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Abstract
OBJETIVO: Estudar pacientes portadores de ceratocone numa faixa etária menor do que a usual e tentar detectar algum fator que possa influenciar no prognóstico e na evolução da doença. MÉTODOS: Foram analisados pacientes menores de 15 anos, com diagnóstico de ceratocone. Todos se submeteram a um questionário, exame ocular e ceratoscopia computadorizada. Estes pacientes foram divididos em 3 grupos e submetidos a um teste com lente de contato: 1) um grupo em que foi possível a adaptação de lente de contato; 2) um grupo em que foi indicado o transplante penetrante de córnea; 3) um grupo em que foi indicada a correção com óculos. RESULTADOS: Pacientes com acuidade visual de 20/40 ou maior, geralmente não evoluíram para transplante no período estudado. Ao contrário, pacientes com visão de 20/60 ou menor, evoluíram para transplante penetrante mais rapidamente. Ao serem estudados casos em faixa etária menor (10-15 anos), 44% evoluíram para transplante. Observa-se que o ápice corneano tem localização muito variável, o que explica os diferentes níveis de dificuldade na adaptação de lentes de contato. Todos os pacientes com ápice deslocado superiormente e valores maiores que 66 D foram encaminhados para cirurgia, ao passo que olhos com valores menores que 66 D tiveram sucesso na adaptação. Nos olhos com ápice central, a adaptação foi mais fácil. Nos casos de ápice inferior não foi possível determinar um padrão para indicação de cirurgia. Nos olhos adaptados com lente de contato e curvatura menor que 51,10 D houve menos chance de evolução para transplante penetrante de córnea, quando comparados com pacientes de curvatura 57,60 ou maior. CONCLUSÃO: Pacientes com curvaturas maiores que 57,40, acuidade menor que 20/60 e com idade menor de 18 anos tem uma chance maior de evoluir para transplante de córnea. Quando o ápice do ceratocone é central a adaptação de lente de contato fica mais fácil.
Keywords: Ceratocone; Prognóstico; Transplante de córnea; Lentes de contato; Acuidade visual
Abstract
O sarcoma granulocítico é tumor que freqüentemente aparece em pacientes portadores de leucemia mielóide aguda, podendo aparecer em diferentes regiões do corpo, incluindo a órbita. Nesta última localização, é mais freqüente em crianças e adultos jovens, com discreta predominância em pacientes do sexo masculino. Este é um caso de sarcoma granulocítico orbitário de evolução rápida, sem manifestação sistêmica associada em uma paciente de 33 anos de idade, o que o torna incomum. O surgimento do sarcoma granulocítico orbitário sem acometimento leucêmico pode ocorrer em cerca de 88% dos pacientes com acometimento orbitário. A maioria dos pacientes apresenta evidências hematológicas de comprometimento sistêmico em 2 meses após a manifestação orbitária. Neste relato de caso, a paciente não apresenta acometimento sistêmico, apesar da manifestação orbitária estar presente há 30 meses. Os principais diagnósticos diferenciais do sarcoma granulocítico orbitário são o linfoma, o rabdomiossarcoma e o neuroblastoma. O diagnóstico pode ser dificultado, principalmente nos casos sem acometimento sistêmico, nos quais os exames de imagem e as manifestações clínicas pouco diferem de outras doenças. Para o diagnóstico deve-se realizar uma biópsia da lesão orbitária para análise anatomopatológica e imuno-histoquímica. O tratamento nos casos de sarcoma granulocítico orbitário sem acometimento sistêmico não é padronizado. A hipótese diagnóstica de sarcoma granulocítico orbitário deve ser aventada em casos de pacientes com tumoração orbitária mesmo que não apresentem sinais ou sintomas sistêmicos e independentes da faixa etária.
Keywords: Leucemia mielóide; Neoplasias Orbitárias; Sarcoma, granulocítico; Diagnóstico diferencial; Tomografia computadorizada por raios X
Abstract
OBJETIVO: Avaliar as características clínicas e epidemiológicas de pacientes submetidos à exenteração da órbita. MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os prontuários de 21 pacientes submetidos à exenteração entre agosto de 1998 e maio de 2003. Foram avaliados dados referentes a idade, sexo, raça, local de origem da lesão, acuidade visual pré-operatória, tempo de evolução da doença, cirurgias prévias, complicações pós-operatórias, diagnóstico histopatológico e uso de tratamento adjuvante antes e/ou após a cirurgia. RESULTADOS: A idade média dos pacientes (12 homens e 9 mulheres) foi de 58,5 anos, sendo a maioria caucasianos. Todos os pacientes apresentavam neoplasias malignas primárias, sendo 12 de origem palpebral, 6 conjuntivais e 3 orbitárias. O carcinoma espinocelular foi a doença mais freqüente (52,4%). Dos 21 pacientes, 28,57% foram submetidos à cirurgia prévia relacionada à lesão que levou à exenteração. CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes analisados apresentava tumores que geralmente se iniciam como lesões pequenas, mas que podem se disseminar para a cavidade orbitária na ausência de tratamento adequado.
Keywords: Exenteração orbitária; Enucleação ocular; Carcinoma de células escamosas; Neoplasias oculares; Invasividade neoplásica
Abstract
Metástases orbitárias de hepatocarcinoma (HCC) são raras. Os autores têm o objetivo de relatar o caso de um paciente que apresentou metástase orbitária como único achado de um HCC. Paciente masculino, 57 anos, apresentando massa em região temporal direita, associada à proptose, dor e hiperemia. Os exames de imagem revelaram volumosa massa em região temporal, estendendo-se para fossa temporal com destruição da parede orbitária e extensão intracraniana. A tomografia computadorizada de abdome demonstrou tumor primário no fígado. Foi realizada biópsia incisional através de uma orbitotomia anterior cujo estudo anátomo-patológico diagnosticou lesão metastática de hepatocarcinoma. O estudo imuno-histoquímico com marcador para CAM 5.2 e CEA foi positivo. A avaliação sistêmica não revelou outras lesões. O tumor evoluiu com rápido crescimento com óbito 15 meses após o diagnóstico. Metástases orbitárias do carcinoma hepatocelular são raras. Nosso caso foi relevante não só pela raridade desta lesão orbitária, como também pela ausência de outras lesões metastáticas e de sintomas sistêmicos.
Keywords: Metástase neoplásica; Neoplasias orbitárias; Carcinoma hepatocelular; Neoplasias hepáticas
Abstract
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