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Abstract
Relato da eficácia da terapia com micofenolato mofetil (MMF) no tratamento de paciente com coriorretinopatia do tipo "birdshot" (CB), no qual o processo inflamatório intra-ocular foi refratário ao uso de azatioprina (AZA) apos um ano de terapia. Paciente de 62 anos de idade e com CB desenvolveu edema macular cistóide e vasculite retiniana em ambos os olhos. No intuito de controlar a inflamação intra-ocular, a terapia com azatioprina oral (2 mg/kg) foi iniciada. Como a terapia com AZA não se mostrou eficaz a médio prazo, esse medicamento foi substituido pelo MMF, o qual controlou controlou o processo inflamatório com conseqüente melhora da acuidade visual do paciente. Após 3 anos de tratamento com MMF, nenhuma recorrência foi observada. Neste paciente com CB refratária ao tratamento com AZA, o MMF foi eficaz em debelar a inflamação intra-ocular.
Keywords: Ácido micofenólico; Coriorretinite; Doenças da coróide; Vasculite retiniana; Azatioprina; Relato de caso [Tipo de publicação]
Abstract
Paciente com oftalmia simpática (OS) desenvolveu neovascularização coroidiana (NVC) na região macular do olho simpatizado. A biomicroscopia do segmento posterior do olho afetado revelou uma pequena lesão branco-amarelada, discretamente elevada, localizada na região temporal à fóvea. Uma banda fibrosa ligava o disco óptico à lesão foveal. À angiografia fluoresceínica, a lesão revelou hiperfluorescência progressiva, com impregnação e extravazamento tardio do corante, achados esses característicos de uma cicatriz fibrovascular. Apesar de intenso tratamento com medicação imunossupressora, a acuidade visual final do paciente foi de 20/400. Embora raramente associada à oftalmia simpática a neovascularização coroidiana pode ocorrer e comprometer o prognóstico visual de um olho já debilitado. A melhor opção para o tratamento da neovascularização coroidiana em casos de oftalmia simpática ainda não está determinada.
Keywords: Oftalmia simpática; Neovascularização coroidal; Drogas imunossupressoras; Cicatrização de feridas
Abstract
Várias doenças devem ser consideradas quando nos deparamos com paciente com uma entidade clínica incluída no grupo das "síndromes dos pontos brancos retinianos". O diagnóstico diferencial na maioria das vezes é baseado na aparência e/ou na distribuição das lesões, no curso clínico, ou por algumas variáveis relacionadas ao paciente, tais como idade, sexo, lateralidade, bem como por meio de exames funcionais e de imagem. O presente artigo revisa os achados clínicos das doenças que fazem parte do grupo das "síndromes dos pontos brancos retinianos", enfatizando as similaridades e as diferenças entre essas entidades. Os exames complementares, bem como a etiologia, o tratamento e o prognóstico de cada uma delas são descritos e comentados.
Keywords: Doenças da coróide; Doenças pigmentares; Eletrorretinografia; Doenças da retina; Síndrome; Angiografia fluoresceínica; Glicocorticóides; Glicocorticóides; Acuidade visual
Abstract
OBJETIVO: Descrever os resultados da cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação em pacientes com uveíte. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo pela análise de prontuários de 189 pacientes (242 olhos) com uveíte que foram submetidos a cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação no Setor de Uveítes e Imunologia Ocular do Royal Victoria Hospital, McGill University Health Centre, Montreal, Quebec, Canadá. Os dados foram coletados em fichas protocoladas com informações sobre sexo, idade, classificação da uveíte, descrição cirúrgica e exames pré e pós-operatórios. Os exames pré e pós-operatórios continham informações sobre a data do exame, a melhor acuidade visual corrigida, o exame biomicroscópico, a pressão intra-ocular, os procedimentos realizados e o tratamento em uso. RESULTADOS: A média de acompanhamento pós-operatório foi de 46,8 ± 31,2 meses. A média da acuidade visual pré-operatória encontrada foi de 20/100 e a média de acuidade visual pós-operatória encontrada foi de 20/40. Encontramos 145 olhos (59,5%) com acuidade visual melhor ou igual a 20/40 e 26 olhos com piora da acuidade visual. A complicação per-operatória mais encontrada foi a ruptura de cápsula posterior com perda vítrea observada em 7 olhos (3% do total de olhos). A recorrência da uveíte foi a complicação pós-operatória mais freqüente, sendo observada em 73 olhos (30,16%). Outras complicações pós-operatórias observadas foram a atrofia iriana (28,51%), hipertensão intra-ocular (28,09%), membrana epirretiniana (26,44%), opacidade de cápsula posterior (19%), edema macular cistóide (13,63%), hipotonia ocular (12,80%), atrofia do disco óptico (8,67%) e sinéquias posteriores (6,61%). CONCLUSÕES: A cirurgia de catarata pela técnica de facoemulsificação é considerada segura e eficaz em pacientes com uveíte. Observamos um bom prognóstico visual no período de acompanhamento pós-operatório, apesar da prevalência de algumas complicações durante o seguimento, tais como: recorrência da uveíte, opacidade de cápsula posterior do cristalino e alterações maculares.
Keywords: Extração de catarata; Facoemulsificação; Implante de lente intra-ocular; Uveíte
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