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Search for: Lígia Beatriz Bonotto
Abstract
OBJETIVOS: Avaliar a prevalência da retinopatia da prematuridade em prematuros atendidos no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, oriundos da Maternidade Darcy Vargas no período de junho de 1992 a junho de 1999. Descrever os fatores de risco que predispõem ao desenvolvimento da retinopatia da prematuridade na Maternidade Darcy Vargas e estabelecer critérios para melhorar o "screening". MÉTODOS: Foram selecionados 286 prematuros dentro dos critérios pré-definidos (idade gestacional menor que 37 semanas, primeiro exame com 4-12 semanas de vida, mínimo de três consultas oftalmológicas até 180 dias de vida e estar cadastrado no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem. Procedeu-se à análise do grupo total de prematuros para classificá-los no Grupo I (sem retinopatia da prematuridade) e Grupo II (com retinopatia da prematuridade) e descreveram-se os fatores relacionados com a presença ou não da retinopatia da prematuridade nos prematuros. Para avaliação da freqüência da retinopatia da prematuridade e dos fatores associados à sua ocorrência foram utilizados os testes Qui-quadrado ou teste Exato de Fisher. Nível de significancia de 5%. RESULTADOS: Duzentos e vinte e oito prematuros não apresentaram retinopatia da prematuridade (grupo I) e 58 apresentaram (grupo II). A prevalência da retinopatia da prematuridade foi de 20%, sendo 9% no estádio 1, 7% no estádio 2, 4% no estádio 3 e 1% no estádio 4 a. Os fatores mais envolvidos foram: peso ao nascimento (p<0,0001), oxigenoterapia (p<0,0000), idade gestacional (p=0,0006), doenças pulmonares (p=0,0041), transfusão sanguínea (p=0,0002), alterações sistema nervoso central (p=0,0259), infecções graves (p=0,0278) e Apgar menor que 7 no primeiro minuto (p=0,0442). Os prematuros que necessitaram de tratamento tinham menos que 1.399 g e 33 semanas. CONCLUSÃO: Com base nestes dados a prevalência de retinopatia da prematuridade é de 20%. Os prematuros de risco para retinopatia da prematuridade se concentram abaixo de 1.400 g e 33 semanas. Prematuros maiores devem ser observados quando apresentam um ou mais dos fatores de maior risco (oxigenoterapia, transfusão de sangue, doenças pulmonares, alterações sistema nervoso central, infecções graves e Apgar menor que 7 no primeiro minuto).
Keywords: Prematuro; Retinopatia da prematuridade; Fatores de risco
Abstract
OBJETIVO: Comparar a estrutura retiniana da mácula e fóvea entre prematuros com retinopatia da prematuridade (ROP) estágios II e III pós-tratamento, com ROP estágios II e III regredida espontaneamente e sem ROP, através de exames de tomografia de coerência óptica (OCT) e da oftalmoscopia binocular indireta (OBI). MÉTODOS: Estudo do tipo transversal, observacional e não cego. Foram incluídas crianças prematuras nascidas entre 06/1992 e 06/2006 e examinadas entre 06/2009 e 12/2010; idade gestacional menor ou igual a 32 semanas e peso ao nascer menor ou igual a 1.599 g; com mínimo de três consultas durante o período de seleção; sem retinopatia da prematuridade ou com diagnóstico de ROP estágios II ou III em pelo menos um dos olhos com regressão espontânea ou após tratamento; máximo de seis meses de idade cronológica para o primeiro exame no serviço; idade cronológica mínima de quatro anos no período da reavaliação. Foram excluídas crianças prematuras que não compareceram ou que não tinham condições clínicas para a realização dos exames de reavaliação. Os prematuros foram divididos em três grupos: G1- com ROP pós-tratamento; G2- com ROP pós-regressão espontânea; e G3- sem ROP. Os exames realizados foram OBI e OCT. RESULTADOS: Vinte e quatro prematuros (48 olhos) apresentaram os critérios exigidos para a pesquisa, com idade média cronológica entre 5 e 6 anos. À OBI, houve diferença estatística significativa para a presença de alterações na retina dos prematuros do grupo G1. No entanto estas alterações corresponderam às lesões cicatriciais deixadas pelo tratamento da ROP, sem comprometimento visível da região macular. À OCT houve diferença estatística significativa para a maior espessura foveal para os prematuros do grupo G1. Considerando-se o olho esquerdo, não houve diferença estatística significativa relacionada à espessura da fóvea entre G1 e G3. Não houve diferença entre os três grupos estudados quanto às alterações encontradas nas camadas da retina ao OCT. CONCLUSÃO: Os prematuros com ROP pós-tratamento apresentaram espessura foveal maior que os prematuros com ROP pós-regressão espontânea e espessura foveal semelhante aos prematuros sem ROP em relação à avaliação do olho esquerdo. Em relação às alterações das camadas da retina detectadas ao OCT, os três grupos foram semelhantes, sem expressão de diferença para o grupo tratado neste estudo.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Mácula lutea; Tomografia de coerência óptica; Oftalmoscopia; Pré-escolar
Abstract
Objetivo: Observar se há diferença nas funções visuais entre os prematuros com retinopatia da prematuridade (ROP) pós-tratamento em relação aos prematuros com retinopatia da prematuridade pós-regressão espontânea. E entre cada um destes grupos com o controle sem ROP. Métodos: Estudo transversal, observacional, não cego. Incluídas crianças prematuras nascidas entre 06/1992-06/2006 e examinadas entre 06/2009 e 12/2010; idade gestacional menor ou igual a 32 semanas e peso ao nascimento menor ou igual a 1.599 g; cadastrados no banco de dados do Hospital de Olhos Sandalla Amin Ghanem; com diagnóstico de retinopatia estágio II ou III em pelo menos um dos olhos com regressão espontânea ou por tratamento da ROP e sem retinopatia da prematuridade; mínimo de três consultas no período de seleção; máximo de seis meses de idade cronológica para o primeiro exame no HOSAG; idade cronológica mínima de quatro anos no período da reavaliação. Foram excluídas crianças prematuras que não responderam ou não foram localizados para os exames de reavaliação; e que não ofereciam condições de realização dos exames, por apresentarem comprometimento severo do sistema nervoso central ou síndromes impeditivas. Os prematuros foram divididos em três grupos: G1- prematuros com ROP pós-tratamento; G2- com ROP pós-regressão espontânea; e G3- sem ROP. Função visual avaliada por meio da acuidade visual (AV), teste de sensibilidade ao contrate (TSC), teste de cores (TC), exame de motricidade ocular e estereopsia. Resultados: Foram examinados 24 prematuros (48 olhos). No grupo G1 formado por 7 prematuros; G2, 8 prematuros e G3, 9 prematuros. AV normal: 64,28% (G1), 87,5% (G2) e 100% (G3); TSC normal: 66,67% (G1), 100% (G2) e 55,56% (G3); TC de Ishihara normal, 100% (G1 e G2) e 86% (G3); TC de Farnsworth normal: 20% (G1), 75% (G2) e 50% (G3). Estereopsia normal: 0,00% (G1), 25% (G2) e 3,5% (G3). Estrabismo: 37% (G2), 0,00% (G1 e G3). A prevalente tendência de respostas abaixo do esperado no TSC e TC entre os prematuros do grupo G3 exige novos estudos sobre o assunto em prematuros com maior idade. Conclusão: As funções visuais não apresentaram diferença entre os três grupos de prematuros estudados.
Keywords: Prematuro; Doenças do prematuro; Retinopatia da prematuridade; Acuidade visual; Pré-escolar
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