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Abstract
OBJETIVOS: Descrever os achados referentes à adaptação de lentes de contato nos casos de trauma ocular nos últimos 6 anos no Hospital São Geraldo, identificando os mecanismos dos traumas, os parâmetros das lentes de contato prescritas, e por fim avaliar quantitativamente a melhora da acuidade visual com o uso destas. MÉTODOS: Revisão dos prontuários de pacientes atendidos no Serviço de Lentes de Contato do Hospital São Geraldo nos últimos 6 anos. Os dados referentes à idade, sexo, diagnóstico, doenças associadas, olho acometido, acuidade visual pós-trauma, raio, curvatura e índice de permeabilidade ao oxigênio das lentes são descritos. RESULTADOS: O principal diagnóstico foi perfuração, com 25 casos (44,6%), o olho esquerdo estando acometido em 25 casos (58,2%). A AV pós-trauma corrigida mais freqüente foi 20/200 (20,9%). A AV corrigida média após o uso das lentes de contato foi de 20/20 (14%). O maior ganho em número de linhas na tabela de Snellen ocorreu em seis pacientes (14%) (5 linhas). O diâmetro médio das lentes foi de 9,5 mm, o raio médio foi de 8,0 mm. A curvatura das lentes variou de 37,00 D a 52,75 D. A maioria das lentes tinha DK 71. A adaptação foi adequada em todos os casos. O intervalo médio entre o trauma e o início da adaptação foi de 3,5 anos. CONCLUSÃO: As lentes de contato são parte importante no tratamento tardio do trauma ocular, permitindo melhora significativa da AV na maioria dos casos.
Keywords: Lentes de contato; Traumatismos oculares; Acuidade visual; Adaptação ocular
Abstract
OBJETIVO: Verificar em pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos se existe correlação entre a espessura corneana central (ECC) e a pressão intra-ocular (Po), medidos durante a curva diária de pressão intra-ocular (CDPo), incluindo-se as medidas da ECC e da Po às 6:00 horas da manhã no leito. Avaliar também comparativamente o diâmetro axial ântero-posterior (Diâm. axial) em ambos os grupos. MÉTODOS: 114 olhos de 73 pacientes selecionados no Serviço de Glaucoma do Hospital São Geraldo, foram divididos em dois grupos: grupo I - pacientes suspeitos de glaucoma e grupo II - pacientes glaucomatosos. Ambos os grupos foram submetidos à CDPo com medidas da Po nos horários de 9h00, 12h00, 18h00, 22h30 (paciente sentado) e no dia seguinte às 6h00 no leito e no escuro antes de o paciente levantar-se. Utilizando-se o paquímetro ultra-sônico DGH 5100®, realizou-se a medida do Diâm. axial e as medidas da ECC nos horários de 9h00 (após a tonometria), 18h00 (antes da tonometria), 22h30 (após a tonometria) e no dia seguinte às 6h00 no leito antes de o paciente levantar-se (após a tonometria). RESULTADOS: Na amostra global e, separadamente em cada grupo, a Po média foi mais elevada às 6h00, decrescendo nos outros horários da CDPo. Comparando-se os grupos, verificou-se que a Po média foi significativamente menor no grupo I (suspeitos de glaucoma) em todos os horários das medidas. A espessura corneana central não variou significativamente entre os diferentes horários intragrupo. Também não se evidenciou diferença, comparativamente, de espessura corneana entre os dois grupos. O Diâm. axial médio do grupo I foi de 23,07±0,95 mm e o do grupo II, 23,62±1,27 mm, não tendo havido diferença estatisticamente significativa entre eles. CONCLUSÕES: Em pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos, não houve variação significativa da ECC em diferentes horários, o que significa que apenas uma medida da ECC é suficiente. Não se evidenciou diferença estatisticamente significativa na ECC entre pacientes suspeitos de glaucoma e glaucomatosos. Também não houve diferença estatisticamente significativa no Diâm. axial entre os dois grupos.
Keywords: Pressão intra-ocular; Glaucoma; Córnea; Estudo comparativo; Técnicas; Técnicas
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