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Abstract
A cisticercose é uma parasitose causada por ovos de Taenia solium, que pode acometer diversos tecidos como coração, músculo esquelético, cérebro e olhos. Neste estudo será descrito o caso de um paciente de 62 anos do sexo masculino encaminhado com queixa de baixa acuidade visual progressiva no olho direito há dois meses. O exame biomicroscópico e ultra-sonográfico permitiu o diagnóstico ocular de cisticercose intravítrea. Foi realizada cirurgia de vitrectomia via pars plana para remoção do parasita e no intra-operatório ocorreu ruptura do cisto com extravasamento intravítreo. Durante o procedimento foram injetadas 400 microgramas de dexametasona intravítreo e prescrito 60 mg/dia de prednisona via oral por 14 dias. O paciente evoluiu com recuperação visual e acuidade visual final de 20/25, retina aplicada e vítreo claro. Em conclusão, farmacoterapia com corticóide intravítreo associada à terapia com corticóide sistêmico pode ser considerada como alternativa a ser associada para o controle inflamatório após cirurgia vitreorretiniana de cisticercose ocular.
Keywords: Cisticercose; Cisticercose; Infecções oculares parasitárias; Dexametasona; Glucocorticóides; Relatos de casos
Abstract
OBJETIVO: Analisar a qualidade das córneas avaliadas em lâmpada de fenda no Banco de Tecidos Oculares do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (BTO HC-UFPR) relacionando com a idade e causa de óbito. MÉTODOS: Foram analisadas retrospectivamente fichas de avaliações padronizadas de 492 córneas, avaliadas no BTO HC-UFPR, do período de agosto de 2006 a agosto de 2008. Cada córnea avaliada foi classificada em relação a sua qualidade em: Muito bom, bom, regular e ruim; mediante os seguintes fatores: claridade da córnea, edema epitelial, defeito epitelial, edema estromal, dobras de Descemet, opacidade estromal, cicatrizes corneanas, densidade endotelial e guttata. RESULTADOS: A idade média dos doadores foi de 42,74 anos (dp=17,77). Dentre as causas de óbito, a mais comum foi trauma com 46,18%, seguindo por causas cardiovasculares com 41,86%. Na avaliação da córnea, foram classificadas: 57,11% como "bom", seguido por 20,73% "regular", 16,87% "muito bom" e 5,28% "ruim". Com aplicação de testes estatísticos baseados em modelo de regressão ordinal verificou-se que as córneas provenientes de mortes por traumas tendem a ser melhores, bem como aquelas de pacientes mais jovens. CONCLUSÕES: Estatisticamente, córneas de doadores mais jovens tendem a ter melhores graduações na avaliação, bem como córneas provenientes de doadores com morte por trauma tendem a ser de melhor qualidade quando comparadas com as provenientes de mortes por doenças cardiovasculares e outras doenças sistêmicas.
Keywords: Transplante de córnea; Doadores de tecidos; Banco de tecidos; Controle de qualidade
Abstract
OBJETIVO: Avaliar acuidade visual final sem correção e com correção e estabilidade rotacional da LIO. MÉTODOS: Estudo prospectivo de 20 olhos de 13 pacientes submetidos à facoemulsificação, por catarata associado a astigmatismo ceratométrico regular, simétrico, variando de 1 a 4 dioptrias. No pré-operatório foram avaliadas a melhor acuidade visual corrigida, a refração, a ceratometria e topografia computadorizada. O cálculo do poder cilíndrico da lente e seu posicionamento foram determinados pelo fabricante. Todas as lentes foram implantadas por um mesmo cirurgião, dentro do saco capsular. Os pacientes foram analisados por um segundo observador, no 1É, 10É, 20É, 30É e 60É dia pós-operatório. RESULTADOS: A acuidade visual dos pacientes deste estudo sem correção variou entre 20/15 e 20/40, sendo 1 olho com 20/15 (5%), 4 olhos 20/20 (20%), 6 olhos 20/25 (30%), 7 olhos 20/30 (35%) e 2 olhos 20/40 (10%). A acuidade visual com a melhor correção variou entre 20/15 e 20/40, sendo 2 olhos com 20/15 (10%), 9 olhos 20/20 (45%), 7 olhos 20/25 (35%), 1 olho 20/30 (5%) e 1 olho 20/40 (5%). Lembrando ainda que a refração esférica média foi de -0,05 DE variando entre -0,50 até +0,75. Refração cilíndrica teve média de -0,63 DC, variando entre -0,50 e -1,25 DC. A rotação da LIO teve uma média de 3,2º até o 30É dia pós-operatório, variando de 0º de rotação e rotação máxima de 13º, sendo que 7 lentes (35%) não sofreram rotação, 9 lentes (45%) sofreram rotação entre 1º e 5º, 3 lentes (15%) tiveram rotação entre 6º e 10º e por fim 1 lente (5%) teve rotação entre 11º e 15º. Não houve rotação significativa após o 30É dia pós-operatório. DISCUSSÃO: A média da rotação da LIO foi de 3,2º, onde 95% das LIO tiveram rotação menor ou igual a 10º, o que se traduz em uma estabilidade rotacional muito boa. Na prática percebemos que a boa acuidade visual está diretamente relacionado à sua estabilidade rotacional e previsibilidade refracional.
Keywords: Astigmatismo; Implante de lente intraocular; Facoemulsificação; Extração de catarata; Acuidade visual; Complicações pós-operatórias
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