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Abstract
O paciente anoftálmico pode apresentar sentimentos de inferioridade e rejeição. Conhecer suas necessidades e expectativas contribui para uma melhor forma de intervenção técnica. OBJETIVO: Elaborar um formulário do perfil psicossocial do paciente anoftálmico com indicação de prótese ocular. MÉTODOS: Utilizou-se o estudo exploratório para a elaboração do formulário, realizado por entrevista direcionada por um roteiro, seguida de anotações do que foi dito pelos entrevistados, com pacientes adultos do Centro de Prótese Buco-Maxilo-Facial da FOSJC - UNESP. O roteiro da entrevista constou de 14 itens diretamente relacionados ao delineamento futuro do perfil. Cada item do roteiro de entrevista originou questões do formulário, que foi pré-testado por duas vezes, constituindo sua versão final. RESULTADOS: Os pacientes relataram, no estudo exploratório, sentimentos desagradáveis com a perda do olho; timidez nos relacionamentos; expectativas diante da cirurgia e do uso da prótese; desejos de receber explicações e de opinarem no tratamento. O formulário do perfil psicossocial do paciente anoftámico com indicação de prótese ocular ficou constituído de 43 questões e foi dividido em 5 blocos para favorecer a compreensão dos aspectos inquiridos, facilitar tanto a tabulação de resultados como a discussão, e ainda auxiliar a seleção de questões de acordo com o objetivo do pesquisador ou do profissional. CONCLUSÃO: Concluiu-se que o questionário foi passível de ser elaborado; pode ser aplicado na íntegra ou a partir da seleção de blocos e fornece um panorama da história relacionada à problemática vivida por estes pacientes, desde a perda do globo ocular até a reparação pela confecção da prótese.
Keywords: Olho artificial; Anoftalmia; Impacto psicossocial; Qualidade de vida; Questionários
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a auto-estima dos pacientes com oftalmopatia de Graves na fase inativa. MÉTODOS: Foram avaliados 30 pacientes portadores de oftalmopatia de Graves, eutireoideanos, na fase inativa, com idade variando entre 26 e 65 anos, média 43 ± 11,0 anos, denominado grupo estudo e 39 indivíduos que não apresentavam oftalmopatia de Graves, com idade variando entre 18 e 67 anos, média de 41 ± 13,4 anos, selecionados na população geral denominado grupo controle. Para avaliar a auto-estima foi utilizada a escala de auto-estima Rosenberg Unifesp-EPM aplicada por meio de entrevista. Os valores dos escores de auto-estima nos dois grupos estudados foram comparados pelo teste não paramétrico de Mann-Whitney. O mesmo teste foi aplicado com objetivo de comparar os resultados obtidos no grupo oftalmopatia de Graves considerando a gravidade da doença. RESULTADOS: Não foi observada alteração com significância estatística na auto-estima dos pacientes com oftalmopatia de Graves (p=0,057). O grupo estudo apresentou, em média, valores inferiores de auto-estima, comparado ao grupo controle. Não houve diferença da auto-estima entre os pacientes dos subgrupos leve e moderado-grave (P=0,2710). CONCLUSÃO: A oftalmopatia de Graves na fase inativa não afetou a auto-estima dos pacientes, no grupo estudado.
Keywords: Doenças auto-imunes; Doença de Graves; Auto-imagem; Qualidade de vida; Efeitos psicossociais da doença
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