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Abstract
OBJETIVO: Avaliar o uso da cápsula renal de eqüino preservada em glicerina 98% no reparo de lesões lamelares esclerais em cães. MÉTODOS: Foram utilizados 12 cães, machos e fêmeas, com peso médio de 12kg. Foram realizadas avaliações clínica e morfológica aos 1, 3, 7, 15, 30 e 60 dias de pós-operatório. Após anestesia geral e procedimentos padrões de preparo do campo operatório, foi realizada cantotomia temporal, seguida de incisão conjutival e escleral com área de 0,5x0,5 cm na posição de 1hora, próxima ao limbo. Em seguida, um fragmento de mesma dimensão de cápsula renal de eqüino preservada em glicerina, previamente hidratado em solução salina, foi aplicado ao defeito escleral criado sendo fixado com pontos simples isolados com vicryl 7-0®. RESULTADOS: A avaliação clínica revelou blefaroespasmo/fotofobia até o sétimo dia de pós-operatório. Foi observado edema conjuntival até o quinto dia, acompanhado de secreção ocular mucóide, que persistiu até o décimo dia de pós-operatório. Não foram observados sinais clínicos de rejeição do enxerto em todos os animais, em todos os períodos avaliados. Os segmentos anterior e posterior do bulbo ocular não apresentaram sinais de inflamação. A análise morfológica revelou exsudação inflamatória aguda nos períodos precoces e intermediários da avaliação e inflamação crônica nos períodos tardios da observação. Houve incorporação do enxerto ao leito receptor. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a cápsula renal de eqüino preservada pode ser mais uma alternativa de membrana biológica para o reparo de lesões esclerais lamelares em cães e no homem.
Keywords: Esclera; Transplante heterólogo; Cães; Animal
Abstract
Objetivos: Avaliarem-se os efeitos do cetorolaco de trometamina 0,5%, sem conservante, sobre a expressão da iNOS e da MMP-9, em córneas com úlceras químicas. Métodos: Doze olhos de coelhos machos, 120 dias de idade, foram tratados (GT ), a cada 6 horas, com o cetorolaco de trometamina 0,5% e outros 12 com solução salina (GC), imediatamente à ocorrência de úlceras por hidróxido de sódio (NaOH) 1 mol/L. A reepitelização foi monitorada por fluresceína a cada seis horas. Decorridas 24 horas, seis córneas (n=6) de cada grupo foram colhidas (primeiro momento). As demais (n=6) o foram após a sua reepitelização (segundo momento). Em ambos os momentos, avaliaram-se o infiltrado inflamatório e as condições do epitélio neoformado (HE). Por imuno-histoquímica, avaliou-se a imunomarcação de iNOS e de MMP-9. Resultados: A média do tempo de epitelização no GT foi de 55 ± 0,84 horas. No GC, ela foi de 44 ± 1,06 horas (p=0,001). Às 24 horas, as córneas do GT apresentaram menor exsudação inflamatória (p<0,01). No segundo momento, o GT mostrou discreta exsudação inflamatória (p>0,05) e menor número de camadas epiteliais comparativamente ao GC. A média de imunomarcação de iNOS em células do estroma não diferiu do GT, em ambos os momentos (p>0,05). No segundo momento, a região central da córnea expressou mais iNOS, comparativamente à periférica, em ambos os grupos. Não se observaram diferenças significativas nos escores de imunomarcação epitelial de iNOS entre os grupos e os momentos (p=0,69). Os escores de imunomarcação epitelial para MMP-9 não diferiram entre os grupos (p=0,69). A média de imunomarcação da MMP-9 em células do estroma não exibiram diferenças entre os grupos e momentos da avaliação (p=0,32). Não houve correlação entre a imunomarcação de iNOS e de MMP-9, assim como quanto ao quantitativo de células inflamatórias e à imunomarcação de iNOS. Conclusões: Cetorolaco 0,5% reduziu a inflamação e atrasou a epitelização na queimadura corneal por álcali sem alterar a expressão de iNOS ou MMP-9 Descritores: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
Keywords: Úlcera da córnea/induzida quimicamente; Cetorolaco de trometamina/administração; iNOS; MMP-9
Abstract
Objetivos: Avaliar os efeitos da nalbufina 1% sobre a expressão da metaloproteinase 1 (MMP-1), da metaloproteinase 9 (MMP-9) e do fator de crescimento opióide (OGF), em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar. Métodos: Constituíram-se dois grupos: grupo nalbufina (GN, n=30), que recebeu 30 µL de nalbufina 1% em 4 aplicações diárias, a intervalos regulares, até a epitelização corneal; controle (GC, n=30), que recebeu solução salina nas mesmas condições adotadas no GN. As córneas foram colhidas para imuno-histoquímica decorridos 1, 3, 5, 7 e 9 dias das ceratectomias lamelares, visando a se avaliarem as MMP-1, MMP-9 e OGF. Resultados: A expressão das MMP-1 e de MMP-9 se elevou até o quinto dia de avaliação, sem diferença entre GN e GC (p>0,05). Nos dias 7 e 9, observou-se redução significativa na expressão das enzimas (p<0,01), sendo que diferenças não foram observadas entre os grupos (p>0,05). O OGF exibiu imunomarcação constante em todos os períodos (p>0,05), restrita ao epitélio corneal. Não foram encontradas diferenças entre os grupos (p>0,05). Conclusões: Com base dos resultados obtidos, há como admitir que a nalbufina 1% não alterou o padrão de expressão da MMP-1, da MMP-9 e do OGF em córneas de coelhos submetidas à ceratectomia lamelar.
Keywords: Córnea; Ceratectomia fotorrefrativa; Nalbufina/uso terapêutico; Metaloproteinases da matriz; Receptores opióides; Imuno-histoquímica; Animais; Coelhos
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Objetivo: Estudaram-se os efeitos da instilação de morfina 1% sobre parâmetros clínicos, turbidez do humor aquoso e expressão de fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), de interleucina-1 beta (IL-1beta), de prostaglandina E2 (PGE2) e de mieloperoxidase (MPO), em olhos de coelhos com uveíte induzida por endotoxina. Material e Métodos: Vinte e quatro coelhos da raça Nova Zelândia Branco foram distribuídos em quatro grupos (n=6, em cada): grupo controle (GC), morfina (GM), naloxona (GN) e morfina-naloxona (GMN). Sob anestesia dissociativa, injetou-se 0,1 mL de solução contendo 0,2 µg de lipossacarídeo (LPS) endotóxico da parede celular de Salmonella typhimurium na câmara vítrea. Realizou-se avaliação clínica (hiperemia conjuntival, quemose, blefaroespasmo e secreção ocular) e a flaremetria a “laser” antes (basal) e após 10 e 20 horas da indução da uveíte. No final, os coelhos foram submetidos à eutanásia e os olhos com uveíte foram enucleados para a quantificação dos níveis de TNF-alfa, IL-1 beta, PGE2 e MPO. Diferenças foram consideradas significativas quando p<0,05. Resultados: Os grupos da pesquisa não diferiram quanto aos parâmetros clínicos e os valores de “flare”. Observou-se elevação significativa nos níveis de TNF-alfa e de IL-1 beta, comparativamente ao basal, nos grupos GC, GM, GN e GMN (p<0,05). Valores de PGE2 variaram entre os grupos GM e GNM (p<0,05). A atividade de MPO aumentou após a indução da uveíte, porém, sem significância estatística (p>0,05). Conclusões: A morfina não atuou sobre parâmetros clínicos, “flare” e expressão dos mediadores inflamatórios estudados, quando instilada em olhos de coelhos com uveíte induzida por injeção intravítrea de LPS.
Keywords: Lasers/uso diagnóstico; Fotometria/métodos; Morfina/administração & dosagem; Endotoxinas/toxicidade; Uveítes/induzido quimicamente; Coelhos
Abstract
Objetivos: Investigar a reprodutibilidade intra-laboratorial dos fenótipos clínicos e avaliar anisotropias ópticas em córneas de coelhos com deficiência de células tronco limbais.
Métodos: Lesões ao limbo foram feitas no olho direito de 23 coelhos adultos da Nova Zelândia Branco, usando um protocolo altamente agressivo, que envolveu peritomia limbal em 360 graus, ceratolimbectomia, cauterização por álcali, e remoção mecânica de epitélio remanescente. Os olhos foram clinicamente avaliados por 28 dias, inclusive por citologia de impressão corneal. As córneas que manifestaram um conjunto de alterações típicas de deficiência de células tronco limbais foram coletadas e submetidas à estudos em histopatologia e em anisotropias ópticas. Córneas saudáveis foram usadas como controles. Diferenças de caminho óptico de birrefringência relacionada à organização do colágeno estromal, e dicroísmo linear relacionado à expressão e à orientação das cadeias de glicosaminoglicanos dos proteoglicanos estromais, foram quantificados por microscopia de luz polarizada.
Resultados: Um olho apresentou hipópio e foi excluído do estudo. Todos os olhos estudados (n=22) apresentaram sinais de inflamação ocular. A citologia de impressão não detectou células caliciformes na superfície corneal. Doze de 22 córneas manifestaram alterações clínicas típicas de deficiência de células tronco limbais, caracterizado por defeitos epiteliais, infiltrados inflamatórios, opacidade de moderada à severa, e neovascularização. Estudos por microscopia de luz polarizada mostraram que a deficiência de células tronco limbais aumentou a diferenças de caminho óptico corneal em 24,4% (versus controles). As córneas com deficiência de células tronco limbais foram menos dicroicas do que as córneas controle.
Conclusões: Coelhos com deficiência de células tronco limbais, para aplicações em estudos pré-clínicos, devem ser rigorosamente selecionados para assegurar homogeneidade experimental, pois há evidências de que protocolos utilizados para indução de deficiência de células tronco limbais não estão associados com boa reprodutibilidade intra-laboratorial de fenótipos clínicos. A deficiência de células tronco limbais, como induzida aqui, alterou as propriedades ópticas anisotrópicas do estroma corneal. Tais alterações são indicativas de mudanças no empacotamento de colágeno e na orientação das cadeias de glicosaminoglicanos dos proteoglicanos. Conhecimentos nessas alterações são importantes para potencializar estratégias que visam a restabelecer a integridade morfofuncional do estromal corneal acometido pela deficiência de células tronco limbais.
Keywords: Birrefringência; Substância própria; Anisotropia; Células-tronco; Limbo da córnea; Glicosaminoglicanos
Abstract
Muitas abordagens têm sido utilizadas para ampliar entendimentos sobre a regulação microambiental das células tronco epiteliais limbais. Neste contexto, pesquisadores têm exaustivamente investigado a participação de fatores de crescimento, fatores de sobrevida, citocinas, enzimas e moléculas permeáveis secretadas pelas células limbais. Entretanto, evidências recentes sugerem que o destino (ie. autorrenovação ou recrutamento para a via de diferenciação) das células tronco também sofre influência de estímulos biofísicos ou mecânicos relacionados à organização supramolecular e à natureza liquido-cristalina (mesofases) da matriz extracelular estromal. Esses estímulos podem ser percebidos e traduzidos pelas células tronco em sinais bioquímicos que geram respostas funcionais, através de um processo designado de mecanotransdução. Objetiva-se, com a presente revisão, oferecer ao leitor perspectivas supramoleculares sobre a regulação microambiental das células tronco epiteliais limbais e a diferenciação de sua progênie.
Keywords: Córnea; Limbo da córnea; Matriz extracelular; Cristais líquidos; Epitélio anterior; Mecanotransdução celular; Nicho de células tronco
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