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Abstract
OBJETIVO: Objetivo do artigo é apresentar os princípios básicos da anti-bioticoterapia intravítrea. Relatar os primeiros estudos relacionados à penetração intra-ocular dos antibióticos e o conceito das barreiras hemato-oculares. Ressaltar os achados associados à toxicidade retiniana e eficácia da injeção intravítrea dos antibióticos. Apresentar a antibioticoterapia intravítrea como uma opção segura e eficaz no tratamento das infecções intra-oculares.
Keywords: Endoftalmite; Infecções oculares; Antibióticos; Injeções; Corpo vítreo
Abstract
OBJETIVO: Descrever um caso de tumor vasoproliferativo associado à tuberculose ocular tratado com crioterapia e injeção de triancinolona intravítrea. DESENHO DO ESTUDO/PACIENTES E MÉTODOS: Relato de caso intervencional. Paciente do sexo feminino, 42 anos, referia inflamação do olho direito havia 1 ano, não diagnosticada, tratada com prednisona oral por 30 dias. Relatava baixa visão com o olho direito (OD) desde a infância. Negava antecedentes pessoais e familiares. Ao exame ocular, apresentava acuidade visual menor que 20/400 com o OD. Não apresentava alterações à biomicroscopia e a pressão intra-ocular era normal em ambos os olhos. A fundoscopia do OD mostrava lesão vascularizada, elevada, associada ao descolamento seroso e exsudatos duros, localizada na periferia inferior da retina. A lesão era cercada por extensa área de pontos de hiperplasia do epitélio pigmentar. A mácula apresentava diminuição do reflexo foveal. No exame de ultra-som ocular, a lesão apresentava altura igual a 2,25mm e consistência sugestiva de lesão vascularizada. Foram solicitados exames sorológicos, hemograma, RX tórax e PPD. Os exames foram normais, com exceção do PPD, considerado forte reator. A paciente foi encaminhada ao infectologista, que diagnosticou tuberculose após exame de pesquisa de BK no escarro. Em face do quadro clínico, foi feito o diagnóstico de tumor vasoproliferativo da retina associado à tuberculose ocular presumida. Iniciou-se o tratamento com esquema tríplice (rifampicina, isoniazida e piridoxina). Optou-se por tratar o tumor com crioterapia e injeção intravítrea de triancinolona (4 mg/ml). Após 30 dias, a paciente apresentava diminuição do descolamento seroso e áreas atróficas na lesão tumoral. O aspecto angiofluoresceinográfico mostrava algumas áreas de enchimento precoce da trama vascular com discreto extravasamento tardio do contraste, sem áreas de oclusão capilar. A maior parte da lesão apresentava hipofluorescência por bloqueio (proliferação do EPR). Os tumores vasoproliferativos secundários são proliferações gliovasculares da retina e estão associados a várias condições oculares que afetam a retina e a coróide. Devido ao grande número de complicações associadas aos tumores vasoproliferativos da retina, com perda visual significativa, estes devem ser tratados no momento do diagnóstico. O tratamento de escolha para estes tumores é a crioterapia. A triancinolona intravítrea, por seus efeitos antiangiogênicos, pode ser utilizada como tratamento adjuvante. Até o presente momento, a associação de tumor vasoproliferativo e tuberculose ocular não foi relatada na literatura. O tratamento do tumor vasoproliferativo secundário com crioterapia e injeção intravítrea da triancionolona surge como nova opção terapêutica. Mais estudos são necessários para comprovar a eficácia deste tratamento.
Keywords: Neoplasias da retina; Neovascularização retiniana; Tuberculose ocular; Crioterapia; Triancinolona; Relato de casos
Abstract
Apresentar a evolução de um caso de hemangioma circunscrito da coróide associado a descolamento total da retina tratado com vitrectomia posterior e endofotocoagulação. Relato de caso intervencional. Paciente do sexo feminino, com 41 anos, apresentava mancha escura na visão do olho direito há uma semana, com progressão da mancha para o campo inferior e diminuição súbita da acuidade visual há dois dias. Ao exame oftalmológico, apresentava acuidade visual menor que 20/400 no olho direito. À fundoscopia do olho direito, observava-se elevação da retina neurossensorial nos quatro quadrantes e uma lesão sub-retiniana avermelhada no pólo posterior, com bordas pouco nítidas. O ultra-som do olho direito mostrava membranas móveis de alta refletividade na cavidade vítrea (retina) aderidas ao nervo óptico e presença de lesão sólida hiperecogênica, homogênea, no pólo posterior, com picos de média refletividade no seu interior, sugestiva de hemangioma de coróide Todos os exames sistêmicos foram normais. Optou-se pela vitrectomia posterior com endodrenagem, retinopexia, endofotocoagulação do tumor e colocação de gás C3F8. A retina manteve-se aplicada nos quinze primeiros dias da cirurgia, quando então apresentou novo descolamento inferior da retina sobre o tumor. Optou-se por nova vitrectomia posterior com endofotocoagulação e colocação de óleo de silicone. A paciente encontra-se no 6º mês de pós-operatório com a retina aplicada, óleo de silicone na cavidade vítrea, hemangioma com marcas de fotocoagulação (inativo?), acuidade visual igual a 20/400 no olho direito. A vitrectomia posterior surge como opção no tratamento do hemangioma da coróide associado a descolamentos extensos da retina, visando restabelecer a anatomia e diminuir as complicações funcionais tardias na retina.
Keywords: Hemangioma; Neoplasias da coróide; Vitrectomia; Descolamento retiniano; Relatos de casos
Abstract
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