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Abstract
OBJETIVOS: Verificar a possibilidade de contaminação do líquido amniótico e da membrana amniótica no tempo zero e em diferentes tempos após o parto. MÉTODO: Nove amostras de líquido amniótico foram colhidas através de punção uterina. Nove membranas amnióticas foram obtidas de placentas após cesáreas eletivas em gestantes com sorologias negativas (hepatite B, C, sífilis, HIV). Obtiveram-se amostras de membranas amnióticas em três diferentes momentos após o parto (zero, trinta e sessenta minutos). As amostras de membrana foram inoculadas em meios para cultivo bacteriano e fúngico. RESULTADOS: Verificou-se cultivo positivo para bactérias em quatro amostras do líquido amniótico e em todas membranas amnióticas. Staphylococcus coagulase negativo cresceu nas nove membranas estudadas. No tempo zero houve crescimento de Staphylococcus coagulase negativo em todas as membranas, de Staphylococcus aureus em duas, de Enterobacter, Neisseria sp. e Streptococcus viridans em uma cada. No tempo trinta, o Staphylococcus coagulase negativo também cresceu em todas as membranas e o Streptococus viridans em uma. No tempo sessenta, o Staphylococcus coagulase negativo cresceu em oito das nove membranas, o Staphylococcus aureus em duas e o Streptococus viridans em uma. Staphylococcus coagulase negativo foi encontrado em três amostras de líquido e membranas amnióticas correspondentes. CONCLUSÃO: Contaminação bacteriana foi evidenciada em todas as membranas amnióticas. Cuidados assépticos devem ser realizados durante todo o manuseio da membrana antes de sua utilização. Estudos quantitativos com maior número de amostras são necessários para comparação mais acurada da variação da contaminação da membrana amniótica em diferentes tempos após a sua retirada.
Keywords: Contaminação; Bactérias; Líquido amniótico; Córnea; Staphylococcus
Abstract
Os autores descrevem um caso de endoftalmite endógena por Candida albicans, em recém-nascido prematuro, refratária ao tratamento com anfotericina B endovenosa e que apresentou resolução com o uso do fluconazol endovenoso. Ressaltam ainda os aspectos clínicos da endoftalmite endógena por Candida albicans por meio de revisão da literatura.
Keywords: Candidíase; Endoftalmite; Infecções oculares fúngicas; Prematuro; Candida albicans; Fluconazol
Abstract
OBJETIVOS: Determinar a frequência de retinopatia da prematuridade no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP) e verificar a associação da retinopatia da prematuridade com fatores de risco conhecidos. MÉTODOS: Foi realizada análise prospectiva de 70 pacientes, nascidos no HCFMRP-USP, com peso inferior a 1.500 gramas, no período de um ano. Os pacientes foram divididos em dois grupos (Retinopatia da prematuridade e Normal) para realização de análise estatística com relação a fatores de risco conhecidos. Adotou-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: A frequência de retinopatia da prematuridade foi de 35,71% entre os pré-termos estudados. Os fatores pesquisados que apresentaram relação de risco para o desenvolvimento da doença foram: peso (p=0,001), idade gestacional (p=0,001), escore SNAPPE II (p=0,008), uso de oxigenoterapia por intubação (p=0,019) e por pressão positiva de vias aéreas (p=0,0017), múltiplas transfusões sanguíneas (p=0,01) e uso de diuréticos (p=0,01). CONCLUSÃO: A frequência de retinopatia da prematuridade foi de 35,71% entre os prétermos nascidos com menos de 1.500 g. Vários fatores de risco foram identificados nos recém-nascidos do HCFMRP-USP, sendo constatado que crianças mais pré-termos apresentam formas mais graves de retinopatia da prematuridade.
Keywords: Retinopatia da prematuridade; Recém-nascido; Fatores de risco; Estudos retrospectivos; Idade gestacional; Peso ao nascer
Abstract
Objetivo: Avaliar a microbiota bacteriana da conjuntiva e perfil de antibiograma no pré-operatório de injeção intravítrea de antiangiogênico por degeneração macular relacionada à idade, comparando com a de pacientes no pré-operatório de cirurgia de catarata. Métodos: Realizou-se estudo transversal, observacional, tipo série de casos. Foram constituídos dois grupos: grupo I (degeneração macular) com 26 olhos de 26 pacientes (12 homens/14 mulheres) com média de idades de 69,2 ± 11,5 anos; grupo II (catarata) com 27 olhos de 27 pacientes (9 homens/18 mulheres) com média de idades de 67,6 ± 7,9 anos. Os grupos foram homogêneos em relação à idade (p=0,538) e ao sexo (p=0,787). Foi realizada coleta de secreção do fundo de saco inferior da conjuntiva, através de "swab", e imediatamente colocado em tubo contendo meio líquido BHI ("brain heart infusion"). As amostras foram processadas conforme técnicas laboratoriais padrão e realizado antibiograma de cada colônia isolada. Resultados: Houve crescimento de 26 colônias bacterianas no grupo I, com 2 olhos não apresentando crescimento e 30 colônias no grupo II. Houve maior frequência de bactérias Gram positivas nos dois grupos: 23/26 colônias (88,4%) no grupo I e 29/30 colônias (96,7%) no grupo II, com predomínio de Staphylococcus aureus em ambos os grupos, com 16 amostras (61,5%) e 17 (56,7%), respectivamente. Staphylococcus coagulase negativa foi a segunda bactéria mais identificada, com 19,2% no grupo I e 20,0% no grupo II. Nenhuma diferença de frequência entre os grupos alcançou significância estatística. Não foi observada diferença estatisticamente significante nas sensibilidades das bactérias aos antibióticos testados entre os dois grupos. Conclusões: Não houve diferença na distribuição das bactérias e no perfil de antibiograma da microbiota conjuntival de pacientes no pré-operatório de injeção intravítrea por degeneração macular, comparada a de pacientes no pré-operatório de cirurgia de catarata.
Keywords: Túnica conjuntiva; Infecções oculares bacterianas; Degeneração macular; Extração de catarata; Antibioticoprofilaxia; Injeções; Inibidores de angiogênese
Abstract
OBJETIVO: Estabelecer a definição, classificação e estadiamento e desenvolver recomendações para o diagnóstico e tratamento da alergia ocular, usando o método Delphi de consenso. MÉTODOS: Dez especialistas em alergia ocular da América Latina participaram do painel. Quatro rodadas de questionários foram respondidas pelos painelistas. Consenso foi definido quando houve 2/3 ou mais de concordância. Os aspectos principais avaliados foram: definição, classificação, estadiamento e recomendações para diagnóstico e tratamento da alergia ocular. RESULTADOS: "Alergia Ocular" foi proposto como termo geral para descrever as doenças alérgicas oculares. Consenso sobre classificação não foi atingido. Sinais e sintomas foram considerados extremamente importantes para o diagnóstico. Consenso foi atingido sobre a necessidade de se estabelecer um sistema de estadiamento baseado na gravidade da doença. Controle ambiental e de exposição a alérgenos e o uso de lágrimas artificiais foram considerados tratamento de primeira linha e o uso tópico de anti-histamínicos, estabilizadores de membranas de mastócitos e drogas de ação múltipla, como tratamento de segunda linha. Anti-inflamatórios não hormonais tópicos e vasoconstrictores não foram recomendados. Corticosteroides tópicos foram estabelecidos como terceira linha de tratamento para casos graves de ceratoconjuntivite. Consenso não foi obtido em relação ao uso sistêmico de corticosteróides e imunossupressores. Abordagem cirúrgica e tratamentos não convencionais não foram recomendados de rotina. CONCLUSÃO: O desafio de criar recomendações para diversos aspectos da alergia ocular mostrou-se muito complexo, muitos deles permanencendo ainda controversos. Consensos mais amplos podem ser necessários para melhorar as recomendações atuais referentes a importantes aspectos da alergia ocular.
Keywords: Questionários; Consenso; Conjuntivite alérgica; Ceratoconjuntivite; Corticosteroides; Imunossupressores
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Keywords:
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Um caso raro de microcoria congênita bilateral associada à antimetropia em um homem de 47 anos de idade é descrito aqui. O paciente queixava-se de perda visual progressiva em seu olho direito nos últimos 5 anos. Um exame com lâmpada de fenda e biomicroscopia ultrassônica confirmaram microcoria congênita e catarata. A facoemulsificação foi realizada usando dispositivo de expansão iriana, e a cápsula anterior foi corada através da técnica “trypan down under”. Considerações pré-operatórias, abordagem cirúrgica e manejo pós-operatório são discutidos.
Keywords: Pupila/anormalidades; Catarata; Facoemulsificação; Anisometropia; Atropina
Abstract
Capsulotomy with neodymium-doped yttrium-aluminum-garnet (Nd:YAG) laser is an effective treatment for posterior capsule opacification following cataract surgery. A wide opening of the posterior capsule associated with the ruptured anterior hyaloid can cause anterior chamber vitreous prolapse. Two patients who developed angle-closure glaucoma associated with vitreous prolapse following Nd:YAG laser posterior capsulotomy were successfully treated with antiglaucoma medication and peripheral iridotomies. Patient identification for potential risk factors and a careful postoperative follow-up are essential to avoid these serious complications.
Keywords: Glaucoma; Glaucoma angle closure; Cataract; Posterior capsulotomy; Laser, solid-state
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