Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (3 )
:185-186
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150047
Abstract
Elucidar os efeitos adversos do uso de medicações imunossupressoras em pacientes com uveíte não diagnosticada por sífilis. Avaliação de quatro pacientes com uveíte por sífilis submetidos a tratamento com drogas imunossupressoras por suspeita de uveíte secundária a doenças reumáticas, que desenvolveram perda visual permanente. Sífilis deve ser sempre um diagnóstico diferencial nas doenças inflamatórias oculares, principalmente antes do início de terapia imunossupressora.
Keywords: Sífilis; Uveítes/quimioterapia; Imunossupressores/uso terapêutico; Imunossupressores/efeitos adversos; Transtornos da visão/etiologia; Relatos de casos
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (3 )
:190-193
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150049
Abstract
Objetivos: Avaliar o implante intravítreo de liberação lenta de dexametasona 0,7 mg no tratamento do edema macular cistóide (EMC) secundário à uveíte intermediária refratária a corticosteroides orais. Métodos: Estudo retrospectivo da acuidade visual melhor corrigida, inflamação intraocular, pressão intraocular (PIO), retinografia, tomografia de coerência óptica (OCT), inflamação e reações adversas de cinco pacientes (mulheres, idade média 35 anos) com o edema macular cistóide tratado com implante de dexametasona. Pacientes foram avaliados em 7 consultas até o 150o dia pós implante. Rsultados: Quatro pacientes apresentaram parsplanite bilateral e um, uveíte intermediária bilateral associada à artrite idiopática juvenil. Seis implantes foram inseridos sob anestesia tópica. O tempo médio de acompanhamento foi de 5 meses. A acuidade visual melhorou em todos os olhos. A tomografia de coerência óptica mostrou afinamento da mácula em todos os olhos e houve correlação entre a acuidade visual e a retina mais fina. Não ocorreu evento adverso grave. Não ocorreu aumento significativo na pressão intraocular. Conclusão: O implante intravítreo é eficaz no tratamento do edema macular cistóide secundário a uveíte intermediária refratária a esteróides sistêmicos.
Keywords: Edema macular/etiologia; Uveíte/complicacões; Tomografia de coerência óptica; Dexametasona/uso terapêutico; Acuidade visual
Arq. Bras. Oftalmol. 2015;78 (5 )
:326-327
| DOI: 10.5935/0004-2749.20150086
Abstract
RESUMOApresentamos os casos de três meninas (duas de seis anos e uma de onze anos), com uveíte bilateral e suspeita de catarata em ambos os olhos e doença de Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) em dois casos. No terceiro caso, oftalmia simpática e suspeita de catarata em um olho e trauma com ceratoplastia penetrante no outro olho. Após controle da inflamação, indicou-se facoemulsificação sem LIO. No per-operatório, após retirada da membrana epicristaliniana, a transparência do cristalino foi percebida, não sendo realizada a facoemulsificação. No período de acompanhamento as pacientes não desenvolveram catarata e a acuidade visual variou de 20/30 a 20/100. O exame de fundoscopia reforçou o diagnóstico de VKH e oftalmia simpática. Portanto, é muito importante que o oftalmologista esteja sempre atento quando se deparar com um caso de uveíte com suspeita de catarata, porque, por trás da membrana epicristaliniana pode existir um cristalino transparente, o que leva a uma conduta terapêutica menos agressiva.
Keywords: Membrana epicristaliniana; Uveíte; Catarata; Facoemulsificação; Crianças; Oftalmia simpática
Arq. Bras. Oftalmol. 2016;79 (3 )
:192-194
| DOI: 10.5935/0004-2749.20160055
Abstract
Síndrome DRESS (drug reaction with eosinophilia and systemic symptoms) é uma reação adversa a medicamentos rara e potencialmente fatal, associada à rash cutâneo, febre, eosinofilia e lesão de múltiplos órgãos. Algumas drogas podem desencadeá-la, como: alopurinol, anticonvulsivantes, vancomicina, sulfametoxazol-trimetoprim, sulfadiazina-pirimetamina, entre outras. Descrevemos dois casos que desenvolverem DRESS síndrome durante tratamento ocular. O primeiro caso apresentou os sintomas durante tratamento para endoftalmite pós-operatória tardia com antibióticos tópicos, cefalotina e meropenem intravenosos e injeção intravítrea de vancomicina e ceftazidima; não podemos identificar a droga causadora, pois múltiplas medicações foram utilizadas. O segundo caso desenvolveu os sintomas durante tratamento clássico para toxoplasmose ocular, então a associação com sulfadiazina-pirimetamina foi mais clara. Como muitos oftalmologistas prescrevem regularmente drogas que podem desencadear a síndrome DRESS, esse diagnóstico deve ser lembrado já que pode levar a sérias complicações.
Keywords: Eosinofilia/quimicamente inducida; Erupção por droga; Síndrome; Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentos; Hipersensibilidade a drogas
Arq. Bras. Oftalmol. 2017;80 (2 )
:125-127
| DOI: 10.5935/0004-2749.20170030
Abstract
Relatamos um caso de sarcoidose ocular com IgM e IgG positivos para toxoplasmose. Mulher jovem com quadro ocular bilateral de dor, vermelhidão, edema palpebral e panuveíte com periflebite. Os testes laboratoriais mostraram IgM e IgG positivos para toxoplasmose, teste tuberculínico anérgico. Realizou-se tratamento tópico da uveíte anterior e antibióticos orais para toxoplasmose, sem melhora. Tomografia de órbita mostrou aumento das glândulas lacrimais bilaterais e radiografia de tórax foi consistente com sarcoidose pulmonar, auxiliando no diagnóstico de sarcoidose ocular presumida. Iniciou-se prednisona e metotrexato orais, sem antibióticos, com melhora clínica e oftalmológica, sem recidivas em 1 ano de follow-up. Sarcoidose ocular é um importante diagnóstico diferencial que exige anamnese e exame oftalmológico cuidadosos. Exames complementares, como raio-X, tomografia computadorizada e avaliação clínica e laboratorial ajudam na avaliação e exclusão de outras causas. O tratamento consiste principalmente no uso de corticosteróide e imunossupressores.
Keywords: Sarcoidose; Toxoplasmose ocular; Uveíte posterior; Oftalmopatias