiza tomografia de córnea de rotina e apenas 22,00% dos analisados não personalizam suas cirurgias. A técnica de ceratomileusis in situ a laser (LASIK) é a mais realizada e quando a ceratectomia fotorrefrativa (PRK) é utilizada, a maioria dos cirurgiões aplica a mitomicina C (52,60%) nesses pacientes. A marca de excimer laser mais utilizada até o momento é a Nidek (26,12%). CONCLUSÃO: A técnica de LASIK é mais realizada pelos cirurgiões, sendo que a maioria personaliza parte de suas cirurgias e quando a ceratectomia fotorrefrativa é realizada, a mitomicina C é empregada pela maior parte dos entrevistados. A cirurgia bilateral é rotineiramente realizada pela maioria dos cirurgiões e o laser de femtosegundo ainda é empregado apenas por uma minoria dos cirurgiões.
Keywords: Miopia; Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Censos; Brasil
Abstract
Qualidade Visual é a medida da capacidade individual de reconhecer detalhes de um objeto no espaço. Medições de função visual na clínica oftalmológica são limitadas por vários fatores, tal como máximo contraste e assim podem não refletir adequadamente as condições visuais reais, bem como os aspectos subjetivos da percepção do mundo pelo paciente. O sucesso em uma cirurgia está não apenas em restaurar linhas de visão, mas sim qualidade visual. Portanto, as cirurgias refrativas e de catarata têm a responsabilidade de alcançar resultados de qualidade. É difícil definir qualidade visual por um único parâmetro, sendo os principais testes de função visual: sensibilidade ao contraste; glare; dispersão intraocular da luz e aberrometria. Nesta revisão os diferentes componentes da função visual são explicados e os diversos métodos disponíveis para se avaliar a qualidade de visão são descritos.
Keywords: Visão; Procedimentos cirúrgicos refrativos; Extração de catarata; Sensibilidades de contraste; Visão ocular; Aberrometria; Testes visuais
Abstract
Objetivo: Avaliar a dispersão de luz intraocular antes e depois da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) para baixa miopia com e sem a aplicação tópica de mitomicina C. Métodos: Pacientes submetidos à PRK para baixa miopia foram selecionados para o estudo. PRK sem MMC foi realizado em 21 olhos (12 pacientes) e PRK com MMC tópica a 0,02% foi realizado em 25 olhos (25 pacientes). Ambos os grupos foram tratados com o excimer laser da Nidek EC5000. Avaliações foram realizadas usando o medidor de dispersão de luz C-Quant no pré-operatório e com 2 e 4 meses de pós-operatório. Resultados: A média de idade dos pacientes foi 30 ± 4 anos e a média do equivalente esférico foi -2,2 ± 0,75 D. As médias da dispersão de luz intraocular no pré-operatório foram 1,07 ± 0,10 no grupo PRK sem MMC e 1,07 ± 0,11 log(s) no grupo PRK com MMC tópica. Após 2 meses da cirurgia houve uma diminuição na média da dispersão de luz intraocular em ambos os grupos. Entretanto uma diferença estatisticamente significante, comparado com os valores pré-operatórios, foi observada apenas no grupo PRK com MMC (0,98 ± 0,09 log(s), p=0,002), provavelmente devido as medidas com maior espalhamento de luz no grupo sem MMC (1,03 ± 0,13 log(s), p=0,082). Após 4 meses de pós-operatório, os valores de dispersão de luz não apresentavam diferença estatisticamente significantes quando comparados com os valores iniciais, tanto no grupo sem MMC (1,02 ± 0,14 log(s), p=0,26) quanto no grupo com MMC tópica (1,02 ± 0,11 log(s), p=0,13). Conclusão: PRK para baixa miopia diminui a dispersão de luz ocular e a aplicação de MMC contribui para uma ainda menor dispersão de luz no período pós-operatório inicial. Entretanto, quatro meses após a cirurgia a dispersão de luz intraocular não é significantemente diferente das medidas pré-operatórias.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Miopia/cirurgia; Mitomicina; Cicatrização
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