Arq. Bras. Oftalmol. 2000;63 (5 )
:395-397
| DOI: 10.1590/S0004-27492000000500014
Abstract
Objetivo: Relatar um caso raro de melanoma de conjuntiva de longa evolução em paciente melanodérmica. Método: Análise de caso. Resultado: Até a presente data a paciente encontra-se bem sem evidências de recorrência da patologia em questão após excisão local. Conclusão: Observamos que mesmo sem a realização de crioterapia adjuvante ou medidas mais agressivas, existem alguns casos como esse que acabamos de relatar para o qual a excisão simples pode garantir a cura. Um aspecto importante deste relato é a importância do exame histopatológico de peças e fragmentos cirúrgicos removidos.
Keywords: Melanoma; Conjuntiva
Arq. Bras. Oftalmol. 2004;67 (1 )
:107-110
| DOI: 10.1590/S0004-27492004000100019
Abstract
OBJETIVO: Comparar a eficácia entre duas modalidades de tratamento das abrasões corneanas após a retirada de corpo estranho da córnea: curativo oclusivo e sem curativo. MÉTODOS: Cinqüenta e quatro pacientes com abrasão corneana após retirada de corpo estranho foram randomizados, de forma alternada, em dois grupos: um grupo com curativo oclusivo e o outro sem curativo. Os pacientes foram avaliados diariamente até a cura, em relação aos seguintes parâmetros: área da abrasão corneana, intensidade de dor, presença de fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão turva. RESULTADOS: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos quanto a: área da abrasão corneana, tempo para se obter a cura, dor, fotofobia, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e visão turva. Não ocorreu nenhuma complicação ocular ou sistêmica durante o tratamento em ambos os grupos. CONCLUSÃO: Abrasão corneana após retirada de corpo estranho, menor que 9 mm² , pode ser tratada apenas com antibiótico tópico de largo espectro e colírio cicloplégico, sem a necessidade do curativo oclusivo, tornando o tratamento mais simples e menos dispendioso.
Keywords: Traumatismos oculares; Córnea; Corpos estranhos no olho; Cicatrização de feridas
Arq. Bras. Oftalmol. 2010;73 (2 )
:193-196
| DOI: 10.1590/S0004-27492010000200020
Abstract
Melanomas oculares correspondem a 5% de todos os melanomas e 85% deles têm origem no trato uveal. Melanoma uveal é o tumor maligno intraocular primário mais comum no adulto. Relatamos neste artigo um caso de melanoma uveal em paciente, sexo feminino, 31 anos, com quadro de fotopsia, hiperemia e baixa da acuidade visual no olho esquerdo com evolução de quatro meses. Apresentava ao exame oftalmológico acuidade visual menor que 20/400, grande massa tumoral na região nasal retroiriana, com deslocamento anterior do cristalino, estreitamento da câmara anterior e descolamento seroso da retina. A ecografia sugeriu tratar-se de grande massa tumoral suspeita de melanoma de coróide com invasão do corpo ciliar. A confirmação diagnóstica foi possível por meio do exame anatomopatológico.
Keywords: Neoplasias uveais; Melanoma; Enucleação ocular; Análise de sobrevida; Relatos de casos