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Abstract
Objetivo: Este estudo experimental tem como objetivo investigar os efeitos do azul de tripan intracameral (TB) sobre parâmetros de estresse oxidativo e apoptose no tecido da córnea. Métodos: Trinta ratos foram divididos aleatoriamente em três grupos de 10 animais cada: grupo simulação (Grupo 1); grupo controle (Grupo 2); e grupo tratamento (Grupo 3). No grupo controle foi administrado 0,01 cc de solução salina balanceada (BSS). No grupo tratamento foi administrado 0,006 mg/0,01 cm de TB. O estado antioxidante total ( TAS) e estado oxidante total ( TOS) no tecido da córnea e sangue foram medidos e o índice de estresse oxidativo (OSI) foi calculado. Finalmente, histopatologia do tecido da córnea foi avaliada por meio da coloração para caspase-3 e -8; atividade apoptótica também foi examinada. Resultados: Os níveis de TAS, TOS e OSI das amostras de sangue não foram significativamente diferentes (p>0,05 para todos). Em comparação com os grupos simulação e controle, os níveis de TOS e OSI no tecido da córnea foram significativamente diferentes no grupo tratamento (p<0,05 para todos). Não houve diferença significativa entre o grupo simulção e o grupo controle (p>0,05). A coloração imuno-histoquímica com a caspase-3 e caspase-8 demonstrou maior atividade apoptótica no grupo tratamento do que nos grupos controle e simulação. Conclusão: Este estudo mostrou que a injeção intracameral TB é segura sistematicamente, mas pode ser tóxica ao tecido da córnea, como demonstrado através de parâmetros de estresse oxidativo e avaliação histopatológica.
Keywords: Azul tripano/administração & dosagem; Injeções intraoculares; Córnea; Estresse oxidativo; Apoptose; Animais; Ratos
Abstract
Objetivo: O objetivo deste estudo foi medir os níveis de carnitina livre e acil-carnitina a nível metabolómico com espectrometria de massa em tandem no tecido do pterígio e no tecido conjuntivo normal.
Método: Neste estudo prospetivo, clínico e aleatório, os tecidos de pterígio e os tecidos normais de conjuntiva, retirados durante a cirurgia de pterígio com autoenxerto, foram comparados em relação ao perfil de carnitina livre e de acil-carnitina. Após a homogeneização dos tecidos, os níveis de carnitina foram medidos por espectrometria de massa em tandem. A análise estatística dos dados foi realizada com o teste dos postos sinalizados de Wilcoxon.
Resultados: A avaliação foi feita através de amostras de tecido pterígio e de conjuntiva normal de um único olho de 29 pacientes (16 mulheres, 13 homens). A média de idade dos pacientes foi de 54,75 ± 11,25 anos (faixa dos 21 aos 78 anos). Enquanto o nível de carnitina livre (C0) foi significativamente elevado no tecido pterígio (p<0,001), os níveis de acil-carnitina foram significativamente elevados em alguns derivados esterificados (C2, C5, C5: 1, C5DC, C16:1, C18, metilglutaril carnitina) (p<0,05). Não foi determinada uma diferença estatisticamente significante noutros derivados esterificados (p>0,05).
Conclusão: Os níveis mais elevados de carnitina no tecido do pterígio sugerem que a aceleração do metabolismo celular se tenha tornado secundária com o efeito da inflamação crónica e o caráter pré-maligno do tecido do pterígio. Os níveis elevados de carnitina também podem ser eficazes na supressão do processo de apoptose. Os dados obtidos no estudo indicam que estudos mais extensivos do perfil da carnitina contribuiriam para o esclarecimento da patogénese do pterígio.
Keywords: Acetilcarnitina; Cromatografia gasosa-espectrometria de massas; Carnitina; Metabolômica; Pterígio
Abstract
O quadro clínico de uma úlcera conjuntival acompanhada de secreção e dor foi observado em homem de 30 anos de idade, 3 dias após um trauma perfurante da córnea. As culturas de uma amostra retirada da úlcera conjuntival foi positiva para Fonsecaea pedrosoi, uma cromoblastomicose, geralmente transmitido após traumatismos. O caso foi tratado com sucesso com a anfotericina B, itraconazol e fluconazol. Este relato de caso reporta o diagnóstico e tratamento de uma úlcera conjuntival causada por F. pedrosoi, que raramente é visto nos olhos expostos a traumatismos contaminados. Até onde sabemos, este é o primeiro caso relatado na literatura de F. pedrosoi causando úlcera conjuntival aguda.
Keywords: Cromoblastomicose; Ascomycetos/isolamento & purificação; Doenças da túnica conjuntiva; Ferimentos oculares penetrantes; Infecções oculares fúngicas
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