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Abstract
OBJETIVO: Demonstrar uma técnica inovadora de implante de peso de ouro via posterior e avaliar sua efetividade e possíveis complicações. Os resultados serão comparados com a literatura existente sobre a técnica via anterior, há muito tempo pouco modificada. MÉTODOS: Foi realizado um estudo prospectivo (seqüência de casos) com pacientes que apresentavam, há mais de 6 meses, lagoftalmo paralítico, independentemente da etiologia, atendidos no Departamento de Oculoplástica do Serviço de Oftalmologia do Hospital Governador Celso Ramos - SC, entre o período de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2007, com indicação do implante de peso de ouro na pálpebra superior. A nova técnica via posterior foi realizada por apenas dois cirurgiões. RESULTADOS: Treze pacientes com lagoftalmo paralítico, 9 homens e 4 mulheres com idade média de 53,07 anos (variando de 17 a 73), foram submetidos ao implante de peso de ouro pela técnica via posterior. O período de acompanhamento desses pacientes foi de 2 meses a 1 ano, com média de 6,30 meses. Em 3 pacientes, o peso implantado causou assimetria na distância margem-reflexo (DMR) na posição primária do olhar - ptose de 2 mm em 2 pacientes e 4 mm em 1 paciente. CONCLUSÕES: Embora tal técnica venha exibindo um resultado sistematicamente satisfatório, os autores acreditam que seja essencial o acompanhamento dos pacientes por um tempo maior a fim de comprovar a sustentabilidade de sua eficácia.
Keywords: Paralisia facial; complicações; Doenças palpebrais; etiologia; Doenças palpebrais; cirurgia; Ouro
Abstract
O objetivo do presente trabalho é apresentar e discutir dois casos de subluxação do globo ocular na fase ativa do subtipo miogênico da orbitopatia de Graves e avaliar a prevalência desse fenômeno. Dois pacientes com o subtipo miogênico da orbitopatia de Graves tratados com corticosteroide oral e pulsos intravenosos desenvolveram subluxação do globo ocular. Após estas observações, analisamos os prontuários de uma amostra de 284 pacientes (482 órbitas) que foram submetidos à descompressão orbitária em nossa Instituição no período de 1992 a 2010, buscando os casos que apresentaram proptose severa ou subluxação do globo ocular na fase ativa da orbitopatia de Graves miogênica. Nenhum paciente tinha sido descomprimido para subluxação do globo ocular na fase ativa da orbitopatia de Graves. A prevalência desse evento como uma indicação para cirurgia na variante miogênica da orbitopatia de Graves foi 0,7% (2/284) ou até menos. A combinação da correção da retração da pálpebra superior e da descompressão da órbita obteve um efeito terapêutico excelente nesses pacientes, apesar da intensa presença de sinais inflamatórios nas órbitas. Em conclusão, pacientes afetados com orbitopatia de Graves do subtipo miogênico podem desenvolver subluxação do globo. Tratamentos cirúrgicos de urgência não devem ser adiados apesar da presença de inflamação ativa.
Keywords: Oftalmopatia de Graves; Órbita; Exoftalmia; Descompressão cirúrgica; Tomografia por raios X; Humanos; Masculino; Adulto; Meiaidade; Relatos de casos
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