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Search for: José. J. Esteve-Taboada
Abstract
Objetivo: Avaliar a resposta de acomodação após períodos de leitura curtos usando um tablet e um smartphone, bem como para determinar potenciais diferenças na resposta de acomodação em estímulos de várias vergências com uma aberrômetro Hartmann-Shack. Método: Dezoito indivíduos saudáveis com astigmatismo inferior a 1 D, apresentando acuidade visual corrigida de 20/20 ou melhor com exame oftalmológico normal foram avaliados. As respostas acomodativas foram obtidas em três condições diferentes: sistema de acomodação com o olho relaxado, e visualmente estressado com um tablet e um smartphone por 10 min, a uma distância de 0,25 m dos olhos dos sujeitos. Três medidas de resposta acomodativa foram obtidas monocularmente com estímulos cujas vergências variaram de 0 a 4 D (intervalos de 1 D). Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre as respostas acomodativas em todas as condições. Foi observada moderada aberração do tipo coma com aumento progressivo para cada condição, enquanto houve diminuição da aberração esférica com o aumento das vergências do estímulo. Estes resultados foram identificados em comparação com a resposta acomodativa de um-para-um ideal, o que implica que um certo valor de desfasagem estava presente em todos os estímulos com vergências diferentes de 0 D. Conclusões: Os resultados apoiam a hipótese de que a diferença entre as respostas acomodativas ideal e real é atribuída principalmente a parâmetros tais como a acuidade visual para perto, profundidade de foco, diâmetro pupilar e aberrações de frente de onda, associados ao processo acomodativo. As aberrações de frente de onda foram dependentes do tamanho da pupila de 3 mm, selecionado neste estudo. A resposta acomodativa não foi dependente do dispositivo eletrônico empregue em cada condição e foi associada principalmente à idade jovem e ao nível da amplitude de acomodação dos sujeitos avaliados.
Keywords: Acomodação ocular; Computadores de mão/utilização; Computadores/utilização; Smartphone/utilização
Abstract
Objetivo: Determinar os valores de retroespalhamento luminoso central da córnea em pacientes diabéticos dependentes (IDDM) e não dependentes (NIDDM) de insulina, comparados com controles saudáveis, a partir de imagens de Scheimpflug. Métodos: Foram incluídos neste estudo piloto sete pacientes com IDDM (7 olhos), onze pacientes com NIDDM (11 olhos) e dezesseis indivíduos saudáveis (16 olhos). O sistema de Scheimpflug (Pentacam, Oculus Inc. Germany) foi utilizado para obter secções ópticas da córnea. Foram analisados sete meridianos para cada olho, orientados de 70º a 110º. A análise de imagem por meio de software externo permitiu a obtenção de valores da densidade óptica para os 3 e 5 mm centrais da córnea. Resultados: O retroespalhamento luminoso corneano foi significativamente maior em pacientes diabéticos para os 3 mm centrais (p=0,016) e para os 5 mm centrais (p=0,014) em relação ao grupo controle. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos IDDM e NIDDM para cada zona analisada (p>0,05 em ambos os casos). No grupo NIDDM, observaram-se correlações significativas para as zonas centrais de 3 mm e 5 mm, entre retroespalhamento luminoso corneano e idade (r=0,604 p=0,025 e r=0,614 p=0,022, respectivamente) e espessura central corneana (r=0,641 p=0,017; r=0,671 p=0,012, respectivamente), o que não foi encontrado no grupo IDDM (p>0,05). O teste de Kruskall-Wallis indicou que a presença de diabete tem um efeito significativo sobre a retroespalhamento central da córnea (p<0,001). Conclusões: Pacientes diabéticos apresentaram valores mais elevados de retroespalhamento luminoso corneano do que indivíduos saudáveis. A análise da densidade óptica corneana pode ser uma ferramenta útil para monitorar e avaliar as alterações oculares causadas pela diabete.
Keywords: Scheimpflug, Topografia da córnea; Diabetes mellitus; Diabetes mellitus tipo 1; Diabetes mellitus tipo 2; Projetos piloto
Abstract
Objetivo: Avaliar as mudanças das estruturas anatômicas no segmento anterior do olho em termos de comprimentos axiais com acomodação por meio da tomografia de coerência óptica.
Métodos: Neste estudo observacional, foram incluídos 25 olhos de vinte e cinco adultos saudáveis e medidos com o sistema Visante® omni tomografia de coerência óptica. A espessura corneana central, a profundidade da câmara anterior, a espessura central da lente e o comprimento do segmento anterior foram avaliados. Os parâmetros avaliados foram obtidos com acomodação usando diferentes vergências de estímulo: 0,0, -1,0, -2,0 e -3,0 D. A variação desses parâmetros foi comparada para os diferentes níveis de acomodação.
Resultados: A espessura corneana central não foi alterada em nenhum estímulo durante a acomodação (p>0,05). A ACD mostrou uma redução significativa (p<0,05), enquanto a espessura central da lente foi significativamente aumentada (p<0,05). O comprimento do segmento anterior também aumentou com acomodação (p<0,05) indicando um movimento do polo posterior para trás.
Conclusões: Há variações significativas nos comprimentos do segmento anterior que ocorrem com acomodação. Estudar essas mudanças fornece informações úteis sobre o mecanismo de acomodação para os profissionais, a fim de obter uma melhor compreensão desse processo e ajudá-los a tomar suas decisões clínicas.
Keywords: Segmento anterior do olho; Acomodação ocular; Tomografia de coerência óptica
Abstract
OBJETIVO: Medir as alterações do músculo ciliar anterior durante a acomodação nos setores nasal, superior, temporal e inferior, através de um tomógrafo de coerência óptica de câmara anterior, e correlacioná-las com alterações de vergência.
MÉTODOS: Vinte e quatro indivíduos com olhos saudáveis e fácicos, com idade média de 27,1 ± 8,9 anos, foram submetidos à medida com um tomógrafo de coerência óptica de câmara anterior. O músculo ciliar anterior foi medido nos setores nasal, temporal, superior e inferior para 0, -1, -2 e -3D de vergência. Um modelo linear foi utilizado para avaliar a correlação de cada parâmetro do olho com a demanda acomodativa.
RESULTADOS: A área do músculo ciliar anterior aumentou significativamente com a acomodação em cada setor, com um aumento máximo foi de cerca de 30% para os setores naso-temporais, e cerca de 25% para os inferiores-temporais. O modelo linear mostrou uma tendência para uma relação positiva entre a alteração da área do músculo ciliar de cada setor e a vergência.
CONCLUSÃO: A área do músculo ciliar anterior tende a aumentar com a acomodação, embora o aumento tenha se mostrado simétrico entre os setores superior-nasal e inferior-temporal. Estes resultados podem ajudar a aumentar a compreensão da biometria e biomecânica da acomodação.
Keywords: Acomodação ocular; Biometria; Músculo ciliar; Tomografia de coerência óptica; Presbiopia
Abstract
Objetivo: Determinar a confiabilidade da tomografia de coerência óptica de varredura em casos especiais em que lentes de contato gelatinosas não podem ser removidas ao realizar medições biométricas.
Métodos: Oito indivíduos foram incluídos e apenas um olho por participante foi analisado. Cada olho foi medido seis vezes por tomografia de coerência óptica de varredura com o instrumento IOLMaster 700 (Carl Zeiss Meditec, Jena, Alemanha). O comprimento axial, a espessura central da córnea, a profundidade da câmara anterior, a espessura da lente e as medidas ceratométricas foram avaliados a olho nu e enquanto usavam lentes de contato gelatinosas de três diferentes potências (-1,5, -3,0 e +2,0 D).
Resultados: Houve alterações significativas no comprimento axial, espessura central da córnea, profundidade da câmara anterior e medidas ceratométricas com as lentes de contato gelatinosas em comparação com as a olho nu (p<0,001). No entanto, não houve diferenças significativas nos resultados de espessura do cristalino entre o olho nu e enquanto usava as três lentes de contato gelatinosas (p>0,5). As alterações de comprimento axial, espessura central da córnea e profundidade da câmara anterior foram específicas da lente e dependentes da espessura da lente usada.
Conclusões: As medições da espessura da lente baseadas na tomografia de coerência óptica da Sept-source, enquanto usam lentes de lentes de contato gelatinosas, são comparáveis às do olho nu. Entretanto, a espessura e o desenho óptico da lente de contato gelatinosa podem levar a diferenças significativas no comprimento axial, na espessura central da córnea, na profundidade da câmara anterior e nas medidas ceratométricas.
Keywords: Tomografia de coerência óptica; Lentes de contato; Biometria
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