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Abstract
OBJETIVO: Comparar o teste da ibopamina 2% com o teste de sobrecarga hídrica como testes provocativos para glaucoma. MÉTODOS: Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto, e indivíduos normais foram selecionados do CEROF-Universidade Federal de Goiás - UFG, e submetidos, de forma randomizada, e com intervalo mínimo de 1 semana, aos testes provocativos da ibopamina 2%, e sobrecarga hídrica. A pressão intra-ocular (Pio) antes e após os testes, confrontação entre os métodos (gráfico de Bland-Altman) além da melhor relação sensibilidade/especificidade (realizados por meio de curvas ROC) foram obtidos. RESULTADOS: Foram incluídos 47 olhos de 25 pacientes (27 olhos de 15 pacientes com glaucoma e 20 olhos de 10 pacientes normais), com idade média de 54,2 ± 12,7 anos. O MD médio dos pacientes com glaucoma foi de -2,8 ± 2,11 dB. Nos pacientes com glaucoma, não houve diferença estatisticamente significativa na Pio basal (p=0,8), ao passo que se notou diferença na Pio após os testes provocativos (p=0,03), e na variação da Pio após os testes (4,4 ± 1,3 mmHg para ibopamina e 3,2 ± 2,2 mmHg para ingestão hídrica, p=0,01). Nos pacientes normais, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para todos os parâmetros avaliados. O gráfico de Bland-Altman mostrou grande dispersão dos resultados. Finalmente, obteve-se áreas abaixo das curvas ROC de 0,987 para o teste da ibopamina e 0,807 para a ingestão hídrica. CONCLUSÃO: O teste provocativo da ibopamina apresentou melhor relação sensibilidade/especificidade que o teste de ingestão hídrica nesse subgrupo selecionado de pacientes com glaucoma com dano perimétrico inicial.
Keywords: Glaucoma ângulo aberto; Pressão intra-ocular; Agonistas dopaminérgicos; Soluções oftálmicas; Ingestão de líquidos; Água; Técnicas de diagnóstico oftalmológico; Testes visuais; Sensibilidade e especificidade; Estudo comparativo
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso do colírio de ibopamina a 2% nos resultados da campimetria visual computadorizada em indivíduos normais. MÉTODOS: Voluntários oriundos do CEROF-UFG, sem alterações ao exame oftalmológico que pudessem afetar o campo visual foram selecionados. Os indivíduos foram submetidos a exame de perimetria computadorizada SITA-standard 24-2 antes e após dilatação com o colírio de ibopamina a 2% ou ciclopentolato, com intervalo mínimo de 3 dias entre si e em ordem aleatória. Índices globais e número de pontos alterados foram comparados entre os grupos. RESULTADOS: Foram avaliados 30 olhos de 30 indivíduos normais. Não houve diferença estatisticamente significativa entre o "mean deviation" (MD) nos pacientes não dilatados e nos mesmos após a instilação da ibopamina (MD: -1,05 ± 0,26 dB vs. -1,47 ± 0,20 dB, P=0,08), o que ocorreu após cicloplegia (MD: -3,19 ± 0,29 dB), P<0,001 para ambos. Na avaliação entre cicloplegia e pré-dilatação, nota-se significância para o "pattern standard deviation" (P=0,04), o que não ocorreu na avaliação com ibopamina. O número de pontos alterados no "pattern deviation" não apresentou diferença significativa entre todos os pares. Quanto ao número de pontos do "total deviation", houve diferença estatisticamente significativa antes da dilatação e após o uso do cicloplégico (n: 8,86 ± 1,51 vs. 25,72 ± 2,96 pontos, P<0,001) e entre olhos após a instilação do cicloplégico e da ibopamina (ibopamina: 9,75 ± 1,85 pontos, P<001). CONCLUSÃO: O colírio de ibopamina 2% aparentemente não afeta os resultados da perimetria computadorizada em indivíduos normais.
Keywords: Ciclopentolato; Glaucoma; Hipertensão ocular; Pressão intraocular; Perimetria
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