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Abstract
Objetivo: Avaliar os resultados cirúrgicos de esotropias de grande ângulo (no mínimo 60 dioptrias prismáticas - dp), associadas à baixa de acuidade visual (BAV) unilateral, cuja cirurgia foi planejada com o intuito de não se operar o olho de melhor visão. Casuística e Métodos: Foram selecionados 17 casos de esotropias não-acomodativas, associadas à BAV (AV <= 0,4 no olho não-fixador, com a melhor correção) e sem tratamento cirúrgico prévio. Foi considerado bom resultado desvio pós-operatório de no máximo 10 dp, com rotações binoculares de até -2 de reto medial e +2 de reto lateral, regular XT / ET entre 10 e 15 dp, inclusive, ou rotações de ± 3 e ruim se tinha XT / ET > 15 dp ou rotações de ± 4. Resultados: 13 (76,4%) tinham AV de conta-dedos no olho não-fixador, 2 (11,7%) atingiam 0,1 e outros 2 (11,7%) 0,4. Em 3 havia alta miopia (equivalente esférico > ou = -6,00 dioptrias esféricas) em ambos os olhos. Entre os 17 pacientes, 12 (70,5%) obtiveram bom resultado cirúrgico, 3 (17,6%) foram regulares e 2 (11,7%) ruins. Conclusão: A cirurgia de estrabismo sob anestesia tópica mostrou ser eficaz e segura nestes casos especiais de BAV em um dos olhos, sendo que na maioria das vezes consegue-se não operar o olho de melhor visão; o que a nosso ver, só se tornou possível pelo uso da anestesia tópica.
Keywords: Esotropia grande; Cirurgia monocular; Anestesia tópica
Abstract
OBJETIVO: Avaliar os resultados do uso de antiinflamatório não hormonal (AINH) no controle da inflamação no pós-operatório de estrabismo, comparando-se com corticóide tópico. MÉTODOS: Selecionaram-se exclusivamente pacientes submetidos a recuo-ressecção em um só olho. Os dois grupos de pacientes usaram o mesmo antibiótico, sendo que para um grupo foi prescrito prednisolona 0,12% e para o outro cetorolaco de trometamina. Eles foram avaliados quanto a hiperemia, edema, conforto e variação da pressão intra-ocular, até o 21º dia de pós-operatório. RESULTADOS: Foram 27 pacientes, sendo 15 no grupo de AINH e 12 no de corticóide. Com relação a edema, conforto e PIO não houve variação entre os grupos. Porém, no grupo com AINH houve 5 (33,3%) casos de hiperemia conjuntival de ++/4 no 21º dia de pós-operatório e três (20%) de granuloma. Entre os pacientes com corticóide só se observou 1 (8,3%) caso de hiperemia de ++/4 ao término do tratamento e nenhum de granuloma. CONCLUSÃO: Para cirurgias de recuo-ressecção, procedimentos que parecem induzir maior resposta inflamatória, o uso de AINH não é aconselhável.
Keywords: Inflamação; Estrabismo; Antiinflamatórios esteróides; Prednisolona tópica; Cetorolaco de trometamina; Estudo comparativo; Eficácia de tratamento
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a viabilidade do uso de segmentos de músculos oculares extrínsecos como expansores de tendões musculares. MÉTODOS: Vinte e nove coelhos tiveram seu músculo reto superior esquerdo ressecado e o fragmento de cada um foi transplantado para o reto superior contralateral (grupo-teste). Então, o reto superior esquerdo foi reinserido na esclera (grupo-controle). Os animais foram então examinados em diversos períodos pós-operatórios, até os seus sacrifícios, para que se avaliasse o desenrolar dessa técnica cirúrgica. RESULTADOS: A hiperemia foi maior entre os testes. A secreção e a atrofia muscular foram mínimas nos dois grupos. Houve maior presença de fibrose no grupo-teste, mas não tão expressiva a ponto de inviabilizar os efeitos da cirurgia. Esses músculos também se romperam mais facilmente do que os do grupo-controle, porém, a força de rompimento foi sempre bem maior do que aquela presente numa contração muscular normal. CONCLUSÕES: A técnica de transplante autólogo homotópico de músculos oculares extrínsecos provou ser confiável e eficaz, para o alongamento muscular.
Keywords: Esotropia; Músculos oculomotores; Transplante autólogo; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Coelhos
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