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Abstract
OBJETIVO: Investigar a freqüência de blefaroptose adquirida em usuários de lentes de contato. MÉTODOS: Avaliação prospectiva de 50 pacientes, usuários de lentes de contato, do Setor de Lentes de Contato do Serviço de Oftalmologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, durante o período de abril a novembro de 2004. A distância reflexo-margem (MRD) foi avaliada em 99 pálpebras de usuários de lentes de contato e para as 52 pálpebras de controle. Pacientes cuja medida da distância reflexo-margem se apresentou inferior a 2 mm ou com assimetria de distância reflexo-margem maior ou igual a 2 mm foram considerados portadores de blefaroptose. Foram avaliados o tipo de lente de contato utilizada e o tempo de uso das mesmas. RESULTADOS: Cinco pacientes apresentaram ptose, todos eles eram usuários de lentes de contato rígidas, um com ptose bilateral e quatro, unilateral. A distância reflexo-margem dos pacientes usuários de lentes de contato foi, em média, 0,88 mm inferior aos não usuários. Os valores de distância reflexo-margem foram progressivamente decrescentes nos grupos estudados: controles, usuários de lentes gelatinosas e de lentes rígidas. CONCLUSÃO: O estudo sugere que os usuários de lentes de contato possuem alteração dos valores de distância reflexo-margem, principalmente os que usam lentes rígidas.
Keywords: Blefaroptose; Lentes de contato
Abstract
OBJETIVO: Apresentar um método novo, baseado no processamento computadorizado de imagens, para quantificar a distância reflexo margem (MRD). MÉTODOS: Selecionamos para o estudo pacientes do Setor de Lentes de Contato do Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Porto Alegre que foram divididos em dois grupos: o primeiro foi composto por pacientes usuários de lentes de contato rígidas (63 olhos) e o segundo por pacientes que foram encaminhados para adaptação de lentes de contato sem história prévia de uso das mesmas (30 olhos). Todos os pacientes foram fotografados com o auxílio de uma câmera fotográfica digital (Nikon Coolpix 4300). A distância reflexo margem foi medida por processamento computadorizado de imagens utilizando o programa Image J. Foram excluídos do estudo pacientes submetidos a cirurgias intra-oculares ou palpebrais, pacientes apresentando ptose congênita e pacientes que ao exame biomicroscópico apresentavam conjuntivite papilar gigante. RESULTADOS: O método utilizado para quantificar distância reflexo margem parece bastante simples e aparentemente mais sensível e específico. O valor médio da distância reflexo margem no grupo caso foi 2,46 mm e no grupo controle 2,72 mm. Dessa forma, observou-se uma tendência de diminuir a distância reflexo margem com o uso de lentes rígidas, embora esses dados não tenham sido estatisticamente significativos (p=0,22). Observa-se também que os valores de distância reflexo margem apresentam uma variabilidade muito maior no grupo caso (41,46%) do que no controle (28,96%), que se apresenta mais homogêneo. CONCLUSÃO: Esse estudo introduziu uma metodologia inovadora para medir a distância reflexo margem utilizando o processamento computadorizado de imagens. Esse método é acessível e pode auxiliar no acompanhamento da distância reflexo margem de pacientes usuários de lentes de contato, especialmente rígidas.
Keywords: Lentes de contato; Blefaroptose; Processamento de imagem assistida por computador
Abstract
OBJETIVOS: Os resultados do tratamento da retinopatia da prematuridade (ROP) parecem ser melhores em pacientes nascidos na mesma instituição onde o tratamento foi praticado do que naqueles pacientes transferidos para o tratamento em centros de referência. Este estudo tem como objetivos investigar o momento do tratamento e seus resultados em pacientes nascidos e em pacientes transferidos para o tratamento em uma mesma instituição. MÉTODOS: Estudo de coorte institucional e prospectivo conduzido de 2002 a 2010 e incluiu no grupo 1 todos os prematuros tratados para a retinopatia da prematuridade nascidos na instituição e no grupo 2 todos os prematuros tratados para a retinopatia da prematuridade transferidos para o tratamento. Todos os pacientes incluídos tinham peso de nascimento (PN) <1.500 gramas e/ou idade gestacional (IG) <32 semanas. As principais consideradas foram a idade pós-concepção (IPC) por ocasião do tratamento e os resultados do tratamento ao final do 1º ano de vida dos pacientes nos 2 grupos. As variáveis consideradas foram: peso de nascimento, idade gestacional, estadiamento e localização da retinopatia da prematuridade por ocasião do tratamento. RESULTADOS: O grupo 1 incluiu 24 prematuros nascidos na instituição. As médias do PN e da IG foram 918 ± 232 gramas e 28,2 ± 2,1 semanas, respectivamente. A mediana da idade pós-concepção ao tratamento foi de 37 semanas. O grupo 2 incluiu 14 pacientes transferidos para o tratamento. As médias do PN e da IG foram 885 ± 188 gramas e 28,2 ± 2,4 semanas, respectivamente. A mediana da idade pós-concepção ao tratamento foi de 39 semanas. As médias dp PN e da IG eram similares nos dois grupos (P=0,654 e P=0,949, respectivamente), mas a diferença entre a idade pós-concepção ao tratamento foi significativa entre os 2 grupos (P=0,029). CONCLUSÕES: Os pacientes nascidos na instituição foram tratados para a retinopatia da prematuridade durante a 37ª semana de idade pós-concepção enquanto os pacientes transferidos foram tratados após a 39ª semanas de idade pós-concepção em média. Os piores resultados do tratamento assim como do seguimento de um ano observados entre os pacientes do grupo 2 podem ser explicados, em parte, pelo tempo maior decorrido para o tratamento da retinopatia da prematuridade.
Keywords: Recém-nascido de muito baixo peso; Retinopatia da prematuridade; Idade gestacional; Hospitais públicos; Fatores de risco; Taxa de sobrevida
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