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Abstract
Cataratas polares anteriores piramidais são opacidades cônicas que se projetam para a câmara anterior a partir da cápsula anterior do cristalino. Na grande maioria dos pacientes a opacidade permanece aderida e estável durante toda a vida. O objetivo deste trabalho é documentar uma manifestação incomum desse tipo de catarata: a deiscência espontânea das pirâmides para a câmara anterior causando descompensação endotelial e edema corneal bilateral. Relatamos o caso de uma paciente feminina, de 66 anos, branca, que apresentava edema corneal localizado inferiormente no olho direito associado à lesão nodular branco-esclerótica compatível com a pirâmide anterior da catarata polar. O olho esquerdo apresentava edema corneal difuso intenso e presença de uma catarata polar anterior com a região piramidal deslocada para a câmara anterior. Sabe-se que a pirâmide anterior pode permanecer inabsorvida na câmara anterior por longo período, pois é composta de tecido colágeno denso. Isto causa perda endotelial progressiva e edema corneal e deve ser considerada indicação de remoção cirúrgica da catarata polar anterior e de seu fragmento. Ressalta-se, também, a importância do bom senso no julgamento das cataratas polares anteriores, considerando-se tamanho da opacidade, simetria das opacidades e componente cortical associado, na tentativa de se evitar ambliopia.
Keywords: Catarata; Edema da córnea; Segmento anterior do olho; Células epiteliais; Cristalino; Ambliopia; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: Descrever a técnica de fixação monoescleral da lente intra-ocular (LIO) após extração extra-capsular de cristalinos subluxados em pacientes com síndrome de Marfan. MÉTODOS: Estudo retrospectivo conduzido em 14 olhos de 7 pacientes atendidos consecutivamente com subluxação do cristalino associada à síndrome de Marfan. A cirurgia foi indicada quando: 1) a margem do cristalino era observada na área pupilar, em condições normais de iluminação, causando ofuscamento visual; ou 2) a melhor acuidade visual corrigida era menor que 20/70; ou 3) o paciente queixava-se de diplopia monocular. Foram excluídos pacientes com história de glaucoma, descolamento de retina, trauma ou outras doenças sistêmicas. RESULTADOS: O acompanhamento pós-operatório médio foi de 15,43± 9,33 meses (variação, 6 a 30 meses). A melhor acuidade visual corrigida com óculos variou de 20/25 a 20/60, dos quais 71,43% alcançaram 20/30, ou melhor. Nenhum caso mostrou piora da acuidade visual, além de não terem sido observadas complicações per ou pós-operatórias (descentração da lente intra-ocular, bloqueio pupilar, glaucoma ou descolamento de retina). A complicação pós-operatória mais freqüente foi o astigmatismo, observando-se valores maiores que 1,5 dioptrias em 3 casos (21,43%). CONCLUSÕES: Esta técnica mostrou bons resultados cirúrgicos e visuais, além de poucas complicações, sendo opção cirúrgica para os casos de subluxação do cristalino associada com a síndrome de Marfan, especialmente em alguns países ou regiões onde a facoemulsificação não está disponível.
Keywords: Síndrome de Marfan; Ectopia lentis; Extração da catarata; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Implantação da lente intra-ocular
Abstract
Foram descritos três casos de pacientes submetidos à ablação corneana baseada em topografia para a correção das descentralizações pós-laser in situ keratomileusis, com sucesso pós-operatório.
Keywords: Ceratomileuse assistida por excimer laser in situ; Topografia da córnea; Astigmatismo; Relato de casos
Abstract
OBJETIVO: Descrever nova técnica de ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia para correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. MÉTODOS: Estudo retrospectivo realizado em pacientes submetidos a ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia para a correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. Os pacientes apresentavam, no mínimo, 3 dioptrias de hipermetropia no pré-operatório, e apresentavam acompanhamento mínimo de 3 meses. RESULTADOS: Neste estudo foram avaliados 24 olhos de 21 pacientes com idade entre 36 e 55 anos (média de 45,54 ± 6,03 anos). O período médio de acompanhamento foi de 7,71 ± 4,6 meses (variando de 3 a 17 meses). A média do EE no pré-operatório foi de +3.92 ± 1.57, com variação de +1,25 D a +7,75 D e após a ablação, a média foi -0,29 ± 1,43 variando de 3,75 D a +2,50 D (p<0,01). Acuidade visual de 20/25 ou melhor foi encontrada em 45,83% dos olhos analisados, 83,33% apresentaram visão de 20/40 ou melhor e 100% dos olhos com 20/60 ou melhor. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com o resultado cirúrgico e referiram melhora subjetiva da qualidade visual. CONCLUSÃO: Ao se avaliar os resultados aqui apresentados, consideramos a ceratectomia fotorrefrativa baseada em topografia mais uma opção para a correção da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. Como é um procedimento de retratamento realizado em olhos com córneas muito instáveis e irregulares e com alto grau de hipermetropia, pode-se considerar bons os resultados e que a técnica é segura e eficaz.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa por excimer laser; Ceratotomia radial; Hiperopia; Astigmatismo; Erros de refração
Abstract
OBJETIVO: Avaliar a eficácia, previsibilidade e estabilidade da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) guiada pela frente de onda corneana para o tratamento da hipermetropia secundária à ceratotomia radial. MÉTODOS: Este estudo prospectivo analisou 60 olhos de 36 pacientes consecutivos, submetidos a PRK personalizado com o laser Esiris-Schwind. A técnica constou de desepitelização mecânica, fotoablação e utilização de mitomicina-C 0,02%. Os pacientes foram acompanhados por 12 meses. RESULTADOS: O intervalo médio entre a ceratotomia radial e o PRK foi de 18,4 anos ± 3,8 (DP); o equivalente esférico (EE) médio antes da ceratotomia radial era -4,35 dioptrias (D) ± 1,55. As medidas prévias ao PRK mostraram grau esférico médio de +5,00 D ± 2,28, astigmatismo médio de -1,47 D ± 1,06, EE médio de +4,27 D ± 2,18 e AV corrigida (AVcc) média de 0,174 ± 0,139 (logMAR). O EE médio programado no laser foi +4,74 D ± 2,11. Os resultados encontrados um ano após a cirurgia foram: EE médio de +0,04 D ± 1,03 (P<0,001), astigmatismo médio de -1,03 ± 0,75 D (P=0,015), AV média sem correção de 0,265 ± 0,197 e AVcc de 0,079 ± 0,105 (P<0,001). A AVcc mostrou ganho médio de uma linha; 20 olhos (33,3%) melhoraram duas ou mais linhas e somente um olho perdeu duas linhas. Ocorreu redução estatisticamente significante do coma (P=0,002), trefoil (P=0,004), aberração esférica (P<0,001) e quatrefoil (P=0,002). Houve 48 olhos (80%) entre ± 1,00 D do EE planejado. A regressão média entre seis e 12 meses foi de +0,17 ± 0,67 D. CONCLUSÃO: O PRK personalizado pela frente de onda corneana foi eficaz, previsível e estável pelo período de um ano para a redução da hipermetropia após a ceratotomia radial. No pós-operatório, observou-se melhora significativa da AVsc, AVcc e das aberrações corneanas. Número do ClinicalTrials.gov:NCT00917657
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Ceratotomia radial; Hipermetropia; Astigmatismo
Abstract
OBJETIVO: Analisar a segurança da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) com mitomicina-C (MMC) em olhos com hipermetropia consecutiva à ceratotomia radial. MÉTODOS: Foram avaliados prospectivamente 60 olhos de 36 pacientes consecutivos, submetidos à ceratectomia fotorrefrativa personalizada pela frente de onda corneana com o laser Esiris Schwind. Realizaram-se desepitelização mecânica, seguida da fotoabla ção, e utilização de MMC 0,02% por 20 ou 40 segundos. Em 16 olhos (26,7%) a MMC foi aplicada por 40 segundos. Estes foram submetidos a ablações mais profundas do que 100 micra ou apresentavam córneas submetidas a suturas prévias. Os pacientes foram acompanhados por um ano. RESULTADOS: O equivalente esférico (EE) médio antes do PRK era +4,27 D ± 2,18 e a acuidade visual corrigida (AVcc) média era 0,174 ± 0,139 (logMAR). O EE médio programado no laser foi +4,74 D ± 2,11, resultando em uma profundidade de ablação de 78 ± 28 µm (de 33 a 148). Não foram observadas complicações intraoperatórias. Após um ano observaram-se: EE médio de + 0,04 D ± 1,03 (p<0,001) e AVcc de 0,079 ± 0,105 (p<0,001). Observou-se melhora de duas ou mais linhas de AVcc em 20 olhos (33,3%) e somente 1 olho (1,7%) perdeu duas linhas. A análise de correlação mostrou que a melhora da AVcc foi inversa mente correlacionada à AVcc pré-operatória (r=-0,694; p<0,001). ''Haze'' periférico grau 2 ou 3 foi observado em cinco olhos e ''haze'' central discreto, em um olho. Não houve correlação significativa do ''haze'' central ou periférico com o número de incisões radiais, com a profun didade da fotoablação ou com a AVcc pós-operatória. A contagem endotelial média no pré-operatório foi de 2.681± 455 cel/mm2 e após 1 ano foi de 2.481 ± 378 cel/mm2 (p=0,124). Um olho desenvolveu ectasia corneana, devido ao alargamento progressivo de uma incisão radial inferior, e foi submetido à sutura da incisão. CONCLUSÃO: O PRK com MMC mostrou-se seguro após um ano para a redução da hipermetropia secundária a ceratotomia radial. Observou-se melhora significativa da AVcc, com pequena incidência de ''haze'' e de outras complicações.
Keywords: Ceratectomia fotorrefrativa; Mitomicina; Ceratotomia radial; Hiperopia; Astigmatismo; Acuidade visual; Procedimentos cirúrgicos refrativos
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