Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (5 )
:313-316
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170076
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a espessura central da córnea (ECC) e a pressão intraocular (PIO) em recém-nascidos (RN) a termo, correlacionando seus valores entre as variáveis peso, sexo e idade pós-concepção (PCA). Métodos: A pressão intraocular e a espessura central da córnea foram determinadas em 52 recém-nascidos a termo com idade gestacional média de 39,43 ± 1,03 semanas, peso médio de nascimento de 3.273 ± 558 g. A média de idade durante as medições após o nascimento foi 1,15 ± 1,38 dias. A pressão intraocular foi determinada com Tono-pen. A espessura central da córnea foi determinada com paquímetro ultrassônico portátil. Resultados: A pressão intraocular média foi de 14,0 ± 2,91 mmHg em ambos os sexos, de 13,77 ± 2,88 mmHg nos recém-nascidos do sexo masculino e 14,32 ± 3,05 mmHg nos recém-nascidos do sexo feminino. A espessura central da córnea média foi de 605,87 ± 62,98 µm em ambos os sexos; de 626,70 ± 67,46 µm recém-nascidos do sexo masculino e de 577,45 ± 45,50 µm nos recém-nascidos do sexo feminino. A maior média da espessura da córnea foi no sexo masculino. A variável idade pós-concepção teve uma relação decrescente com espessura central da córnea, pressão intraocular e peso, porém, a correlação só foi significante com a espessura central da córnea. Na comparação entre os sexos houve diferenças significativas para duas variáveis: peso e espessura central da córnea. Conclusões: Não houve relação entre a espessura central da córnea e a pressão intraocular neste estudo, entretanto verificou-se que existe uma relação de aumento de peso com a espessura central da córnea.
Keywords: Glaucoma/genético; Topografia da córnea; Pressão intraocular; Tonometria ocular; Humanos; Recém-nascido
Arq. Bras. Oftalmol. 2024;87 (5 )
:0-0
| DOI: 10.5935/0004-2749.2022-0063
Abstract
Objetivo: Comparar os parâmetros de câmara anterior obtidos através da tomografia de coerência óptica de segmento anterior antes e após a iridectomia periférica a laser.
Métodos: Quatorze pacientes com fechamento angular primário e seis com glaucoma primário de ângulo fechado foram prospectivamente avaliados neste estudo. Gonioscopia e tomografia de coerência óptica de segmento anterior com DRI OCT Triton®foram realizadas antes e após a iridectomia periférica a laser. Os seguintes parâmetros de tomografia de coerência óptica de segmento anterior, baseados na localização do esporão escleral, foram avaliados: ângulo de abertura angular a 250 µm, 500 µm e 750 µm, área do espaço entre a íris e o trabeculado a 500 µm, ângulo entre a íris e o trabeculado, extensão do contato entre a íris e o trabeculado e curvatura da íris.
Resultados: A tomografia de coerência óptica de segmento anterior identificou 61% dos indivíduos com dois ou mais quadrantes fechados. A gonioscopia identificou mais quadrantes com ângulo fechado do que tomografia de coerência óptica de segmento anterior antes da iridectomia periférica a laser. Quanto aos parâmetros angulares, apenas ângulo de abertura angular a 250 µm no quadrante nasal não aumentou significativamente após a iridectomia
periférica a laser. A curvatura da íris e a extensão do contato entre a íris e o trabeculado apresentaram redução significativa induzida pelo procedimento a laser. Mesmo nos olhos em que a gonioscopia não identificou aumento da amplitude angular após iridectomia periférica a laser (n=7), ângulo de abertura angular a 750 µm aumentou (nasal: 0,15 ± 0,10 mm para 0,27
± 0,16 mm, p=0,01; temporal: 0,14 ± 0,11 mm para 0,25 ± 0,12 mm, p=0,001), e ICURVE diminuiu (nasal: 0,25 ±
0,04 mm vs. 0,11 ± 0,07 mm, p=0,02; temporal: 0,25 ± 0,07 mm vs. 0,14 ± 0,08 mm, p=0,007).
Conclusão: As alterações na câmara anterior induzidas pelo iridectomia periférica a laser puderam ser avaliadas quantitativamente e documentadas pelo DRI OCT Triton®.
Keywords: Gonioscopia; Tomografia de coerência óptica; Segmento anterior do olho; Glaucoma de ângulo fechado; Iridectomia; Terapia a laser; Lasers