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Abstract
INTRODUÇÃO: Esclerite é uma doença grave, rara e progressiva, que envolve inflamação e edema dos tecidos episcleral superficial, profundo e escleral e está associada com doenças sistêmicas reumatológicas em muitos casos. OBJETIVOS: Realizar um estudo prospectivo comparativo entre as manifestações oftalmológicas, achados sorológicos e resposta terapêutica de pacientes com esclerite isolada e com esclerite associada a doenças sistêmicas reumatológicas. MÉTODOS: Trinta e dois pacientes com esclerite não infecciosa participaram do estudo, de março de 2006 a março de 2008. O tratamento realizado baseou-se no uso de colírios de corticoides associados aos anti-inflamatórios não-hormonais, seguidos de corticoides sistêmicos e imunossupressores, se necessário. O sucesso do tratamento foi considerado como seis meses sem crises de esclerite. RESULTADOS: Quatorze dos 32 pacientes apresentaram esclerite associada à doença sistêmica, dos quais nove com artrite reumatóide, dois com lúpus eritematoso sistêmico, um com doença de Crohn, um com doença de Behçet e um com gota. Não houve diferenças em relação ao envolvimento ocular e suas complicações, predominando a esclerite anterior nodular e o afinamento escleral, respectivamente. O grupo com esclerite associada a doenças sistêmicas apresentou 64,3% de positividade de autoanticorpos contra 27,8% no grupo com esclerite isolada, sendo tal diferença estatisticamente significante. No grupo com esclerite isolada, 16,7% fez uso de apenas anti-inflamatórios, 33,3% de corticoide sistêmico, 27,8% de corticoide com um imunossupressor, 5,5% dois imunossupressores, 16,7% corticoide com dois imunossupressores e 33,3% pulsoterapia com imunossupressor; sendo que houve sucesso do tratamento em 88,9%. No grupo com esclerite associada à doença sistêmica, 7,1% fez uso de anti-inflamatórios, 7,1% corticoide sistêmico, 50% corticoide com um imunossupressor, 7,1% dois imunossupressores e 22,2% pulsoterapia com imunossupressor; com 100% de sucesso no tratamento nesse grupo. CONCLUSÃO: Em ambos os grupos houve predomínio da esclerite nodular unilateral e o grupo com esclerite associada a doença sistêmica apresentou taxas maiores de todos os autoanticorpos testados. Não houve diferença entre os grupos em relação ao uso de imunossupressores e à resposta terapêutica, a qual foi totalmente satisfatória no grupo com esclerite associada à doença sistêmica e satisfatória no grupo com esclerite isolada.
Keywords: Esclerite; Doenças reumáticas; Autoanticorpos; Inflamação; Imunossupressores
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a viabilidade do uso combinado do bevacizumabe (Avastin®) e do infliximabe (Remicade®) no tratamento da degeneração macular relacionada à idade neovascular em pacientes sem tratamentos prévio. MÉTODOS: Foram realizadas injeções intravítreas de bevacizumabe combinado com infliximabe em 6 pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular. Todos foram submetidos ao exame oftalmológico completo, no primeiro dia de consulta, no dia seguinte a cada injeção e mensalmente até completar seis meses após a primeira injeção. Foram realizados tomografia de coerência óptica e angiografia fluoresceínica na primeira consulta e mensalmente, até completar 6 meses após o primeiro procedimento. Eletrorretinografia também foi realizada antes da injeção e 30 dias após, no intuito de avaliar toxidade retiniana. RESULTADOS: Ao final de 30 dias da primeira injeção, 5 (83%) pacientes apresentaram diminuição na espessura macular. Não foi visualizada alteração à eletrorretinografia em relação ao exame inicial em 100% os pacientes. Cinco pacientes (100% dos fácicos) desenvolveram catarata. Um paciente desenvolveu vitreíte e foi tratado com sucesso. Ao final dos 6 meses, 4 pacientes apresentaram melhora significativa da neovascularização de coroide, porém ainda com foco de neovascularização em atividade, um paciente apresentava discreta persistência de fluido submacular sem neovascularização ativa e 1 paciente persistia importante quantidade de fluido intrarretiniano com neovascularização em atividade. DISCUSSÃO: Avaliou-se o uso combinado do bevacizumabe com infliximabe em pacientes portadores de degeneração macular relacionada à idade neovascular e a associação mostrou-se eficaz na redução do vazamento da neovascularização de coroide e da espessura macular ao tomografia de coerência óptica. Não é possível, no entanto, afirmar se os resultados apresentam efeitos sinérgicos pela associação entre as duas drogas. Um estudo com maior número de casos é necessário para definir exatamente as taxas de catarata e vitreíte da associação entre as drogas, no entanto, ao menos na dosagem estudada no presente trabalho, a associação não deveria ser recomendada na prática clínica.
Keywords: Retina; Degeneração macular; Neovascularização retiniana; Injeções intravítreas; Tomografia de coerência óptica, Inibidores da angiogênese
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