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Abstract
É relatado um caso de retinoblastoma de aparecimento tardio, com características pouco freqüentes, com o objetivo de melhorar o controle da afecção. Em 1993, SJMMF, nove meses, masculino, leucodermo, apresentou tumor na retina esquerda. O paciente tinha história familiar de retinoblastoma. A enucleação foi realizada, comprovando-se retinoblastoma. Os exames para estadiamento sistêmico foram normais. O olho direito evoluiu normal por dez anos. Em exame de rotina, foram constatadas três lesões de retinoblastoma na retina nasal. Foi feita termoterapia transpupilar, com laser de diodo de 810 nm. Após 30 dias, as lesões regrediram. Após 60 dias houve recidiva na borda da lesão, onde foi realizada crioterapia transescleral, com regressão do tumor por seis meses. Durante o controle, observaram-se condensações próximas à lesão tumoral atrófica (sementes vítreas). Foi feito braquiterapia com Iodo125, havendo desaparecimento das mesmas após 30 dias. Novas sementes surgiram três meses pós-braquiterapia, depositadas na superfície retiniana, sendo tratadas com crioterapia transescleral e termoterapia transpupilar, havendo regressão. O paciente evoluiu com nova semente vítrea após seis meses, a qual, após depositar-se na superfície da retina, foi tratada com termoterapia transpupilar. Está em seguimento há 38 meses desde o aparecimento do tumor bilateral, mantendo acuidade visual de 20/20 e exames clínicos normais. Considera-se importante este caso pela pouca freqüência de aparecimento da doença nesta idade. Julga-se necessário o alerta para os casos de retinoblastoma já considerados curados.
Keywords: Retinoblastoma; Enucleação ocular; Lasers; Hipertermia induzida; Humanos; Masculino; Lactente; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Investigar a resposta humoral para o vírus dengue em pacientes com sequência de Möbius e suas mães, analisando a relação entre a infecção na gestação e o nascimento de portadores da sequência de Möbius. MÉTODOS: Foram revisados os prontuários dos pacientes atendidos em centro de referência. Aplicou-se um questionário estruturado a cada genitora. Sorologia por Elisa para IgG de dengue foi efetuada em 35 pacientes e suas mães. O teste de neutralização por redução em placas foi feito nas que referiram infecção viral na gestação e em seus filhos, para determinar o sorotipo viral causador da infecção. RESULTADOS: Febre, cefaléia e/ou dor retro-orbitária foi referida por 18 (51,4%) mães. Três (8,6%) referiram dengue no primeiro ou início do segundo trimestre de gestação. Cruzando-se as informações das sorologias das mães e crianças observou-se que em 57,1% dos casos há positividade sorológica para o vírus do dengue na mãe e no filho. Das três mães com infecção na gestação, uma e seu filho, apresentou teste de neutralização por redução em placa positivo para o vírus dengue tipo três (DENV-3), entretanto o sorotipo apenas foi introduzido em Pernambuco em 2002, o que exclui a possibilidade de ter ocorrido transmissão vertical da doença. CONCLUSÃO: As sorologias dos casos que tiveram diagnóstico clínico de dengue na gravidez revelaram-se incompatíveis com a hipótese de ter ocorrido transmissão vertical da doença. Portanto, na amostra estudada, a infecção pelo vírus do dengue não pode ser considerada como fator implicado na gênese da sequência de Möbius.
Keywords: Síndrome de Möbius; Formação de anticorpos; Dengue; Dengue vírus
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