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Abstract
Objetivo: A obesidade está associada a doenças oulares, mas as mudanças estruturais subjacentes e os mecanismos patogênicos não foram examinados detalhadamente. Aqui avaliamos os efeitos da obesidade mórbida nos índices morfométricos da doença ocular.
Métodos: Voluntários obesos mórbidos (n=101, índice de massa corporal ≥40) e indivíduos saudáveis (n=95, índice de massa corporal 18,50 a 24,99) foram examinados por tonometria de aplanação de Goldman, paquimetria e tomografia de coerência óptica de domício espectral. A pressão intraocular, profundidade da câmara anterior, comprimento axial, espessura central da córnea, espessura da camada de fibras nervosas da retina, espessura foveal central e espessura da coroide foram comparadas entre os grupos.
Resultados: A pressão intraocular não corrigida foi significativamente maior no grupo com obesidade mórbida do que no grupo controle saudável (15,5 ± 2,5 vs. 14,5 ± 2,6 mmHg, p=0,009), enquanto que o comprimento axial, profundidade da câmara anterior e espessura central da córnea não diferiram entre os grupos. A espessura média da camada de fibras nervosas da retina no quadrante temporal foi reduzida no grupo com obesidade mórbida (72,7 ± 13,6 vs. 85,05 ± 52,6 µm, p=0,024). Da mesma forma, a média das espesuras da retinianas nas localizações nasal e temporal de 1500 µ foi menor no grupo com obesidade mórbida (346,6 ± 18,2 µm vs. 353,7 ± 18,8 µm, p=0,008; 323,1 ± 20,3 µm vs. 330,0 ± 18,9 µm, p=0,001). A espessura média da coroide também foi reduzida em quase todos os locais de mensuração (fóvea, temporal 500 e 1000 µm, nasal 500, 1000 e 1500 µm) do grupo obeso (p<0,05). Peso e índice de massa corporal foram negativamente correlacionados com a espessura da coroide subfoveal (r=-0,186, p=0,009; r=-0,173, p=0,015).
Conclusão: A obesidade mórbida está associada à elevada pressão intraocular não corrigida e a sinais de neuropatia e retinopatia. A obesidade pode, assim, aumentar os riscos de glaucoma e neuropatia óptica glaucomatosa.
Keywords: Obesidade morbida; Pressão intraocular; Fibras nervosas; Paquimetria corneana; Segmento anterior do olho; Segmento posterior do olho
Abstract
Objetivo: Comparar os efeitos de iodopovidona tópico a 5% com azitromicina e moxifloxacina profiláticas sobre a flora bacteriana em pacientes submetidos à injeção intravítrea.
Métodos: Um total de 132 pacientes foram aleatoriamente designados para receber tratamento com azitromicina ou moxifloxacina ou nenhum tratamento (grupo controle). No total, 528 amostras foram obtidas no momento na admissão, 4 dias antes da injeção intravítrea, 4 dias após a injeção intravítrea e 8 dias após a injeção intravítrea. As amostras foram imediatamente enviadas para o laboratório de microbiologia para incubação.
Resultados: O microorganismo mais frequentemente observado foi o Staphylococcus coagulase-negativo (23,8%). Quando os resultados das amostras obtidas no dia 4 antes da injeção foram avaliados, o crescimento do Staphylococcus coagulase-negativo foi significativamente menor no grupo moxifloxacina, em comparação com os controles (p=0,049). Acinetobacter baumannii continuou a crescer após a administração de azitromicina (p=0,033). Quando os resultados de 4 dias após a injeção intravítrea foram avaliados, o crescimento do Staphylococcus coagulase-negativo foi maior no controle, em comparação com pacientes que receberam azitromicina ou moxifloxacina (p=0,004). A taxa de erradicação também foi significativamente maior no grupo moxifloxacina do que no grupo controle (p=0,001). As amostras obtidas no dia 8 após injeção intravítrea mostraram níveis semelhantes de crescimento bacteriano em todos os grupos (p=0,217).
Conclusão: A moxifloxacina foi mais eficaz do que 5% de iodopovidona no controle do crescimento da flora bacteriana conjuntival. O uso de moxifloxacina em combinação com 5% de iodopovidona resultou em um efeito sinérgico.
Keywords: Azitromicina; Conjuntiva/microbiologia; Injeção intravítrea; Moxifloxacina; Iodopovidona
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