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Abstract
Objetivo: Comparar a espessura da coroide nas fases ativa e estável da doença ocular tireoidiana.
Métodos: Quarenta e sete olhos, de 47 pacientes com doença ocular tireoidiana foram estudados prospectivamente. Os pacientes foram avaliados com base em seus escores de atividade clínica, com escore de ≥3 definidos como doença ativa. As medidas subfoveais, maculares temporais, maculares nasais, peripapilares temporais e da espessura da coroide peripapilar foram realizadas com tomografia de coerência óptica de domínio espectral Cirrus EDI, e os resultados nos dois grupos foram comparados.
Resultados: Vinte e quarto pacientes estavam no grupo ativo, enquanto 23 pacientes estavam no grupo estável. A espessura da coroide foi significativamente maior nas regiões macular subfoveal e temporal no grupo ativo. Embora os valores maculares e peripapilares nasais também fossem maiores no grupo ativo, a diferença foi insignificante.
Conclusões: A espessura da coroide subfoveal foi significativamente maior em pacientes com doença ocular tireoidiana na fase ativa do que naqueles com doença na fase estável.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Coroide/anatomia & histologia; Tomografia de coerência óptica
Abstract
Objetivo: Avaliar a espessura das camadas intraretinianas na região macular e sua relação com a duração da uveíte e acuidade visual em pacientes com uveíte de Behçet.
Métodos: Este estudo transversal incluiu 93 olhos de 57 pacientes com uveíte de Behçet e 100 olhos de 50 indivíduos saudáveis que foram admitidos em um hospital terciário entre janeiro de 2017 e setembro de 2017. As medições maculares foram realizadas com tomografia de coerência óptica de domínio espectral (SD-OCT) em todos os pacientes. A retina foi dividida em camadas usando software de segmentação automatizado no dispositivo SD-OCT. As espessuras da camada foram comparadas entre os pacientes e os grupos controle. No grupo de pacientes, foi avaliada a correlação entre os parâmetros obtidos na OCT e a duração da uveíte e acuidade visual.
Resultados: A média de idade foi de 37,9 ± 10,8 (18-64) no grupo de pacientes e 37,7 ± 12,2 (21-61) no grupo controle (p=0,821). A duração média da uveíte foi de 6,9 ± 4,7 (1-20) anos. A espessura total das camadas externas no grupo de pacientes foi reduzida (p<0,001). Uma diferença estatisticamente significativa não foi encontrada nas camadas internas da retina, exceto na camada nuclear interna. Uma correlação negativa foi detectada entre a duração da uveíte e a espessura da camada externa da retina (coeficiente de correlação = -0,250). Uma correlação positiva significativa foi detectada entre a acuidade visual e a espessura macular central bem como a espessura total das camadas internas e externas da retina (coeficientes de correlação 0,194; 0,154 e 0,364, respectivamente). A camada nuclear interna foi negativamente correlacionada com a acuidade visual.
Conclusões: A uveíte de Behçet pode causar alterações significativas nas camadas intraretinianas na região macular. A segmentação da retina com SD-OCT pode ser útil para acompanhamentos e para estimar a perda visual em pacientes com uveíte de Behçet.
Keywords: Doença de Behçet; Uveíte de Behçet; Camadas intrarretinianas; Tomografia de coerência óptica; Segmentação da retina
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